Home 🎬 Bollywood 🎵 Pakistani 🎤 English Pop

Subúrbios

👤 Valete 🎼 Serviço Público ⏱️ 4:33
🎵 3947 characters
⏱️ 4:33 duration
🆔 ID: 10032052

📜 Lyrics

Subúrbios...
Onde a realidade é sinistra e não dá abverbios

Cinco da matina
Já todos caminham pr'o o mesmo enrredo
Porque nos subúrbios
O sol levanta sempre mais cedo
É um povo escravizado nesta sociedade de extremos
Trabalham duas vezes mais e ganham duas vezes menos

Sentes o cheiro intenso
Que esses homens trazem no sovaco
Porque não há desodorizante
Que abafe o suor do trabalho escravo

Manos encharcam na bebida todo o espírito frustrado
Por cada garrafa que cabe
É uma esposa c'o olho inchado

Ainda creditas que o futuro será diferente do passado
Aqui não dá para dormir
Quanto mais para sonhar és parvo
Aqui o Diabo choca e actua
Ás vezes para veres o Inferno
Basta abrires a porta da rua

Negros dos subúrbios são sempre vistos
Como gente a mais
Para as discotecas africanas eles são pretos demais
São 22 horas ainda há gente no trabalho
Porque para os suburbanos a lua
Levanta sempre mais tarde

Onde a tua mãe aos 14 engravidou
Onde o teu pai semeou e não ficou
Onde a pobreza penetrou e se instalou
Subúrbios onde Deus nunca passou

Onde a policia espancou e assassinou
Onde o meu povo lagrimou e ripostou
Onde o meu Flow escureceu e congelou
Subúrbios onde Deus nunca passou

Manos em desespero gritam...
Que safoda os empregos
Há sempre trabalho nas esquinas do Getto
Vendem doses duras a pobres coitados á deriva
E que se armam em heróis
E pensam que podem foder com a Heroína

Vês milhares deles por aí com uma seringa no braço
A investirem a vida num suicídio de médio prazo
Momento de silencio para todos os manos
Que a heroína levou...

Chikas querem sempre algo em troca
Para poder abrir as pernas
Mas a única cena que manos têm
Para oferecer é a esperma

São racionais mas raramente racionalizam
Acham que a cona é quente demais para usarem camisa
Aqui tens de ter cuidado com as pachaxas
Que tens a merecer
Podes entrar cheio de fé e sair com HIV Ouviste

Esses dreds entram em qualquer racha que se abre
Por isso aqui nada cresce
A não ser a taxa de natalidade
E dos putos que nasçam ás uns nem têm a cara do pai
É fudido têm a cara do melhor amigo do pai
Subúrbios...

Onde a tua mãe aos 14 engravidou
Onde o teu pai semeou e não ficou
Onde a pobreza penetrou e se instalou
Subúrbios onde Deus nunca passou

Onde a policia espancou e assassinou
Onde o meu povo lagrimou e ripostou
Onde o meu Flow escureceu e congelou
Subúrbios onde Deus nunca passou

Manos saem de cana
Mas cá fora não há chance pr'a gente cadastrada
Então vão e voltam como se a prisão
Fosse uma segunda casa

Aqui mães sofrem
Porque mães sabem
Que a cada dois filhos que fazem
Um é para as ruas adoptarem

Na rua não há futuro
Não á amor
Não há fé
Esses putos roubam para comer Bro
E comem bue

Sempre que há drama só contigo é que podes contar
Porque 112 aqui pode ser o nº do azar
Bófias vêem pr'os Subúrbios com arrogância e prepotência
Por isso é que forças de segurança
Aqui só trazem insegurança

Vêem numa de roubar pretos com armas e cacetetes
Há mais Skites na PSP que no PNR
Mas hoje está tudo mudado não é só levar e cair
Manos também tão armados
Porque tão cansados de fugir
Enrrolam com bue artilharia
Prontos para quando o beef estala
Bófias têm sete vidas niggas têm oito balas

Onde a tua mãe aos 14 engravidou
Onde o teu pai semeou e não ficou
Onde a pobreza penetrou e se instalou
Subúrbios onde Deus nunca passou

Onde a policia espancou e assassinou
Onde o meu povo lagrimou e ripostou
Onde o meu Flow escureceu e congelou
Subúrbios onde Deus nunca passou

E o people da Linha de Sintra vai sentir este som
Tropas da Margem Sul vão sentir este som
Todos os manos que estão de cana vão sentir este som
Em Odivelas, Santo Antonio vão sentir este som

Carcaveles vão sentir este som
Manos de Quarteira e Gaia vão sentir este som
Até nos subúrbios de Braga vão sentir este som
A rádio é muito pataqueira p'ra passar este som

⏱️ Synced Lyrics

[00:09.23] Subúrbios...
[00:09.32] Onde a realidade é sinistra e não dá abverbios
[00:11.95]
[00:20.63] Cinco da matina
[00:22.21] Já todos caminham pr'o o mesmo enrredo
[00:24.44] Porque nos subúrbios
[00:24.88] O sol levanta sempre mais cedo
[00:27.40] É um povo escravizado nesta sociedade de extremos
[00:29.48] Trabalham duas vezes mais e ganham duas vezes menos
[00:31.58] Sentes o cheiro intenso
[00:31.65] Que esses homens trazem no sovaco
[00:32.54] Porque não há desodorizante
[00:32.99] Que abafe o suor do trabalho escravo
[00:34.24] Manos encharcam na bebida todo o espírito frustrado
[00:35.32] Por cada garrafa que cabe
[00:41.09] É uma esposa c'o olho inchado
[00:42.35] Ainda creditas que o futuro será diferente do passado
[00:45.22] Aqui não dá para dormir
[00:46.62] Quanto mais para sonhar és parvo
[00:49.54] Aqui o Diabo choca e actua
[00:50.18] Ás vezes para veres o Inferno
[00:51.44] Basta abrires a porta da rua
[00:53.18] Negros dos subúrbios são sempre vistos
[00:54.84] Como gente a mais
[00:57.54] Para as discotecas africanas eles são pretos demais
[00:58.99] São 22 horas ainda há gente no trabalho
[01:00.29] Porque para os suburbanos a lua
[01:02.35] Levanta sempre mais tarde
[01:03.64] Onde a tua mãe aos 14 engravidou
[01:05.51] Onde o teu pai semeou e não ficou
[01:09.83] Onde a pobreza penetrou e se instalou
[01:12.06] Subúrbios onde Deus nunca passou
[01:14.35] Onde a policia espancou e assassinou
[01:15.25] Onde o meu povo lagrimou e ripostou
[01:19.50] Onde o meu Flow escureceu e congelou
[01:23.16] Subúrbios onde Deus nunca passou
[01:24.70] Manos em desespero gritam...
[01:26.09] Que safoda os empregos
[01:27.56] Há sempre trabalho nas esquinas do Getto
[01:30.78] Vendem doses duras a pobres coitados á deriva
[01:31.77] E que se armam em heróis
[01:32.52] E pensam que podem foder com a Heroína
[01:33.82] Vês milhares deles por aí com uma seringa no braço
[01:37.87] A investirem a vida num suicídio de médio prazo
[01:42.06] Momento de silencio para todos os manos
[01:46.04] Que a heroína levou...
[01:46.66] Chikas querem sempre algo em troca
[01:47.91] Para poder abrir as pernas
[01:49.36] Mas a única cena que manos têm
[01:51.98] Para oferecer é a esperma
[01:52.26] São racionais mas raramente racionalizam
[01:54.65] Acham que a cona é quente demais para usarem camisa
[01:57.03] Aqui tens de ter cuidado com as pachaxas
[01:58.54] Que tens a merecer
[01:59.90] Podes entrar cheio de fé e sair com HIV Ouviste
[02:02.28] Esses dreds entram em qualquer racha que se abre
[02:03.74] Por isso aqui nada cresce
[02:06.49] A não ser a taxa de natalidade
[02:07.23] E dos putos que nasçam ás uns nem têm a cara do pai
[02:10.18] É fudido têm a cara do melhor amigo do pai
[02:13.51] Subúrbios...
[02:13.66] Onde a tua mãe aos 14 engravidou
[02:15.95] Onde o teu pai semeou e não ficou
[02:24.47] Onde a pobreza penetrou e se instalou
[02:26.63] Subúrbios onde Deus nunca passou
[02:28.96] Onde a policia espancou e assassinou
[02:29.93] Onde o meu povo lagrimou e ripostou
[02:34.22] Onde o meu Flow escureceu e congelou
[02:37.74] Subúrbios onde Deus nunca passou
[02:38.50] Manos saem de cana
[02:40.30] Mas cá fora não há chance pr'a gente cadastrada
[02:42.61] Então vão e voltam como se a prisão
[02:43.82] Fosse uma segunda casa
[02:45.43] Aqui mães sofrem
[02:46.89] Porque mães sabem
[02:47.68] Que a cada dois filhos que fazem
[02:49.17] Um é para as ruas adoptarem
[02:50.65] Na rua não há futuro
[02:51.90] Não á amor
[02:52.13] Não há fé
[02:52.24] Esses putos roubam para comer Bro
[02:55.26] E comem bue
[02:56.09] Sempre que há drama só contigo é que podes contar
[02:57.38] Porque 112 aqui pode ser o nº do azar
[03:00.70] Bófias vêem pr'os Subúrbios com arrogância e prepotência
[03:01.79] Por isso é que forças de segurança
[03:07.26] Aqui só trazem insegurança
[03:07.74] Vêem numa de roubar pretos com armas e cacetetes
[03:09.49] Há mais Skites na PSP que no PNR
[03:10.79] Mas hoje está tudo mudado não é só levar e cair
[03:11.53] Manos também tão armados
[03:13.30] Porque tão cansados de fugir
[03:14.76] Enrrolam com bue artilharia
[03:18.29] Prontos para quando o beef estala
[03:19.57] Bófias têm sete vidas niggas têm oito balas
[03:22.69] Onde a tua mãe aos 14 engravidou
[03:24.04] Onde o teu pai semeou e não ficou
[03:28.50] Onde a pobreza penetrou e se instalou
[03:30.61] Subúrbios onde Deus nunca passou
[03:32.19] Onde a policia espancou e assassinou
[03:33.91] Onde o meu povo lagrimou e ripostou
[03:38.22] Onde o meu Flow escureceu e congelou
[03:41.40] Subúrbios onde Deus nunca passou
[03:43.73] E o people da Linha de Sintra vai sentir este som
[03:46.85] Tropas da Margem Sul vão sentir este som
[03:49.00] Todos os manos que estão de cana vão sentir este som
[03:52.12] Em Odivelas, Santo Antonio vão sentir este som
[03:54.42] Carcaveles vão sentir este som
[03:57.05] Manos de Quarteira e Gaia vão sentir este som
[03:59.32] Até nos subúrbios de Braga vão sentir este som
[04:02.86] A rádio é muito pataqueira p'ra passar este som
[04:04.70]

⭐ Rate These Lyrics

Average: 0.0/5 • 0 ratings