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construo

👤 chico buarque 🎼 construo ⏱️ 6:23
🎵 2256 characters
⏱️ 6:23 duration
🆔 ID: 10149259

📜 Lyrics

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

(Amou daquela vez) como se fosse o último
(Beijou sua mulher) como se fosse a única
(E cada filho seu) como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado

Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego

Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

⏱️ Synced Lyrics

[00:05.10] Amou daquela vez como se fosse a última
[00:12.67] Beijou sua mulher como se fosse a última
[00:20.21] E cada filho seu como se fosse o único
[00:24.14] E atravessou a rua com seu passo tímido
[00:31.62] Subiu a construção como se fosse máquina
[00:39.31] Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
[00:47.08] Tijolo com tijolo num desenho mágico
[00:50.60] Seus olhos embotados de cimento e lágrima
[00:55.85]
[00:58.25] Sentou pra descansar como se fosse sábado
[01:05.96] Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
[01:13.45] Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
[01:17.26] Dançou e gargalhou como se ouvisse música
[01:24.98] E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
[01:32.63] E flutuou no ar como se fosse um pássaro
[01:40.13] E se acabou no chão feito um pacote flácido
[01:43.93] Agonizou no meio do passeio público
[01:51.38] Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
[01:57.84]
[02:06.83] (Amou daquela vez) como se fosse o último
[02:14.50] (Beijou sua mulher) como se fosse a única
[02:21.93] (E cada filho seu) como se fosse o pródigo
[02:25.63] E atravessou a rua com seu passo bêbado
[02:33.38] Subiu a construção como se fosse sólido
[02:40.87] Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
[02:45.57]
[02:48.66] Tijolo com tijolo num desenho lógico
[02:52.40] Seus olhos embotados de cimento e tráfego
[02:59.74] Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
[03:07.38] Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
[03:14.86] Bebeu e soluçou como se fosse máquina
[03:18.76] Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
[03:26.04] E tropeçou no céu como se ouvisse música
[03:33.96] E flutuou no ar como se fosse sábado
[03:38.15]
[03:41.04] E se acabou no chão feito um pacote tímido
[03:45.00] Agonizou no meio do passeio náufrago
[03:52.07] Morreu na contramão atrapalhando o público
[04:02.74]
[04:07.57] Amou daquela vez como se fosse máquina
[04:11.31] Beijou sua mulher como se fosse lógico
[04:15.09] Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
[04:18.55] Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
[04:22.01] E flutuou no ar como se fosse um príncipe
[04:25.84] E se acabou no chão feito um pacote bêbado
[04:33.42] Morreu na contramão atrapalhando o sábado
[04:40.81]
[04:51.67] Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
[04:58.89] A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
[05:05.90] Por me deixar respirar, por me deixar existir
[05:11.09] Deus lhe pague
[05:20.22] Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
[05:27.13] Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
[05:34.48] Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
[05:39.45] Deus lhe pague
[05:48.85] Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
[05:55.91] E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
[06:03.09] E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
[06:08.22] Deus lhe pague
[06:19.04]

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