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Topo do Mundo / Fundo do Poço (feat. DJ Caíque)

👤 Gabriel, O Pensador 🎼 2023 - Antídoto Pra Todo Tipo de Veneno ⏱️ 4:47
🎵 4609 characters
⏱️ 4:47 duration
🆔 ID: 10322694

📜 Lyrics

Como dizer o que eu sinto sem que
As palavras sufoquem a voz do instinto?
Como expressar minha verdade
Pra cada um que me escuta em cada canto distante
Se é cada vez mais gritante a surdez que nos fez
E nos faz cada vez mais mesquinhos
Seguindo caminhos distintos

Estranhos lutando por prêmios estranhos

Perdendo a noção do tamanho da vida

Aceitando a descida pro fundo do poço onde a placa diz
"topo do mundo" e já ninguém duvida

E chegando no fundo do poço da vida de merda
Escolhida uma celebridade celebra sua meta atingida

Com números altos que a fazem pensar mesmo
Que aquele fundo do poço é o topo do mundo
E se sente um alpinista no monte Everest
O melhor dos melhores, the best of the best
No spot mais top da merda da vida

E ao fechar os seus olhos num breve momento
Experimenta um pensamento suicida, mas... calma!

Como entender o que aflige sua alma
Se as palmas agora enlouquecem o recinto?

Olhares atentos, sedentos
Babando como cães de caça famintos

E a celebridade sem graça disfarça e desfila
Com classe sua nobre carcaça
De raro animal prestes a ser extinto
Que exala um perfume tão rico que é podre de rico
No brilho e na bula da bela embalagem

Enquanto termina a viagem
Que a leva até o palco do topo do mundo
Que é o fundo do poço às avessas

Em seu pensamento suicida procura a saída
Entre as mãos que lhe afagam a cabeça
E observa a pistola que vai na cintura
Do seu guarda-costas à frente

Um gatilho mental traz a brisa da infância
E ela agora é criança e precisa brincar

Procurar um esconderijo, esconder-se pra sempre
Num canto que ninguém pudesse encontrar

E começam a gritar no recinto lotado
E ela lembra de quando seu pai ia ver o futebol

O barulho, a bebida, a vitória suada
A derrota sofrida, o calor do lençol

O silêncio do quarto e seu pai ressonando em apneia
As mudanças mais bruscas da vida
As lembranças mais brutas
Que achava já estarem esquecidas
Enquanto ela avança no meio da plateia
Relembra a pior despedida
E a dor da lembrança confunde as ideias

As luzes avisam que é hora do show

Transmitido ao vivo não pode ter falhas
Milhões de pessoas anseiam
Por aquele canto que tanto sentimento espalha
Que a celebridade celebra uma espécie de missa
Profana que ameniza o tédio
Produz um veneno anti-monotonia de luz e alegria
Mas não se beneficia do próprio remédio

Parece alergia, mas a glote não fecha pra voz trabalhar
Como saber de verdade se alguém da plateia
Quer saber de verdade o que aquela criança escondida
No fundo da bela embalagem
De celebridade poderia querer nos contar?

Ele tem que cantar, a platéia pergunta
Porque ela não canta e parece que pensa em chorar

Mas chorar nem pensar, não pagamos pra vê-la chorar
Nós choramos pra vê-la dançar, nós dançamos pra vê-la pular
Nós pulamos pra vê-la brilhar
Nós brindamos ao vê-la e brindamos à ela
E printamos a tela pra compartilhar
Cadê ela, cadê ela, começa, começa

E no fundo do palco montado no topo do mundo
Que é o fundo do poço às avessas a celebridade tropeça

Amparada pelo segurança ela
Então se levanta e parece que cansa

Ela fecha os seus olhos e canta

Ela tenta, mas a voz não sai da garganta
A platéia se espanta

E não quer que ela caia, só quer que ela cante
Mas ela tropeça de novo e começa uma vaia e parece vingança

Como pode chegar lá no topo
E decepcionar todo mundo e fazer essa lambança?

Uma lágrima desce e ela sobe
E se abraça nas costas do seu segurança

Ela fecha os seus olhos e chora

Ela agora parece criança

E no escuro do choro se lembra de quando ela ainda na infância
Pensava que estava no fundo do poço numa vida simples
Sem luxo sem palco e sem brilho

E só então se dá conta da sua ignorância

O tal fundo do poço era o topo afinal
E ela só descobriu no final
Pouco antes de achar na cintura do guarda
A pistola e puxar o gatilho

A plateia calada as gargantas travadas pra ouvir o estampido
A surpresa estampada na cara e o alívio
A pistola travada, o detalhe prudente que muda

O desfecho do enredo

Uma bala engasgada no pente

A plateia em suspense

A pistola suspensa no braço agitado

O final abortado e a celebridade nasceu novamente!

Ela agora não sente mais medo

Finalmente ignora a cobrança

Já dispensa o topo do mundo

Já não pensa no fundo do poço ou na morte precoce
Como há alguns segundos

Ela ainda respira e agradece por isso
Ela para e respira mais fundo

Ela ainda respira e repara
Que apesar de tudo ela inspira esperança

A plateia suspira

A plateia só espera

A plateia em silêncio

E ela agora parece que dança

⏱️ Synced Lyrics

[00:21.51] Como dizer o que eu sinto sem que
[00:22.97] As palavras sufoquem a voz do instinto?
[00:25.69] Como expressar minha verdade
[00:26.98] Pra cada um que me escuta em cada canto distante
[00:29.20] Se é cada vez mais gritante a surdez que nos fez
[00:31.64] E nos faz cada vez mais mesquinhos
[00:33.41] Seguindo caminhos distintos
[00:34.22] Estranhos lutando por prêmios estranhos
[00:37.29] Perdendo a noção do tamanho da vida
[00:39.12] Aceitando a descida pro fundo do poço onde a placa diz
[00:41.82] "topo do mundo" e já ninguém duvida
[00:43.70] E chegando no fundo do poço da vida de merda
[00:46.44] Escolhida uma celebridade celebra sua meta atingida
[00:49.95] Com números altos que a fazem pensar mesmo
[00:51.70] Que aquele fundo do poço é o topo do mundo
[00:54.13] E se sente um alpinista no monte Everest
[00:56.62] O melhor dos melhores, the best of the best
[00:59.06] No spot mais top da merda da vida
[01:01.42] E ao fechar os seus olhos num breve momento
[01:03.36] Experimenta um pensamento suicida, mas... calma!
[01:06.31] Como entender o que aflige sua alma
[01:07.99] Se as palmas agora enlouquecem o recinto?
[01:10.65] Olhares atentos, sedentos
[01:12.58] Babando como cães de caça famintos
[01:14.49] E a celebridade sem graça disfarça e desfila
[01:17.36] Com classe sua nobre carcaça
[01:18.94] De raro animal prestes a ser extinto
[01:21.65] Que exala um perfume tão rico que é podre de rico
[01:24.94] No brilho e na bula da bela embalagem
[01:27.34] Enquanto termina a viagem
[01:28.78] Que a leva até o palco do topo do mundo
[01:31.15] Que é o fundo do poço às avessas
[01:33.31] Em seu pensamento suicida procura a saída
[01:35.78] Entre as mãos que lhe afagam a cabeça
[01:38.13] E observa a pistola que vai na cintura
[01:40.02] Do seu guarda-costas à frente
[01:41.95] Um gatilho mental traz a brisa da infância
[01:44.16] E ela agora é criança e precisa brincar
[01:46.27] Procurar um esconderijo, esconder-se pra sempre
[01:48.79] Num canto que ninguém pudesse encontrar
[01:51.19] E começam a gritar no recinto lotado
[01:53.33] E ela lembra de quando seu pai ia ver o futebol
[01:56.03] O barulho, a bebida, a vitória suada
[01:57.89] A derrota sofrida, o calor do lençol
[02:00.89] O silêncio do quarto e seu pai ressonando em apneia
[02:03.30] As mudanças mais bruscas da vida
[02:05.90] As lembranças mais brutas
[02:07.36] Que achava já estarem esquecidas
[02:08.93] Enquanto ela avança no meio da plateia
[02:10.56] Relembra a pior despedida
[02:12.42] E a dor da lembrança confunde as ideias
[02:14.95] As luzes avisam que é hora do show
[02:16.55] Transmitido ao vivo não pode ter falhas
[02:18.69] Milhões de pessoas anseiam
[02:20.58] Por aquele canto que tanto sentimento espalha
[02:23.06] Que a celebridade celebra uma espécie de missa
[02:24.97] Profana que ameniza o tédio
[02:27.07] Produz um veneno anti-monotonia de luz e alegria
[02:29.22] Mas não se beneficia do próprio remédio
[02:32.11] Parece alergia, mas a glote não fecha pra voz trabalhar
[02:35.75] Como saber de verdade se alguém da plateia
[02:37.84] Quer saber de verdade o que aquela criança escondida
[02:39.99] No fundo da bela embalagem
[02:41.56] De celebridade poderia querer nos contar?
[02:44.59] Ele tem que cantar, a platéia pergunta
[02:46.43] Porque ela não canta e parece que pensa em chorar
[02:48.88] Mas chorar nem pensar, não pagamos pra vê-la chorar
[02:51.54] Nós choramos pra vê-la dançar, nós dançamos pra vê-la pular
[02:55.38] Nós pulamos pra vê-la brilhar
[02:56.96] Nós brindamos ao vê-la e brindamos à ela
[02:59.34] E printamos a tela pra compartilhar
[03:01.58] Cadê ela, cadê ela, começa, começa
[03:04.57] E no fundo do palco montado no topo do mundo
[03:06.46] Que é o fundo do poço às avessas a celebridade tropeça
[03:09.67] Amparada pelo segurança ela
[03:11.87] Então se levanta e parece que cansa
[03:13.46] Ela fecha os seus olhos e canta
[03:15.37] Ela tenta, mas a voz não sai da garganta
[03:17.72] A platéia se espanta
[03:19.19] E não quer que ela caia, só quer que ela cante
[03:21.24] Mas ela tropeça de novo e começa uma vaia e parece vingança
[03:25.35] Como pode chegar lá no topo
[03:26.75] E decepcionar todo mundo e fazer essa lambança?
[03:29.18] Uma lágrima desce e ela sobe
[03:31.04] E se abraça nas costas do seu segurança
[03:33.12] Ela fecha os seus olhos e chora
[03:35.05] Ela agora parece criança
[03:36.90] E no escuro do choro se lembra de quando ela ainda na infância
[03:39.69] Pensava que estava no fundo do poço numa vida simples
[03:42.37] Sem luxo sem palco e sem brilho
[03:45.03] E só então se dá conta da sua ignorância
[03:46.94] O tal fundo do poço era o topo afinal
[03:49.83] E ela só descobriu no final
[03:51.52] Pouco antes de achar na cintura do guarda
[03:53.40] A pistola e puxar o gatilho
[03:54.72] A plateia calada as gargantas travadas pra ouvir o estampido
[03:59.53] A surpresa estampada na cara e o alívio
[04:01.78] A pistola travada, o detalhe prudente que muda
[04:04.75] O desfecho do enredo
[04:06.02] Uma bala engasgada no pente
[04:07.72] A plateia em suspense
[04:08.79] A pistola suspensa no braço agitado
[04:10.99] O final abortado e a celebridade nasceu novamente!
[04:14.10] Ela agora não sente mais medo
[04:16.03] Finalmente ignora a cobrança
[04:17.76] Já dispensa o topo do mundo
[04:19.56] Já não pensa no fundo do poço ou na morte precoce
[04:22.10] Como há alguns segundos
[04:23.32] Ela ainda respira e agradece por isso
[04:25.88] Ela para e respira mais fundo
[04:27.78] Ela ainda respira e repara
[04:29.67] Que apesar de tudo ela inspira esperança
[04:31.33] A plateia suspira
[04:32.93] A plateia só espera
[04:34.25] A plateia em silêncio
[04:42.98] E ela agora parece que dança
[04:46.15]

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