Texto No 3 / Janelas Abertas Nº2
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📜 Lyrics
Mestre, meu mestre querido
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente
Natural como um dia mostrando tudo
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade
Meu coração não aprendeu nada
Meu coração não é nada
Meu coração está perdido
E depois, mas porque é que ensinaste a clareza da vista
Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara?
E por que é que me chamaste para o alto dos montes
Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar?
Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo, corredores em silêncio
Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
Um labirinto de labirintos dentro do apartamento
Sim, eu poderia procurar por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas, sete moradas
Na sala receber o beijo frio em minha boca
Beijo de uma deusa morta
Deus morto, fêmea de língua gelada, língua gelada como nada
Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada um matar um membro da família
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito
Mas eu prefiro abrir as janelas
Pra que entrem todos os insetos
A quem nenhuma coisa feriu, nem doeu, nem perturbou
Seguro como um sol fazendo o seu dia involuntariamente
Natural como um dia mostrando tudo
Meu mestre, meu coração não aprendeu a tua serenidade
Meu coração não aprendeu nada
Meu coração não é nada
Meu coração está perdido
E depois, mas porque é que ensinaste a clareza da vista
Se não me podias ensinar a ter a alma com que a ver clara?
E por que é que me chamaste para o alto dos montes
Se eu, criança das cidades do vale, não sabia respirar?
Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo, corredores em silêncio
Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
Um labirinto de labirintos dentro do apartamento
Sim, eu poderia procurar por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas, sete moradas
Na sala receber o beijo frio em minha boca
Beijo de uma deusa morta
Deus morto, fêmea de língua gelada, língua gelada como nada
Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada um matar um membro da família
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito
Mas eu prefiro abrir as janelas
Pra que entrem todos os insetos