Pedro Pampa
🎵 2446 characters
⏱️ 4:39 duration
🆔 ID: 11787748
📜 Lyrics
O Pedro pampa era um taura crioulo
Da Vila Treze que se arranchou no Bororé
Tinha um campito pequeno
Uma ponta de gado bueno
E um touro bravo jaguané
Amigado com a Formosina
Uma bororeana de lei
Das que vem pela fumaça
Tinha dois gêmeo buchaco
Dois rapazote bem macho
No ponto de sentar praça
Foi bem na entrado do inverno
Que o Pedro Pampa e a mulher
Foram de trem pro Itaqui
Comprar um sortido macota
Um poncho e um par de bota
Pra cada um dos guris
Enquanto a mulher descansava
O Pedro Pampa mateava
Na salita da pensão
Quando avistou uma cigana
Com olhar de cobra insana
Pra embuçalar um cristão
Meu filho larga essa cuia
E abre bem a tua mão canhota
Do lado do coração
De repente muda e franca
A cigana ficou branca
E quase caiu no chão
Perguntou ao Pedro Pampa
Se ele tinha um touro brabo
Do pelo mais lindo que há
Respondeu que sim já aflito
E ela disse aqui tá escrito
Que o toura vai te mata
O Pedro Pampa era um taura
Que nas rodadas da vida
Sempre correndo saiu
Trabuzana de alma boa
Não contou nada a patroa
E nessa noite não dormiu
Mais numa certa manhaã
Só os dois a beira do fogo
Passado mais de semana
De repente de relancina
Ele contou pra sua chinda
A previsão da cigana
A formosina era taura
Sabia tudo da vida
Mulher guapa e companheira
Disse ao Pedro, sem agouro
Amanhã carneamo o touro
E tu nem vai pra mangueira
A formosina e os gêmeo
Tentando encerrar o gado
A grito, Cusco e laçaço
O touro soltando fumaça
Com as aspas de quase braça
Saiu no tronco do laço
Um dos gêmeo de vereda
Passou o laço num cinamomo
Como seu pai lhe ensinou
Outro botou numa pata
E a formosina mulata
Veio correndo e sangrou
Tava o touro desmanchado
O couro de carnal pra cima
E a cuscada em escarcéu
Na outra ponta a cabeça
Com duas aspas afiadas
Como olhando pro céu
Foi então que o Pedro Pampa
Deixou por fim o galpão
E se veio com ar de graça
Pagar as guampas do touro
Pra dois borrachão de estouro
Bem lotados de cachaça
A formosina e os gêmeos
Lidando com a carne do touro
De baixo de uma arramada
Viram o Pedro barbaresco
Resbalar no couro fresco
E se espetar numa aspa afiada
No campo santo do Bororé
A direita de quem entra
Como uma estaca reluz
Num cerne de curunilha
A saudade da família
Nos dizeres de uma cruz
Aqui jaz o Pedro Pampa
Um garuchão do Bororé
Que foi tropear no perigo
Com sua estampa paisana
Pois como disse a cigana
"Ninguém muda o que tá escrito"
Da Vila Treze que se arranchou no Bororé
Tinha um campito pequeno
Uma ponta de gado bueno
E um touro bravo jaguané
Amigado com a Formosina
Uma bororeana de lei
Das que vem pela fumaça
Tinha dois gêmeo buchaco
Dois rapazote bem macho
No ponto de sentar praça
Foi bem na entrado do inverno
Que o Pedro Pampa e a mulher
Foram de trem pro Itaqui
Comprar um sortido macota
Um poncho e um par de bota
Pra cada um dos guris
Enquanto a mulher descansava
O Pedro Pampa mateava
Na salita da pensão
Quando avistou uma cigana
Com olhar de cobra insana
Pra embuçalar um cristão
Meu filho larga essa cuia
E abre bem a tua mão canhota
Do lado do coração
De repente muda e franca
A cigana ficou branca
E quase caiu no chão
Perguntou ao Pedro Pampa
Se ele tinha um touro brabo
Do pelo mais lindo que há
Respondeu que sim já aflito
E ela disse aqui tá escrito
Que o toura vai te mata
O Pedro Pampa era um taura
Que nas rodadas da vida
Sempre correndo saiu
Trabuzana de alma boa
Não contou nada a patroa
E nessa noite não dormiu
Mais numa certa manhaã
Só os dois a beira do fogo
Passado mais de semana
De repente de relancina
Ele contou pra sua chinda
A previsão da cigana
A formosina era taura
Sabia tudo da vida
Mulher guapa e companheira
Disse ao Pedro, sem agouro
Amanhã carneamo o touro
E tu nem vai pra mangueira
A formosina e os gêmeo
Tentando encerrar o gado
A grito, Cusco e laçaço
O touro soltando fumaça
Com as aspas de quase braça
Saiu no tronco do laço
Um dos gêmeo de vereda
Passou o laço num cinamomo
Como seu pai lhe ensinou
Outro botou numa pata
E a formosina mulata
Veio correndo e sangrou
Tava o touro desmanchado
O couro de carnal pra cima
E a cuscada em escarcéu
Na outra ponta a cabeça
Com duas aspas afiadas
Como olhando pro céu
Foi então que o Pedro Pampa
Deixou por fim o galpão
E se veio com ar de graça
Pagar as guampas do touro
Pra dois borrachão de estouro
Bem lotados de cachaça
A formosina e os gêmeos
Lidando com a carne do touro
De baixo de uma arramada
Viram o Pedro barbaresco
Resbalar no couro fresco
E se espetar numa aspa afiada
No campo santo do Bororé
A direita de quem entra
Como uma estaca reluz
Num cerne de curunilha
A saudade da família
Nos dizeres de uma cruz
Aqui jaz o Pedro Pampa
Um garuchão do Bororé
Que foi tropear no perigo
Com sua estampa paisana
Pois como disse a cigana
"Ninguém muda o que tá escrito"
⏱️ Synced Lyrics
[00:04.79] O Pedro pampa era um taura crioulo
[00:07.58] Da Vila Treze que se arranchou no Bororé
[00:12.80] Tinha um campito pequeno
[00:14.93] Uma ponta de gado bueno
[00:17.07] E um touro bravo jaguané
[00:21.26] Amigado com a Formosina
[00:22.86] Uma bororeana de lei
[00:25.51] Das que vem pela fumaça
[00:30.04] Tinha dois gêmeo buchaco
[00:31.82] Dois rapazote bem macho
[00:33.87] No ponto de sentar praça
[00:38.01] Foi bem na entrado do inverno
[00:40.15] Que o Pedro Pampa e a mulher
[00:41.98] Foram de trem pro Itaqui
[00:46.73] Comprar um sortido macota
[00:48.39] Um poncho e um par de bota
[00:50.65] Pra cada um dos guris
[00:54.26] Enquanto a mulher descansava
[00:56.41] O Pedro Pampa mateava
[00:58.98] Na salita da pensão
[01:03.07] Quando avistou uma cigana
[01:03.99] Com olhar de cobra insana
[01:06.22] Pra embuçalar um cristão
[01:11.40] Meu filho larga essa cuia
[01:13.82] E abre bem a tua mão canhota
[01:15.69] Do lado do coração
[01:19.86] De repente muda e franca
[01:21.92] A cigana ficou branca
[01:24.03] E quase caiu no chão
[01:27.95] Perguntou ao Pedro Pampa
[01:30.10] Se ele tinha um touro brabo
[01:32.21] Do pelo mais lindo que há
[01:37.24] Respondeu que sim já aflito
[01:38.10] E ela disse aqui tá escrito
[01:40.04] Que o toura vai te mata
[01:44.92] O Pedro Pampa era um taura
[01:46.57] Que nas rodadas da vida
[01:48.91] Sempre correndo saiu
[01:53.03] Trabuzana de alma boa
[01:55.02] Não contou nada a patroa
[01:57.33] E nessa noite não dormiu
[02:01.51] Mais numa certa manhaã
[02:03.64] Só os dois a beira do fogo
[02:05.58] Passado mais de semana
[02:09.90] De repente de relancina
[02:11.08] Ele contou pra sua chinda
[02:14.08] A previsão da cigana
[02:18.15] A formosina era taura
[02:19.64] Sabia tudo da vida
[02:21.50] Mulher guapa e companheira
[02:26.54] Disse ao Pedro, sem agouro
[02:27.91] Amanhã carneamo o touro
[02:30.89] E tu nem vai pra mangueira
[02:34.85] A formosina e os gêmeo
[02:36.52] Tentando encerrar o gado
[02:39.12] A grito, Cusco e laçaço
[02:43.54] O touro soltando fumaça
[02:44.68] Com as aspas de quase braça
[02:47.34] Saiu no tronco do laço
[02:51.78] Um dos gêmeo de vereda
[02:53.34] Passou o laço num cinamomo
[02:55.84] Como seu pai lhe ensinou
[03:00.09] Outro botou numa pata
[03:01.69] E a formosina mulata
[03:04.55] Veio correndo e sangrou
[03:08.34] Tava o touro desmanchado
[03:10.11] O couro de carnal pra cima
[03:12.43] E a cuscada em escarcéu
[03:16.66] Na outra ponta a cabeça
[03:17.95] Com duas aspas afiadas
[03:21.05] Como olhando pro céu
[03:25.00] Foi então que o Pedro Pampa
[03:26.96] Deixou por fim o galpão
[03:28.90] E se veio com ar de graça
[03:33.29] Pagar as guampas do touro
[03:35.46] Pra dois borrachão de estouro
[03:37.58] Bem lotados de cachaça
[03:41.67] A formosina e os gêmeos
[03:43.42] Lidando com a carne do touro
[03:45.42] De baixo de uma arramada
[03:49.87] Viram o Pedro barbaresco
[03:52.86] Resbalar no couro fresco
[03:54.14] E se espetar numa aspa afiada
[03:58.26] No campo santo do Bororé
[03:59.91] A direita de quem entra
[04:02.56] Como uma estaca reluz
[04:06.78] Num cerne de curunilha
[04:08.86] A saudade da família
[04:10.95] Nos dizeres de uma cruz
[04:15.13] Aqui jaz o Pedro Pampa
[04:17.14] Um garuchão do Bororé
[04:19.70] Que foi tropear no perigo
[04:23.48] Com sua estampa paisana
[04:25.55] Pois como disse a cigana
[04:28.89] "Ninguém muda o que tá escrito"
[04:39.63]
[00:07.58] Da Vila Treze que se arranchou no Bororé
[00:12.80] Tinha um campito pequeno
[00:14.93] Uma ponta de gado bueno
[00:17.07] E um touro bravo jaguané
[00:21.26] Amigado com a Formosina
[00:22.86] Uma bororeana de lei
[00:25.51] Das que vem pela fumaça
[00:30.04] Tinha dois gêmeo buchaco
[00:31.82] Dois rapazote bem macho
[00:33.87] No ponto de sentar praça
[00:38.01] Foi bem na entrado do inverno
[00:40.15] Que o Pedro Pampa e a mulher
[00:41.98] Foram de trem pro Itaqui
[00:46.73] Comprar um sortido macota
[00:48.39] Um poncho e um par de bota
[00:50.65] Pra cada um dos guris
[00:54.26] Enquanto a mulher descansava
[00:56.41] O Pedro Pampa mateava
[00:58.98] Na salita da pensão
[01:03.07] Quando avistou uma cigana
[01:03.99] Com olhar de cobra insana
[01:06.22] Pra embuçalar um cristão
[01:11.40] Meu filho larga essa cuia
[01:13.82] E abre bem a tua mão canhota
[01:15.69] Do lado do coração
[01:19.86] De repente muda e franca
[01:21.92] A cigana ficou branca
[01:24.03] E quase caiu no chão
[01:27.95] Perguntou ao Pedro Pampa
[01:30.10] Se ele tinha um touro brabo
[01:32.21] Do pelo mais lindo que há
[01:37.24] Respondeu que sim já aflito
[01:38.10] E ela disse aqui tá escrito
[01:40.04] Que o toura vai te mata
[01:44.92] O Pedro Pampa era um taura
[01:46.57] Que nas rodadas da vida
[01:48.91] Sempre correndo saiu
[01:53.03] Trabuzana de alma boa
[01:55.02] Não contou nada a patroa
[01:57.33] E nessa noite não dormiu
[02:01.51] Mais numa certa manhaã
[02:03.64] Só os dois a beira do fogo
[02:05.58] Passado mais de semana
[02:09.90] De repente de relancina
[02:11.08] Ele contou pra sua chinda
[02:14.08] A previsão da cigana
[02:18.15] A formosina era taura
[02:19.64] Sabia tudo da vida
[02:21.50] Mulher guapa e companheira
[02:26.54] Disse ao Pedro, sem agouro
[02:27.91] Amanhã carneamo o touro
[02:30.89] E tu nem vai pra mangueira
[02:34.85] A formosina e os gêmeo
[02:36.52] Tentando encerrar o gado
[02:39.12] A grito, Cusco e laçaço
[02:43.54] O touro soltando fumaça
[02:44.68] Com as aspas de quase braça
[02:47.34] Saiu no tronco do laço
[02:51.78] Um dos gêmeo de vereda
[02:53.34] Passou o laço num cinamomo
[02:55.84] Como seu pai lhe ensinou
[03:00.09] Outro botou numa pata
[03:01.69] E a formosina mulata
[03:04.55] Veio correndo e sangrou
[03:08.34] Tava o touro desmanchado
[03:10.11] O couro de carnal pra cima
[03:12.43] E a cuscada em escarcéu
[03:16.66] Na outra ponta a cabeça
[03:17.95] Com duas aspas afiadas
[03:21.05] Como olhando pro céu
[03:25.00] Foi então que o Pedro Pampa
[03:26.96] Deixou por fim o galpão
[03:28.90] E se veio com ar de graça
[03:33.29] Pagar as guampas do touro
[03:35.46] Pra dois borrachão de estouro
[03:37.58] Bem lotados de cachaça
[03:41.67] A formosina e os gêmeos
[03:43.42] Lidando com a carne do touro
[03:45.42] De baixo de uma arramada
[03:49.87] Viram o Pedro barbaresco
[03:52.86] Resbalar no couro fresco
[03:54.14] E se espetar numa aspa afiada
[03:58.26] No campo santo do Bororé
[03:59.91] A direita de quem entra
[04:02.56] Como uma estaca reluz
[04:06.78] Num cerne de curunilha
[04:08.86] A saudade da família
[04:10.95] Nos dizeres de uma cruz
[04:15.13] Aqui jaz o Pedro Pampa
[04:17.14] Um garuchão do Bororé
[04:19.70] Que foi tropear no perigo
[04:23.48] Com sua estampa paisana
[04:25.55] Pois como disse a cigana
[04:28.89] "Ninguém muda o que tá escrito"
[04:39.63]