A Gente Não Lê
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⏱️ 4:05 duration
🆔 ID: 11952876
📜 Lyrics
Ai, senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
E rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialeto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar, assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Ai, senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezíria
De boca em boca passando o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá, no fundo
Fica-se sentado à soleiro
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
E carregar a superstição
De ser pequeno, ser ninguém
E não quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vêm
Que escuro vai dentro de nós
Rezar o terço ao fim da tarde
Só para espantar a solidão
E rogar a Deus que nos guarde
Confiar-lhe o destino na mão
Que adianta saber as marés
Os frutos e as sementeiras
Tratar por tu os ofícios
Entender o suão e os animais
Falar o dialeto da terra
Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
E do resto entender mal
Soletrar, assinar em cruz
Não ver os vultos furtivos
Que nos tramam por trás da luz
Ai, senhor das furnas
Que escuro vai dentro de nós
A gente morre logo ao nascer
Com olhos rasos de lezíria
De boca em boca passando o saber
Com os provérbios que ficam na gíria
De que nos vale esta pureza
Sem ler fica-se pederneira
Agita-se a solidão cá, no fundo
Fica-se sentado à soleiro
A ouvir os ruídos do mundo
E a entendê-los à nossa maneira
E carregar a superstição
De ser pequeno, ser ninguém
E não quebrar a tradição
Que dos nossos avós já vêm
⏱️ Synced Lyrics
[00:31.03] Ai, senhor das furnas
[00:34.75] Que escuro vai dentro de nós
[00:38.34] Rezar o terço ao fim da tarde
[00:43.00] Só para espantar a solidão
[00:45.76] E rogar a Deus que nos guarde
[00:50.77] Confiar-lhe o destino na mão
[00:54.00]
[01:00.51] Que adianta saber as marés
[01:04.98] Os frutos e as sementeiras
[01:08.75] Tratar por tu os ofícios
[01:12.22] Entender o suão e os animais
[01:17.13] Falar o dialeto da terra
[01:20.31] Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
[01:23.51]
[01:30.67] E do resto entender mal
[01:36.19] Soletrar, assinar em cruz
[01:38.39] Não ver os vultos furtivos
[01:41.99] Que nos tramam por trás da luz
[01:46.18]
[02:08.12] Ai, senhor das furnas
[02:11.64] Que escuro vai dentro de nós
[02:15.18] A gente morre logo ao nascer
[02:17.25] Com olhos rasos de lezíria
[02:22.64] De boca em boca passando o saber
[02:28.50] Com os provérbios que ficam na gíria
[02:29.69] De que nos vale esta pureza
[02:41.12] Sem ler fica-se pederneira
[02:42.18] Agita-se a solidão cá, no fundo
[02:48.75] Fica-se sentado à soleiro
[02:50.12] A ouvir os ruídos do mundo
[02:56.11] E a entendê-los à nossa maneira
[03:07.22] E carregar a superstição
[03:09.29] De ser pequeno, ser ninguém
[03:14.77] E não quebrar a tradição
[03:18.35] Que dos nossos avós já vêm
[03:21.04]
[00:34.75] Que escuro vai dentro de nós
[00:38.34] Rezar o terço ao fim da tarde
[00:43.00] Só para espantar a solidão
[00:45.76] E rogar a Deus que nos guarde
[00:50.77] Confiar-lhe o destino na mão
[00:54.00]
[01:00.51] Que adianta saber as marés
[01:04.98] Os frutos e as sementeiras
[01:08.75] Tratar por tu os ofícios
[01:12.22] Entender o suão e os animais
[01:17.13] Falar o dialeto da terra
[01:20.31] Conhecer-lhe o corpo pelos sinais
[01:23.51]
[01:30.67] E do resto entender mal
[01:36.19] Soletrar, assinar em cruz
[01:38.39] Não ver os vultos furtivos
[01:41.99] Que nos tramam por trás da luz
[01:46.18]
[02:08.12] Ai, senhor das furnas
[02:11.64] Que escuro vai dentro de nós
[02:15.18] A gente morre logo ao nascer
[02:17.25] Com olhos rasos de lezíria
[02:22.64] De boca em boca passando o saber
[02:28.50] Com os provérbios que ficam na gíria
[02:29.69] De que nos vale esta pureza
[02:41.12] Sem ler fica-se pederneira
[02:42.18] Agita-se a solidão cá, no fundo
[02:48.75] Fica-se sentado à soleiro
[02:50.12] A ouvir os ruídos do mundo
[02:56.11] E a entendê-los à nossa maneira
[03:07.22] E carregar a superstição
[03:09.29] De ser pequeno, ser ninguém
[03:14.77] E não quebrar a tradição
[03:18.35] Que dos nossos avós já vêm
[03:21.04]