Construção
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⏱️ 6:25 duration
🆔 ID: 1199085
📜 Lyrics
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
(Amou daquela vez) como se fosse o último
(Beijou sua mulher) como se fosse a única
(E cada filho seu) como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
(Amou daquela vez) como se fosse o último
(Beijou sua mulher) como se fosse a única
(E cada filho seu) como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
⏱️ Synced Lyrics
[00:04.95] Amou daquela vez como se fosse a última
[00:12.56] Beijou sua mulher como se fosse a última
[00:20.07] E cada filho seu como se fosse o único
[00:24.05] E atravessou a rua com seu passo tímido
[00:31.56] Subiu a construção como se fosse máquina
[00:39.42] Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
[00:46.80] Tijolo com tijolo num desenho mágico
[00:50.63] Seus olhos embotados de cimento e lágrima
[00:58.25] Sentou pra descansar como se fosse sábado
[01:05.84] Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
[01:13.38] Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
[01:17.33] Dançou e gargalhou como se ouvisse música
[01:24.82] E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
[01:32.45] E flutuou no ar como se fosse um pássaro
[01:40.01] E se acabou no chão feito um pacote flácido
[01:44.09] Agonizou no meio do passeio público
[01:51.68] Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
[01:56.82]
[02:06.53] (Amou daquela vez) como se fosse o último
[02:14.33] (Beijou sua mulher) como se fosse a única
[02:21.82] (E cada filho seu) como se fosse o pródigo
[02:25.41] E atravessou a rua com seu passo bêbado
[02:33.09] Subiu a construção como se fosse sólido
[02:40.81] Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
[02:48.13] Tijolo com tijolo num desenho lógico
[02:52.07] Seus olhos embotados de cimento e tráfego
[02:59.65] Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
[03:07.32] Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
[03:14.63] Bebeu e soluçou como se fosse máquina
[03:18.59] Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
[03:25.99] E tropeçou no céu como se ouvisse música
[03:33.50] E flutuou no ar como se fosse sábado
[03:41.04] E se acabou no chão feito um pacote tímido
[03:44.66] Agonizou no meio do passeio náufrago
[03:50.19]
[03:52.26] Morreu na contramão atrapalhando o público
[03:58.56]
[04:07.29] Amou daquela vez como se fosse máquina
[04:11.02] Beijou sua mulher como se fosse lógico
[04:14.78] Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
[04:18.39] Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
[04:22.06] E flutuou no ar como se fosse um príncipe
[04:25.93] E se acabou no chão feito um pacote bêbado
[04:33.33] Morreu na contramão atrapalhando o sábado
[04:40.62]
[04:51.24] Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
[04:58.58] A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
[05:05.86] Por me deixar respirar, por me deixar existir
[05:10.69] Deus lhe pague
[05:20.19] Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
[05:27.13] Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
[05:34.66] Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
[05:39.20] Deus lhe pague
[05:48.68] Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
[05:55.89] E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
[06:03.11] E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
[06:07.98] Deus lhe pague
[06:22.61]
[00:12.56] Beijou sua mulher como se fosse a última
[00:20.07] E cada filho seu como se fosse o único
[00:24.05] E atravessou a rua com seu passo tímido
[00:31.56] Subiu a construção como se fosse máquina
[00:39.42] Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
[00:46.80] Tijolo com tijolo num desenho mágico
[00:50.63] Seus olhos embotados de cimento e lágrima
[00:58.25] Sentou pra descansar como se fosse sábado
[01:05.84] Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
[01:13.38] Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
[01:17.33] Dançou e gargalhou como se ouvisse música
[01:24.82] E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
[01:32.45] E flutuou no ar como se fosse um pássaro
[01:40.01] E se acabou no chão feito um pacote flácido
[01:44.09] Agonizou no meio do passeio público
[01:51.68] Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
[01:56.82]
[02:06.53] (Amou daquela vez) como se fosse o último
[02:14.33] (Beijou sua mulher) como se fosse a única
[02:21.82] (E cada filho seu) como se fosse o pródigo
[02:25.41] E atravessou a rua com seu passo bêbado
[02:33.09] Subiu a construção como se fosse sólido
[02:40.81] Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
[02:48.13] Tijolo com tijolo num desenho lógico
[02:52.07] Seus olhos embotados de cimento e tráfego
[02:59.65] Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
[03:07.32] Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
[03:14.63] Bebeu e soluçou como se fosse máquina
[03:18.59] Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
[03:25.99] E tropeçou no céu como se ouvisse música
[03:33.50] E flutuou no ar como se fosse sábado
[03:41.04] E se acabou no chão feito um pacote tímido
[03:44.66] Agonizou no meio do passeio náufrago
[03:50.19]
[03:52.26] Morreu na contramão atrapalhando o público
[03:58.56]
[04:07.29] Amou daquela vez como se fosse máquina
[04:11.02] Beijou sua mulher como se fosse lógico
[04:14.78] Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
[04:18.39] Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
[04:22.06] E flutuou no ar como se fosse um príncipe
[04:25.93] E se acabou no chão feito um pacote bêbado
[04:33.33] Morreu na contramão atrapalhando o sábado
[04:40.62]
[04:51.24] Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
[04:58.58] A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
[05:05.86] Por me deixar respirar, por me deixar existir
[05:10.69] Deus lhe pague
[05:20.19] Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
[05:27.13] Pela fumaça, desgraça que a gente tem que tossir
[05:34.66] Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
[05:39.20] Deus lhe pague
[05:48.68] Pela mulher carpinteira pra nos louvar e cuspir
[05:55.89] E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
[06:03.11] E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
[06:07.98] Deus lhe pague
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