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Meu Rio Grande É Deste Jeito

👤 Baitaca 🎼 O Melhor do Baitaca, Vol. 1 ⏱️ 2:37
🎵 1382 characters
⏱️ 2:37 duration
🆔 ID: 12093381

📜 Lyrics

A estrela D'alva apontada e faceira
Pego a chaleira e boto em cima do braseiro
Nasci na grota e com esta vida eu me acostumo
Corto meu fumo e vou fechando meu paieiro

Nas laranjeiras, escuto a coruja gritando
E eu vou cantando um verso xucro e galponeiro
No clariar o dia eu dou mio' pro meu cavalo
Enquanto o galo abre a goela no puleiro

No meu Rio Grande, quem chega se sente bem
Fartura tem e a miséria não se assanha
Já come um pouco de puchero amanhecido
Feijão mexido meio encharcado na banha

Sábado à tarde, me trajo e boto a chilena
Lavo as melena pra um bochicho de campanha
Domingo cedo, sentado, conto proeza
E de tarde, espanto a tristeza
Golpeando um trago de canha

O graxaim grita no alto da serra
E o touro berra lá no fundo da invernada
E o peão campeiro dá-lhe um piaio macanudo
Enquanto um cuiudo vai retoçando a manada

Encilha um potro de lombo duro e baldoso
Já arrasta o toso numa grande serenata
E o peão caseiro sapeca o bago de touro
De alpargata de couro e bombachita remendada

Eu pago xucro de muita hospitalidade
Da honestidade, da humildade e do respeito
Da canha pura e também do pingo encilhado
Ou eu ando pilchado, lenço batendo no peito

Festa campeira, quase sempre estou no meio
E no rodeio, estendo os pelego e me deito
Pra me mudar é so mesmo que o mundo acabe
Já expliquei pra quem não sabe
O meu Rio Grande é desse jeito

⏱️ Synced Lyrics

[00:22.23] A estrela D'alva apontada e faceira
[00:24.63] Pego a chaleira e boto em cima do braseiro
[00:26.98] Nasci na grota e com esta vida eu me acostumo
[00:30.15] Corto meu fumo e vou fechando meu paieiro
[00:33.05] Nas laranjeiras, escuto a coruja gritando
[00:34.97] E eu vou cantando um verso xucro e galponeiro
[00:38.53] No clariar o dia eu dou mio' pro meu cavalo
[00:40.11] Enquanto o galo abre a goela no puleiro
[00:43.70]
[00:53.61] No meu Rio Grande, quem chega se sente bem
[00:57.04] Fartura tem e a miséria não se assanha
[00:59.76] Já come um pouco de puchero amanhecido
[01:02.42] Feijão mexido meio encharcado na banha
[01:05.12] Sábado à tarde, me trajo e boto a chilena
[01:08.53] Lavo as melena pra um bochicho de campanha
[01:11.31] Domingo cedo, sentado, conto proeza
[01:13.47] E de tarde, espanto a tristeza
[01:14.83] Golpeando um trago de canha
[01:27.73] O graxaim grita no alto da serra
[01:29.83] E o touro berra lá no fundo da invernada
[01:32.18] E o peão campeiro dá-lhe um piaio macanudo
[01:35.15] Enquanto um cuiudo vai retoçando a manada
[01:38.99] Encilha um potro de lombo duro e baldoso
[01:40.44] Já arrasta o toso numa grande serenata
[01:43.89] E o peão caseiro sapeca o bago de touro
[01:45.97] De alpargata de couro e bombachita remendada
[02:00.18] Eu pago xucro de muita hospitalidade
[02:02.38] Da honestidade, da humildade e do respeito
[02:05.10] Da canha pura e também do pingo encilhado
[02:07.73] Ou eu ando pilchado, lenço batendo no peito
[02:11.37] Festa campeira, quase sempre estou no meio
[02:14.26] E no rodeio, estendo os pelego e me deito
[02:16.86] Pra me mudar é so mesmo que o mundo acabe
[02:18.01] Já expliquei pra quem não sabe
[02:20.44] O meu Rio Grande é desse jeito
[02:22.96]

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