Velho casarão
🎵 1674 characters
⏱️ 3:31 duration
🆔 ID: 12257755
📜 Lyrics
(Esses versos quero oferecer para irmão e amigo Agenor Alves dos Santos)
Velho casarão já quase tapera
Da grande figueira sombreando o telhado
Se ela falasse contava a história
De quem lhe plantou há um século passado
Mas como eu sou neto de quem lhe plantou
Eu conto a história, casarão amado
Nas suas paredes tem furo de bala
Das revoluções que a história fala
Serviu de trincheira, a varanda e a sala
P'ra seu construtor, meu avô afamado
Ali meu avô os doze filhos criou
Sou filho de um que empunhou a bandeira
Meu avô morreu e ficou o meu pai
Mandando na estância pela vida inteira
Meus tios foram embora pra outra querência
Ficou o casarão que foi sempre trincheira
Na frente o meu pai seu chimarrão tomava
Comigo no colo ele me embalava
Com a minha mãe os dois cantarolavam
Para mim dormir na sombra da figueira
(Êh tempinho que não volta mais)
Lá por trinta e dois houve outra revolta
As forças chegaram e foram invadindo
Meu pai minha mãe abraçados aos fuzis
Velho casarão outra vez resistindo
Lá do meu berço eu sai engatinhando
Pra ver e ouvir a bala zunindo
As forças recuaram acabou a desgraça
A figueira grande abafou a fumaça
Meu pai demonstrou ter ficado com a raça
Do meu velho avô que brigava sorrindo
(Ele sorria e ia cortando fundo, barbaridade!)
Casarão querido da grande figueira
Ali fiquei moço faceiro e pachola
Meu pai me ensinou a ser bom cantador
E o primeiro acorde de uma viola
Depois veio a morte e levou os meus pais
Saí pelo mundo minha fama minha rola
Quando eu ficar velho, velho casarão
Volto pra contigo tombar no chão
Da grande figueira quero o meu caixão
E pra minha alma o céu por esmola
Velho casarão já quase tapera
Da grande figueira sombreando o telhado
Se ela falasse contava a história
De quem lhe plantou há um século passado
Mas como eu sou neto de quem lhe plantou
Eu conto a história, casarão amado
Nas suas paredes tem furo de bala
Das revoluções que a história fala
Serviu de trincheira, a varanda e a sala
P'ra seu construtor, meu avô afamado
Ali meu avô os doze filhos criou
Sou filho de um que empunhou a bandeira
Meu avô morreu e ficou o meu pai
Mandando na estância pela vida inteira
Meus tios foram embora pra outra querência
Ficou o casarão que foi sempre trincheira
Na frente o meu pai seu chimarrão tomava
Comigo no colo ele me embalava
Com a minha mãe os dois cantarolavam
Para mim dormir na sombra da figueira
(Êh tempinho que não volta mais)
Lá por trinta e dois houve outra revolta
As forças chegaram e foram invadindo
Meu pai minha mãe abraçados aos fuzis
Velho casarão outra vez resistindo
Lá do meu berço eu sai engatinhando
Pra ver e ouvir a bala zunindo
As forças recuaram acabou a desgraça
A figueira grande abafou a fumaça
Meu pai demonstrou ter ficado com a raça
Do meu velho avô que brigava sorrindo
(Ele sorria e ia cortando fundo, barbaridade!)
Casarão querido da grande figueira
Ali fiquei moço faceiro e pachola
Meu pai me ensinou a ser bom cantador
E o primeiro acorde de uma viola
Depois veio a morte e levou os meus pais
Saí pelo mundo minha fama minha rola
Quando eu ficar velho, velho casarão
Volto pra contigo tombar no chão
Da grande figueira quero o meu caixão
E pra minha alma o céu por esmola
⏱️ Synced Lyrics
[00:11.23] (Esses versos quero oferecer para irmão e amigo Agenor Alves dos Santos)
[00:26.18] Velho casarão já quase tapera
[00:26.95] Da grande figueira sombreando o telhado
[00:30.73] Se ela falasse contava a história
[00:34.77] De quem lhe plantou há um século passado
[00:38.37] Mas como eu sou neto de quem lhe plantou
[00:43.85] Eu conto a história, casarão amado
[00:45.96] Nas suas paredes tem furo de bala
[00:49.66] Das revoluções que a história fala
[00:53.45] Serviu de trincheira, a varanda e a sala
[00:57.26] P'ra seu construtor, meu avô afamado
[01:01.06]
[01:08.92] Ali meu avô os doze filhos criou
[01:11.09] Sou filho de um que empunhou a bandeira
[01:12.03] Meu avô morreu e ficou o meu pai
[01:21.35] Mandando na estância pela vida inteira
[01:25.14] Meus tios foram embora pra outra querência
[01:25.58] Ficou o casarão que foi sempre trincheira
[01:32.13] Na frente o meu pai seu chimarrão tomava
[01:34.72] Comigo no colo ele me embalava
[01:40.34] Com a minha mãe os dois cantarolavam
[01:43.80] Para mim dormir na sombra da figueira
[01:46.78] (Êh tempinho que não volta mais)
[01:59.37] Lá por trinta e dois houve outra revolta
[02:01.72] As forças chegaram e foram invadindo
[02:03.13] Meu pai minha mãe abraçados aos fuzis
[02:07.02] Velho casarão outra vez resistindo
[02:11.41] Lá do meu berço eu sai engatinhando
[02:14.69] Pra ver e ouvir a bala zunindo
[02:17.41] As forças recuaram acabou a desgraça
[02:19.43] A figueira grande abafou a fumaça
[02:22.67] Meu pai demonstrou ter ficado com a raça
[02:26.25] Do meu velho avô que brigava sorrindo
[02:32.12] (Ele sorria e ia cortando fundo, barbaridade!)
[02:42.52] Casarão querido da grande figueira
[02:45.68] Ali fiquei moço faceiro e pachola
[02:46.89] Meu pai me ensinou a ser bom cantador
[02:53.70] E o primeiro acorde de uma viola
[02:57.53] Depois veio a morte e levou os meus pais
[03:01.66] Saí pelo mundo minha fama minha rola
[03:05.06] Quando eu ficar velho, velho casarão
[03:09.09] Volto pra contigo tombar no chão
[03:10.12] Da grande figueira quero o meu caixão
[03:16.98] E pra minha alma o céu por esmola
[03:20.46]
[00:26.18] Velho casarão já quase tapera
[00:26.95] Da grande figueira sombreando o telhado
[00:30.73] Se ela falasse contava a história
[00:34.77] De quem lhe plantou há um século passado
[00:38.37] Mas como eu sou neto de quem lhe plantou
[00:43.85] Eu conto a história, casarão amado
[00:45.96] Nas suas paredes tem furo de bala
[00:49.66] Das revoluções que a história fala
[00:53.45] Serviu de trincheira, a varanda e a sala
[00:57.26] P'ra seu construtor, meu avô afamado
[01:01.06]
[01:08.92] Ali meu avô os doze filhos criou
[01:11.09] Sou filho de um que empunhou a bandeira
[01:12.03] Meu avô morreu e ficou o meu pai
[01:21.35] Mandando na estância pela vida inteira
[01:25.14] Meus tios foram embora pra outra querência
[01:25.58] Ficou o casarão que foi sempre trincheira
[01:32.13] Na frente o meu pai seu chimarrão tomava
[01:34.72] Comigo no colo ele me embalava
[01:40.34] Com a minha mãe os dois cantarolavam
[01:43.80] Para mim dormir na sombra da figueira
[01:46.78] (Êh tempinho que não volta mais)
[01:59.37] Lá por trinta e dois houve outra revolta
[02:01.72] As forças chegaram e foram invadindo
[02:03.13] Meu pai minha mãe abraçados aos fuzis
[02:07.02] Velho casarão outra vez resistindo
[02:11.41] Lá do meu berço eu sai engatinhando
[02:14.69] Pra ver e ouvir a bala zunindo
[02:17.41] As forças recuaram acabou a desgraça
[02:19.43] A figueira grande abafou a fumaça
[02:22.67] Meu pai demonstrou ter ficado com a raça
[02:26.25] Do meu velho avô que brigava sorrindo
[02:32.12] (Ele sorria e ia cortando fundo, barbaridade!)
[02:42.52] Casarão querido da grande figueira
[02:45.68] Ali fiquei moço faceiro e pachola
[02:46.89] Meu pai me ensinou a ser bom cantador
[02:53.70] E o primeiro acorde de uma viola
[02:57.53] Depois veio a morte e levou os meus pais
[03:01.66] Saí pelo mundo minha fama minha rola
[03:05.06] Quando eu ficar velho, velho casarão
[03:09.09] Volto pra contigo tombar no chão
[03:10.12] Da grande figueira quero o meu caixão
[03:16.98] E pra minha alma o céu por esmola
[03:20.46]