Gineteando o Temporal
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⏱️ 3:17 duration
🆔 ID: 12360095
📜 Lyrics
Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões
Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
Redemoinha no relento à procura de capões
Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
Os entre-choque de adagas das velhas revoluções
No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
Nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
A mata inteira valseia num compasso pacholento
Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento
Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
Redemoinha no relento à procura de capões
Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
Os entre-choque de adagas das velhas revoluções
No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
Nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
A mata inteira valseia num compasso pacholento
Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento
⏱️ Synced Lyrics
[00:20.96] Grita o silêncio da noite, corcoveiam os trovões
[00:25.01] Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
[00:30.24] No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
[00:35.32] E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
[00:42.67] E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
[00:46.91] Redemoinha no relento à procura de capões
[00:53.25] Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
[00:56.78] Os entre-choque de adagas das velhas revoluções
[01:03.61]
[01:23.23] No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
[01:26.59] Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
[01:31.65] Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
[01:36.26] Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
[01:43.41] Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
[01:48.78] Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
[01:53.57] E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
[01:58.19] Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
[02:23.51] Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
[02:27.80] Nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
[02:32.52] A mata inteira valseia num compasso pacholento
[02:37.59] Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
[02:45.26] Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
[02:50.52] Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
[02:53.63] Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
[02:59.55] Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento
[03:02.60]
[00:25.01] Línguas de fogo lambendo aramados e moirões
[00:30.24] No céu, um patrão tropeiro vai remexendo os tições
[00:35.32] E um macegal se ajoelhando como a pedir mil perdões
[00:42.67] E o gado todo mais louco do que a fúria deste vento
[00:46.91] Redemoinha no relento à procura de capões
[00:53.25] Relâmpagos que se cruzam retratam por entre as plagas
[00:56.78] Os entre-choque de adagas das velhas revoluções
[01:03.61]
[01:23.23] No horizonte, as labaredas vão guasqueando o tempo feio
[01:26.59] Teatros de assombrações, cenário do mundo alheio
[01:31.65] Boitatás e caiporas, tropilhas do pastoreio
[01:36.26] Meu baio pateando raio, o temporal gineteio
[01:43.41] Neste entreveiro matreiro de faísca, vento e raio
[01:48.78] Me agarro as crinas do baio que já nem liga pro freio
[01:53.57] E uma faísca teimosa riscou-me a tala do mango
[01:58.19] Só por ciúmes de fandango, partiu minha gaita no meio
[02:23.51] Os coriscos vão marcando o longo preto do tempo
[02:27.80] Nuvens pançudas de chuva se aninham no firmamento
[02:32.52] A mata inteira valseia num compasso pacholento
[02:37.59] Com fogo se apaga fogo, sempre a cabresto do vento
[02:45.26] Por isso um galho extraviado veio tapear meu chapéu
[02:50.52] Atiçando um fogaréu nos bretes do pensamento
[02:53.63] Me apeguei a Santa Bárbara pra domar o temporal
[02:59.55] Que sem maneia e buçal ficou manso ao meu contento
[03:02.60]