Rap da Roça
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⏱️ 4:00 duration
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📜 Lyrics
Merda!
Porcaria, pisei de novo no peniquin' de plástico
Que minha vó me deu, gente
Mais um dia dessa existência maldita
Nesse sertão desgramado
Zé Firmino, cê tá dormindo?
Ai! É o chato do meu patrão
Tô não, senhor coroné', tá na precisança d'eu?
Né nada não, só queria fazer uma rima
Fazer rima
Esse sujeito pensa que nós é besta, sô
Mas eu vou mostrar pra ele que besta eu num sou mesmo
E eu sei fazer até rap
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Meu nome é Zé Firmino, sou fio' do soldado
Que agarrou à força a doida do sobrado
Cresci sem tomar Toddy, nunca andei de Velotrol
Num bebi Emulsão Scott, num tomei Calcigenol
Cresci no sofrimento, a miséria me cercava
Agarrei plantar cebola, ver se as coisa melhorava
Mas a seca matou tudo, tentei criar galinha
Os moleque pulou o muro e comeu minhas bichinha
(Que sacanagem, menino!)
E nem usaram camisinha, sô
Plantei a mão num cara que era fio' do prefeito
Os políça me espancaram no avesso e no direito (vixi!)
Tentei plantar mandioca nos terreno duma mulata
Ela olhou minha plantinha e mando eu plantar batata
Eu pensei: é, a vida é o cão de saia
Plantar num é minha praia
E eu vou mudar
Fui lá pro sertão do Quixadá, né (Zé, Zé)
Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Fui trabaiar' num sítio de um doutor coroné'
O sujeito era esquisito, me fazia de muié
Eu fazia obrigação, era bão' dona de casa
Mas a imaginação do sujeito criou asa
Pedia beijo de língua (danou-se!)
Mas eu num dava
Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap eu escrevi no meio da minha paióça'
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Teve um filme na cidade de um tal de Lampião
Resolvi virar jagunço dos mais ruim desse sertão
Na primeira das tocaia, pra mostrar que eu era mau
Avistei Zé das Lacraia, tasquei-lhe um tiro de sal
O menino caiu morto, durinho no meio da mata
Morreu todo salgadinho porque tinha pressão alta
(Vixi Maria, sacanagem, sô)
Mas eu, que num era um sujeito muito ruim ainda, né
Troquei a carga da espingarda, usei bala Delícia
Veio Dona Emengarda com um balaio de linguiça
Tasquei-lhe um tiro certo na carcunda esquelética
A véia' caiu morta porque era diabética
Cê é ruim, hein, Zé Firmino
Ah, eu num tinha bala diétetica
Porcaria, pisei de novo no peniquin' de plástico
Que minha vó me deu, gente
Mais um dia dessa existência maldita
Nesse sertão desgramado
Zé Firmino, cê tá dormindo?
Ai! É o chato do meu patrão
Tô não, senhor coroné', tá na precisança d'eu?
Né nada não, só queria fazer uma rima
Fazer rima
Esse sujeito pensa que nós é besta, sô
Mas eu vou mostrar pra ele que besta eu num sou mesmo
E eu sei fazer até rap
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Meu nome é Zé Firmino, sou fio' do soldado
Que agarrou à força a doida do sobrado
Cresci sem tomar Toddy, nunca andei de Velotrol
Num bebi Emulsão Scott, num tomei Calcigenol
Cresci no sofrimento, a miséria me cercava
Agarrei plantar cebola, ver se as coisa melhorava
Mas a seca matou tudo, tentei criar galinha
Os moleque pulou o muro e comeu minhas bichinha
(Que sacanagem, menino!)
E nem usaram camisinha, sô
Plantei a mão num cara que era fio' do prefeito
Os políça me espancaram no avesso e no direito (vixi!)
Tentei plantar mandioca nos terreno duma mulata
Ela olhou minha plantinha e mando eu plantar batata
Eu pensei: é, a vida é o cão de saia
Plantar num é minha praia
E eu vou mudar
Fui lá pro sertão do Quixadá, né (Zé, Zé)
Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Fui trabaiar' num sítio de um doutor coroné'
O sujeito era esquisito, me fazia de muié
Eu fazia obrigação, era bão' dona de casa
Mas a imaginação do sujeito criou asa
Pedia beijo de língua (danou-se!)
Mas eu num dava
Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Esse rap eu escrevi no meio da minha paióça'
Num fala nada de nada, é um rap da roça
Teve um filme na cidade de um tal de Lampião
Resolvi virar jagunço dos mais ruim desse sertão
Na primeira das tocaia, pra mostrar que eu era mau
Avistei Zé das Lacraia, tasquei-lhe um tiro de sal
O menino caiu morto, durinho no meio da mata
Morreu todo salgadinho porque tinha pressão alta
(Vixi Maria, sacanagem, sô)
Mas eu, que num era um sujeito muito ruim ainda, né
Troquei a carga da espingarda, usei bala Delícia
Veio Dona Emengarda com um balaio de linguiça
Tasquei-lhe um tiro certo na carcunda esquelética
A véia' caiu morta porque era diabética
Cê é ruim, hein, Zé Firmino
Ah, eu num tinha bala diétetica
⏱️ Synced Lyrics
[00:14.02] Merda!
[00:19.94] Porcaria, pisei de novo no peniquin' de plástico
[00:24.46] Que minha vó me deu, gente
[00:26.45] Mais um dia dessa existência maldita
[00:29.45] Nesse sertão desgramado
[00:31.40] Zé Firmino, cê tá dormindo?
[00:34.97] Ai! É o chato do meu patrão
[00:37.61] Tô não, senhor coroné', tá na precisança d'eu?
[00:41.30] Né nada não, só queria fazer uma rima
[00:46.26] Fazer rima
[00:48.39] Esse sujeito pensa que nós é besta, sô
[00:52.67] Mas eu vou mostrar pra ele que besta eu num sou mesmo
[00:57.13] E eu sei fazer até rap
[00:59.81]
[01:17.22] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[01:20.18] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[01:23.66] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[01:26.64] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[01:30.26] Meu nome é Zé Firmino, sou fio' do soldado
[01:33.31] Que agarrou à força a doida do sobrado
[01:36.67] Cresci sem tomar Toddy, nunca andei de Velotrol
[01:39.79] Num bebi Emulsão Scott, num tomei Calcigenol
[01:43.27] Cresci no sofrimento, a miséria me cercava
[01:46.15] Agarrei plantar cebola, ver se as coisa melhorava
[01:49.43] Mas a seca matou tudo, tentei criar galinha
[01:52.65] Os moleque pulou o muro e comeu minhas bichinha
[01:55.81] (Que sacanagem, menino!)
[01:58.08] E nem usaram camisinha, sô
[02:02.45] Plantei a mão num cara que era fio' do prefeito
[02:05.59] Os políça me espancaram no avesso e no direito (vixi!)
[02:08.94] Tentei plantar mandioca nos terreno duma mulata
[02:11.98] Ela olhou minha plantinha e mando eu plantar batata
[02:15.11] Eu pensei: é, a vida é o cão de saia
[02:20.87] Plantar num é minha praia
[02:24.06] E eu vou mudar
[02:27.16] Fui lá pro sertão do Quixadá, né (Zé, Zé)
[02:31.23] Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
[02:34.46] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[02:37.83] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[02:40.83] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[02:44.34] Fui trabaiar' num sítio de um doutor coroné'
[02:47.50] O sujeito era esquisito, me fazia de muié
[02:50.71] Eu fazia obrigação, era bão' dona de casa
[02:53.92] Mas a imaginação do sujeito criou asa
[02:57.02] Pedia beijo de língua (danou-se!)
[02:59.94] Mas eu num dava
[03:03.39] Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
[03:06.69] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[03:10.08] Esse rap eu escrevi no meio da minha paióça'
[03:13.06] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[03:16.50] Teve um filme na cidade de um tal de Lampião
[03:19.74] Resolvi virar jagunço dos mais ruim desse sertão
[03:22.94] Na primeira das tocaia, pra mostrar que eu era mau
[03:26.17] Avistei Zé das Lacraia, tasquei-lhe um tiro de sal
[03:29.39] O menino caiu morto, durinho no meio da mata
[03:32.68] Morreu todo salgadinho porque tinha pressão alta
[03:35.90] (Vixi Maria, sacanagem, sô)
[03:38.19] Mas eu, que num era um sujeito muito ruim ainda, né
[03:42.17] Troquei a carga da espingarda, usei bala Delícia
[03:45.34] Veio Dona Emengarda com um balaio de linguiça
[03:48.99] Tasquei-lhe um tiro certo na carcunda esquelética
[03:51.99] A véia' caiu morta porque era diabética
[03:55.33] Cê é ruim, hein, Zé Firmino
[03:57.00] Ah, eu num tinha bala diétetica
[03:59.07]
[00:19.94] Porcaria, pisei de novo no peniquin' de plástico
[00:24.46] Que minha vó me deu, gente
[00:26.45] Mais um dia dessa existência maldita
[00:29.45] Nesse sertão desgramado
[00:31.40] Zé Firmino, cê tá dormindo?
[00:34.97] Ai! É o chato do meu patrão
[00:37.61] Tô não, senhor coroné', tá na precisança d'eu?
[00:41.30] Né nada não, só queria fazer uma rima
[00:46.26] Fazer rima
[00:48.39] Esse sujeito pensa que nós é besta, sô
[00:52.67] Mas eu vou mostrar pra ele que besta eu num sou mesmo
[00:57.13] E eu sei fazer até rap
[00:59.81]
[01:17.22] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[01:20.18] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[01:23.66] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[01:26.64] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[01:30.26] Meu nome é Zé Firmino, sou fio' do soldado
[01:33.31] Que agarrou à força a doida do sobrado
[01:36.67] Cresci sem tomar Toddy, nunca andei de Velotrol
[01:39.79] Num bebi Emulsão Scott, num tomei Calcigenol
[01:43.27] Cresci no sofrimento, a miséria me cercava
[01:46.15] Agarrei plantar cebola, ver se as coisa melhorava
[01:49.43] Mas a seca matou tudo, tentei criar galinha
[01:52.65] Os moleque pulou o muro e comeu minhas bichinha
[01:55.81] (Que sacanagem, menino!)
[01:58.08] E nem usaram camisinha, sô
[02:02.45] Plantei a mão num cara que era fio' do prefeito
[02:05.59] Os políça me espancaram no avesso e no direito (vixi!)
[02:08.94] Tentei plantar mandioca nos terreno duma mulata
[02:11.98] Ela olhou minha plantinha e mando eu plantar batata
[02:15.11] Eu pensei: é, a vida é o cão de saia
[02:20.87] Plantar num é minha praia
[02:24.06] E eu vou mudar
[02:27.16] Fui lá pro sertão do Quixadá, né (Zé, Zé)
[02:31.23] Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
[02:34.46] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[02:37.83] Esse rap foi feito em riba duma carroça
[02:40.83] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[02:44.34] Fui trabaiar' num sítio de um doutor coroné'
[02:47.50] O sujeito era esquisito, me fazia de muié
[02:50.71] Eu fazia obrigação, era bão' dona de casa
[02:53.92] Mas a imaginação do sujeito criou asa
[02:57.02] Pedia beijo de língua (danou-se!)
[02:59.94] Mas eu num dava
[03:03.39] Porque esse rap foi feito em riba duma carroça
[03:06.69] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[03:10.08] Esse rap eu escrevi no meio da minha paióça'
[03:13.06] Num fala nada de nada, é um rap da roça
[03:16.50] Teve um filme na cidade de um tal de Lampião
[03:19.74] Resolvi virar jagunço dos mais ruim desse sertão
[03:22.94] Na primeira das tocaia, pra mostrar que eu era mau
[03:26.17] Avistei Zé das Lacraia, tasquei-lhe um tiro de sal
[03:29.39] O menino caiu morto, durinho no meio da mata
[03:32.68] Morreu todo salgadinho porque tinha pressão alta
[03:35.90] (Vixi Maria, sacanagem, sô)
[03:38.19] Mas eu, que num era um sujeito muito ruim ainda, né
[03:42.17] Troquei a carga da espingarda, usei bala Delícia
[03:45.34] Veio Dona Emengarda com um balaio de linguiça
[03:48.99] Tasquei-lhe um tiro certo na carcunda esquelética
[03:51.99] A véia' caiu morta porque era diabética
[03:55.33] Cê é ruim, hein, Zé Firmino
[03:57.00] Ah, eu num tinha bala diétetica
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