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Marfim

👤 XTinto 🎼 Marfim ⏱️ 5:08
🎵 3728 characters
⏱️ 5:08 duration
🆔 ID: 12574486

📜 Lyrics

Yeah ah
Num bar rodo a cidade sem charme fora-se o tato
A par da opacidade encarno a folha de acetato
A carne tem azedado, tão fraca foda-se dá-me
A faca que 'tou cacetado
Do carma tomba sedado, calma
Chegou a ser castigado, 'tá cabeça pra caralho
Como um circuncidado eu vi num círculo a singrar-me
De ingrato do avante
Camarada doravante só aceito ser proclamado
De porco lameado em ouro branco com memória de elefante
Minhas grilz são marfim como a foz desse teu sangue
Fim do mar que estanco
Vim domar este ano
Num jurássico barco juro que o ácido bate tanto
Selos tipo sou carteiro e nem é só pelas letras
Mano tu és sucateiro e é só pelas letras
'To farto dessas lengas ao quadrado
Tu não vês que a mesa redonda dessas vossas lendas é um quadrado?
Achas que alguma vez quis enquadrar-me?
Essa faixa 'tá fora da caixa, mas de quem caralho?
Ninguém há de impor limites ao meu trabalho vou te encarar
E dizer que o meu rap não é trabalho
Nem sei o que isso é de facto
O meu pai sexagenário a lutar de fato macaco
Afogado em tabaco
Embalsamado em café creme
Que a fé teme
Olhá-lo calejado
Bafejado pelo hálito mortuário desse fado
Precário nesse estado
Mas vou lhe dar a lufada ao ponto de o ver arejado
Afastado da claustrofóbica parte de baixo dos carros
Em cima da batida dou escarros
Como ele em 74
Hoje ele sabe que não me encravo
Vou deixar o meu subconsciente nestes graves
P'a deixar o teu sub consciente dos meus graves
Sabes não pertences ao meu povo
Nado neste rio amargo
Onde talho o teu caixão com o meu machado
Olho é manchado pela lágrima
Por ver a mãe achar que sou uma lástima
Juro pela minha vida que não vais acabar num lar estive a
Limar arestas dum alarve isto agora lava-me
Viste? Agora leva-me
Viste? Agora lava-me

Eu sei que não vou tarde
E não anseio a meta aguarda-me
Não olho ao espelho de retaguarda
E quem me retarda eu deixo para trás
Eu sei que não vou tarde
E não anseio a meta aguarda-me
Não olho ao espelho de retaguarda
E quem me retarda eu deixo para trás

Lacrimejo na areia negra de noites em branco
Amanhece o luto nas olheiras alheias que eu planto
As orelhas essas tão cheias do pranto
Tipo quando tu rodeias estas paredes limando
Arestas dessas mesmas com o teu plano
Até que fiquem transparentes
Não me iludo se o meu rap traz parentes
Há família que simplesmente não sabe sê-lo
Farto desse teu cuspo que vem agarrado ao teu selo
'Tou longe de ser o belo
Passa-me pelo cerebelo que lágrimas virem veneno
Em cantos de páginas do nosso livro
E quando tu fores a lê-lo
Morres assim que molhes o dedo
Vira páginas a lambê-lo
Na lápide do nosso epílogo
Sabes eu encaro a vida com estes meus olhos de enterro
Que fachada sem Bernardo viro infante de orgulho tenro
Tipo porque é que ainda tento?
A tomar fluoxetina 'tão porque é que ainda tremo?
'Tou a par que folhas ímpares já não fazem o nosso trevo
Mas temo que caduquem
Ou 'tou no, outuno, ou 'tou nu
Uns acabam de maca e eu ainda mais deitado no meu trono
Onde almejam ser quem sou sem saberem o quanto eu sofro
O meu sonho é ser a cobra que se renova
Mordo um rabo
Amor dum lado
'Tou sem blunt de semblante emoldurado
Em prol do fardo do rufar do teu fel imaculado
Acumulado como o pó que vem na rima colado
Ou na narina claro onde cheiro o vosso sangue coagulado
E comparo a vossa escrita com a do lado
Ou na narina claro onde cheiro o vosso sangue coagulado
E comparo a vossa escrita com a do lado

Eu sei que não vou tarde
E não anseio a meta aguarda-me
Não olho ao espelho de retaguarda
E quem me retarda eu deixo para trás
Eu sei que não vou tarde
E não anseio a meta aguarda-me
Não olho ao espelho de retaguarda
E quem me retarda eu deixo para trás

⏱️ Synced Lyrics

[00:18.09] Yeah ah
[00:20.29] Num bar rodo a cidade sem charme fora-se o tato
[00:22.82] A par da opacidade encarno a folha de acetato
[00:25.23] A carne tem azedado, tão fraca foda-se dá-me
[00:27.68] A faca que 'tou cacetado
[00:28.85] Do carma tomba sedado, calma
[00:30.94] Chegou a ser castigado, 'tá cabeça pra caralho
[00:33.60] Como um circuncidado eu vi num círculo a singrar-me
[00:36.09] De ingrato do avante
[00:37.32] Camarada doravante só aceito ser proclamado
[00:40.08] De porco lameado em ouro branco com memória de elefante
[00:42.85] Minhas grilz são marfim como a foz desse teu sangue
[00:45.52] Fim do mar que estanco
[00:46.81] Vim domar este ano
[00:47.72] Num jurássico barco juro que o ácido bate tanto
[00:50.29] Selos tipo sou carteiro e nem é só pelas letras
[00:52.67] Mano tu és sucateiro e é só pelas letras
[00:55.35] 'To farto dessas lengas ao quadrado
[00:57.14] Tu não vês que a mesa redonda dessas vossas lendas é um quadrado?
[01:00.31] Achas que alguma vez quis enquadrar-me?
[01:02.25] Essa faixa 'tá fora da caixa, mas de quem caralho?
[01:04.60] Ninguém há de impor limites ao meu trabalho vou te encarar
[01:07.38] E dizer que o meu rap não é trabalho
[01:09.16] Nem sei o que isso é de facto
[01:10.78] O meu pai sexagenário a lutar de fato macaco
[01:13.14] Afogado em tabaco
[01:14.58] Embalsamado em café creme
[01:15.62] Que a fé teme
[01:16.65] Olhá-lo calejado
[01:17.77] Bafejado pelo hálito mortuário desse fado
[01:19.81] Precário nesse estado
[01:21.35] Mas vou lhe dar a lufada ao ponto de o ver arejado
[01:23.85] Afastado da claustrofóbica parte de baixo dos carros
[01:26.43] Em cima da batida dou escarros
[01:28.08] Como ele em 74
[01:29.74] Hoje ele sabe que não me encravo
[01:31.39] Vou deixar o meu subconsciente nestes graves
[01:33.52] P'a deixar o teu sub consciente dos meus graves
[01:36.14] Sabes não pertences ao meu povo
[01:37.78] Nado neste rio amargo
[01:39.15] Onde talho o teu caixão com o meu machado
[01:40.93] Olho é manchado pela lágrima
[01:42.33] Por ver a mãe achar que sou uma lástima
[01:44.38] Juro pela minha vida que não vais acabar num lar estive a
[01:47.55] Limar arestas dum alarve isto agora lava-me
[01:50.15] Viste? Agora leva-me
[01:51.47] Viste? Agora lava-me
[02:01.62] Eu sei que não vou tarde
[02:05.51] E não anseio a meta aguarda-me
[02:10.51] Não olho ao espelho de retaguarda
[02:14.94] E quem me retarda eu deixo para trás
[02:22.36] Eu sei que não vou tarde
[02:26.02] E não anseio a meta aguarda-me
[02:31.22] Não olho ao espelho de retaguarda
[02:35.13] E quem me retarda eu deixo para trás
[02:43.01] Lacrimejo na areia negra de noites em branco
[02:45.47] Amanhece o luto nas olheiras alheias que eu planto
[02:48.22] As orelhas essas tão cheias do pranto
[02:50.13] Tipo quando tu rodeias estas paredes limando
[02:52.73] Arestas dessas mesmas com o teu plano
[02:54.78] Até que fiquem transparentes
[02:55.85] Não me iludo se o meu rap traz parentes
[02:57.89] Há família que simplesmente não sabe sê-lo
[02:59.84] Farto desse teu cuspo que vem agarrado ao teu selo
[03:02.39] 'Tou longe de ser o belo
[03:03.67] Passa-me pelo cerebelo que lágrimas virem veneno
[03:06.08] Em cantos de páginas do nosso livro
[03:07.98] E quando tu fores a lê-lo
[03:09.60] Morres assim que molhes o dedo
[03:10.83] Vira páginas a lambê-lo
[03:11.87] Na lápide do nosso epílogo
[03:13.16] Sabes eu encaro a vida com estes meus olhos de enterro
[03:15.56] Que fachada sem Bernardo viro infante de orgulho tenro
[03:18.11] Tipo porque é que ainda tento?
[03:19.74] A tomar fluoxetina 'tão porque é que ainda tremo?
[03:21.82] 'Tou a par que folhas ímpares já não fazem o nosso trevo
[03:24.67] Mas temo que caduquem
[03:25.91] Ou 'tou no, outuno, ou 'tou nu
[03:28.05] Uns acabam de maca e eu ainda mais deitado no meu trono
[03:31.18] Onde almejam ser quem sou sem saberem o quanto eu sofro
[03:33.53] O meu sonho é ser a cobra que se renova
[03:35.59] Mordo um rabo
[03:36.45] Amor dum lado
[03:37.16] 'Tou sem blunt de semblante emoldurado
[03:38.81] Em prol do fardo do rufar do teu fel imaculado
[03:41.08] Acumulado como o pó que vem na rima colado
[03:43.87] Ou na narina claro onde cheiro o vosso sangue coagulado
[03:46.89] E comparo a vossa escrita com a do lado
[03:49.41] Ou na narina claro onde cheiro o vosso sangue coagulado
[03:52.80] E comparo a vossa escrita com a do lado
[04:04.12] Eu sei que não vou tarde
[04:08.19] E não anseio a meta aguarda-me
[04:13.26] Não olho ao espelho de retaguarda
[04:17.42] E quem me retarda eu deixo para trás
[04:24.83] Eu sei que não vou tarde
[04:28.55] E não anseio a meta aguarda-me
[04:33.60] Não olho ao espelho de retaguarda
[04:38.32] E quem me retarda eu deixo para trás
[04:46.74]

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