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Fado Do Campo Grande

👤 Carlos Do Carmo 🎼 Um Homem Na Cidade ⏱️ 5:10
🎵 1311 characters
⏱️ 5:10 duration
🆔 ID: 12585669

📜 Lyrics

A minha velha casa
Por mais que eu sofra e ande
É sempre um golpe de asa
Varrendo um Campo Grande
Aqui no meu pa]is
Por mais que a minha ausência doa
É que eu sei que a raiz de mim
Está em Lisboa
A minha velha casa
Resiste no meu corpo
E arde como brasa
Dum corpo nunca morto
À minha velha casa
Eu regresso à procura
Das origens da ternura
Onde o meu ser perdura
Amiga amante, amor distante
Lisboa é perto, e não bastante
Amor calado, amor avante
Que faz do tempo apenas um instante
Amor dorido, amor magoado
E que me doí no fado
Amor magoado, amor sentido
Mas jamais cansado
Amor vivido é o amor amado
Um braço é a tristeza
O outro é a saudade
E as minhas mãos abertas
São chão da liberdade
A casa a que eu pertenço
Viagem para à minha infância
É o espaço em que eu venço
E o tempo da distância
E volto à minha casa
Porque a esperança resiste
A tudo quanto arrasa
Um homem que for triste
Lisboa não se cala
E quando fala é minha chama
Meu castelo, minha Alfama
Minha pátria, minha cama
Amiga amante, amor distante
Lisboa é perto, e não bastante
Amor calado, amor avante
Que faz do tempo apenas um instante
Amor dorido, amor magoado
E que me doí no fado
Amor magoado, amor sentido
Mas jamais cansado
Amor vivido é o amor amado
Ai, Lisboa, como eu quero
É por ti que eu desespero

⏱️ Synced Lyrics

[00:31.63] A minha velha casa
[00:38.60] Por mais que eu sofra e ande
[00:42.83] É sempre um golpe de asa
[00:47.13] Varrendo um Campo Grande
[00:50.72] Aqui no meu pa]is
[00:55.57] Por mais que a minha ausência doa
[00:59.27] É que eu sei que a raiz de mim
[01:04.00] Está em Lisboa
[01:09.77] A minha velha casa
[01:12.69] Resiste no meu corpo
[01:17.36] E arde como brasa
[01:20.34] Dum corpo nunca morto
[01:25.05] À minha velha casa
[01:29.57] Eu regresso à procura
[01:32.80] Das origens da ternura
[01:37.45] Onde o meu ser perdura
[01:45.09] Amiga amante, amor distante
[01:47.52] Lisboa é perto, e não bastante
[01:50.76] Amor calado, amor avante
[01:53.29] Que faz do tempo apenas um instante
[01:56.19] Amor dorido, amor magoado
[01:59.33] E que me doí no fado
[02:03.75] Amor magoado, amor sentido
[02:09.02] Mas jamais cansado
[02:10.90] Amor vivido é o amor amado
[02:48.60] Um braço é a tristeza
[02:52.49] O outro é a saudade
[02:56.90] E as minhas mãos abertas
[03:00.99] São chão da liberdade
[03:04.91] A casa a que eu pertenço
[03:09.26] Viagem para à minha infância
[03:13.25] É o espaço em que eu venço
[03:17.33] E o tempo da distância
[03:22.66] E volto à minha casa
[03:26.94] Porque a esperança resiste
[03:30.46] A tudo quanto arrasa
[03:34.62] Um homem que for triste
[03:38.18] Lisboa não se cala
[03:43.00] E quando fala é minha chama
[03:46.87] Meu castelo, minha Alfama
[03:51.13] Minha pátria, minha cama
[03:58.01] Amiga amante, amor distante
[04:00.74] Lisboa é perto, e não bastante
[04:03.84] Amor calado, amor avante
[04:06.69] Que faz do tempo apenas um instante
[04:09.49] Amor dorido, amor magoado
[04:12.65] E que me doí no fado
[04:17.20] Amor magoado, amor sentido
[04:22.04] Mas jamais cansado
[04:23.58] Amor vivido é o amor amado
[04:52.77] Ai, Lisboa, como eu quero
[04:58.47] É por ti que eu desespero

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