Fado Tropical
🎵 1712 characters
⏱️ 4:20 duration
🆔 ID: 12585678
📜 Lyrics
Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Deixo-te consternado
No primeiro Abril
Não seja tão ingrata
Não esqueças quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Sabes, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano
Uma boa dose de lirísmo, além da sífilis, é claro
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas
Em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora
Com avencas na catinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Assombra-me a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a agulha empunhadora à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anúncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-Os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se o imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se o Império Colonial
Oh, minha mãe gentil
Deixo-te consternado
No primeiro Abril
Não seja tão ingrata
Não esqueças quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Sabes, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano
Uma boa dose de lirísmo, além da sífilis, é claro
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas
Em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora
Com avencas na catinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Assombra-me a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a agulha empunhadora à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anúncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-Os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se o imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
Ainda vai tornar-se o Império Colonial
⏱️ Synced Lyrics
[00:14.98] Oh, musa do meu fado
[00:18.72] Oh, minha mãe gentil
[00:22.52] Deixo-te consternado
[00:25.69] No primeiro Abril
[00:30.09] Não seja tão ingrata
[00:33.20] Não esqueças quem te amou
[00:36.90] E em tua densa mata
[00:39.86] Se perdeu e se encontrou
[00:43.23] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[00:51.76] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[00:57.72] Sabes, no fundo eu sou um sentimental
[01:01.66] Todos nós herdamos no sangue lusitano
[01:04.45] Uma boa dose de lirísmo, além da sífilis, é claro
[01:09.18] Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas
[01:11.67] Em torturar, esganar, trucidar
[01:15.97] Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora
[01:41.38] Com avencas na catinga
[01:44.47] Alecrins no canavial
[01:47.92] Licores na moringa
[01:50.52] Um vinho tropical
[01:54.65] E a linda mulata
[01:57.45] Com rendas do Alentejo
[02:01.28] De quem numa bravata
[02:04.55] Arrebata um beijo
[02:07.80] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[02:16.13] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[02:22.38] Meu coração tem um sereno jeito
[02:25.74] E as minhas mãos o golpe duro e presto
[02:29.19] De tal maneira que, depois de feito
[02:31.66] Desencontrado, eu mesmo me contesto
[02:35.34] Se trago as mãos distantes do meu peito
[02:38.58] É que há distância entre intenção e gesto
[02:41.58] E se o meu coração nas mãos estreito
[02:44.55] Assombra-me a súbita impressão de incesto
[02:48.36] Quando me encontro no calor da luta
[02:50.76] Ostento a agulha empunhadora à proa
[02:52.76] Mas o meu peito se desabotoa
[02:55.67] E se a sentença se anúncia bruta
[02:58.23] Mais que depressa a mão cega executa
[03:00.10] Pois que senão o coração perdoa
[03:04.73] Guitarras e sanfonas
[03:07.76] Jasmins, coqueiros, fontes
[03:11.64] Sardinhas, mandioca
[03:14.38] Num suave azulejo
[03:18.54] E o rio Amazonas
[03:21.02] Que corre Trás-Os-Montes
[03:24.55] E numa pororoca
[03:27.50] Deságua no Tejo
[03:31.68] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[03:39.87] Ainda vai tornar-se o imenso Portugal
[03:46.03] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[03:51.83] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[03:59.12] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[04:06.31] Ainda vai tornar-se o Império Colonial
[04:11.90]
[00:18.72] Oh, minha mãe gentil
[00:22.52] Deixo-te consternado
[00:25.69] No primeiro Abril
[00:30.09] Não seja tão ingrata
[00:33.20] Não esqueças quem te amou
[00:36.90] E em tua densa mata
[00:39.86] Se perdeu e se encontrou
[00:43.23] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[00:51.76] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[00:57.72] Sabes, no fundo eu sou um sentimental
[01:01.66] Todos nós herdamos no sangue lusitano
[01:04.45] Uma boa dose de lirísmo, além da sífilis, é claro
[01:09.18] Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas
[01:11.67] Em torturar, esganar, trucidar
[01:15.97] Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora
[01:41.38] Com avencas na catinga
[01:44.47] Alecrins no canavial
[01:47.92] Licores na moringa
[01:50.52] Um vinho tropical
[01:54.65] E a linda mulata
[01:57.45] Com rendas do Alentejo
[02:01.28] De quem numa bravata
[02:04.55] Arrebata um beijo
[02:07.80] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[02:16.13] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[02:22.38] Meu coração tem um sereno jeito
[02:25.74] E as minhas mãos o golpe duro e presto
[02:29.19] De tal maneira que, depois de feito
[02:31.66] Desencontrado, eu mesmo me contesto
[02:35.34] Se trago as mãos distantes do meu peito
[02:38.58] É que há distância entre intenção e gesto
[02:41.58] E se o meu coração nas mãos estreito
[02:44.55] Assombra-me a súbita impressão de incesto
[02:48.36] Quando me encontro no calor da luta
[02:50.76] Ostento a agulha empunhadora à proa
[02:52.76] Mas o meu peito se desabotoa
[02:55.67] E se a sentença se anúncia bruta
[02:58.23] Mais que depressa a mão cega executa
[03:00.10] Pois que senão o coração perdoa
[03:04.73] Guitarras e sanfonas
[03:07.76] Jasmins, coqueiros, fontes
[03:11.64] Sardinhas, mandioca
[03:14.38] Num suave azulejo
[03:18.54] E o rio Amazonas
[03:21.02] Que corre Trás-Os-Montes
[03:24.55] E numa pororoca
[03:27.50] Deságua no Tejo
[03:31.68] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[03:39.87] Ainda vai tornar-se o imenso Portugal
[03:46.03] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[03:51.83] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[03:59.12] Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal
[04:06.31] Ainda vai tornar-se o Império Colonial
[04:11.90]