Mala amarela (Participação especial de José Camillo)
🎵 1328 characters
⏱️ 2:48 duration
🆔 ID: 12959125
📜 Lyrics
Eram quatro e meia, passava um pouquinho
O fosco clarinho rasgava o varjão
Era o trem noturno que vinha apontando
E logo parando na velha estação
Meu corpo tremia, meus olhos molhados
O meu pai do lado, e a mala no chão
Beijei o seu rosto e disse na hora
O mundo lá fora me espera, paizão
Entrei no vagão, corri pra janela
A mala amarela do velho catei
O trem deu partida, soqueou bruscamente
E ali novamente sua mão eu beijei
Um pouco pra diante, vi minha casinha
E minha mãezinha, de pé no portão
Ela não me viu, e do trem, na corrida
Ouvi as latidas do velho Sultão
Um certo senhor, da poltrona vizinha
Dizia que vinha do Paranazão
E disse também, num jeito cortês
É a primeira vez que deixo o sertão
Pedi seu conselho, e ele me disse
Seu moço, a velhice é dura demais
Eu sou bem mais velho e posso aconselhar
É duro ficar distante dos pais
Eu nunca esqueci o que o velho falou
O tempo passou, e pra casa eu voltei
Quem fica distante jamais se conforma
Lá na plataforma, meus pais avistei
Desci comovido, abracei ele e ela
E a mala amarela, meu filho? Eu não vi
Meu pai, acredite na fala de um homem
Pra não passar fome, a mala eu vendi
Que pena, que pena, era minha lembrança
Que eu trouxe de herança do seu avô
Mas deixa pra lá, eu vou me esquecer
A herança é você, e você já voltou
O fosco clarinho rasgava o varjão
Era o trem noturno que vinha apontando
E logo parando na velha estação
Meu corpo tremia, meus olhos molhados
O meu pai do lado, e a mala no chão
Beijei o seu rosto e disse na hora
O mundo lá fora me espera, paizão
Entrei no vagão, corri pra janela
A mala amarela do velho catei
O trem deu partida, soqueou bruscamente
E ali novamente sua mão eu beijei
Um pouco pra diante, vi minha casinha
E minha mãezinha, de pé no portão
Ela não me viu, e do trem, na corrida
Ouvi as latidas do velho Sultão
Um certo senhor, da poltrona vizinha
Dizia que vinha do Paranazão
E disse também, num jeito cortês
É a primeira vez que deixo o sertão
Pedi seu conselho, e ele me disse
Seu moço, a velhice é dura demais
Eu sou bem mais velho e posso aconselhar
É duro ficar distante dos pais
Eu nunca esqueci o que o velho falou
O tempo passou, e pra casa eu voltei
Quem fica distante jamais se conforma
Lá na plataforma, meus pais avistei
Desci comovido, abracei ele e ela
E a mala amarela, meu filho? Eu não vi
Meu pai, acredite na fala de um homem
Pra não passar fome, a mala eu vendi
Que pena, que pena, era minha lembrança
Que eu trouxe de herança do seu avô
Mas deixa pra lá, eu vou me esquecer
A herança é você, e você já voltou
⏱️ Synced Lyrics
[00:13.51] Eram quatro e meia, passava um pouquinho
[00:16.73] O fosco clarinho rasgava o varjão
[00:19.74] Era o trem noturno que vinha apontando
[00:23.07] E logo parando na velha estação
[00:26.40] Meu corpo tremia, meus olhos molhados
[00:29.58] O meu pai do lado, e a mala no chão
[00:34.31] Beijei o seu rosto e disse na hora
[00:37.60] O mundo lá fora me espera, paizão
[00:43.96] Entrei no vagão, corri pra janela
[00:47.05] A mala amarela do velho catei
[00:50.09] O trem deu partida, soqueou bruscamente
[00:53.69] E ali novamente sua mão eu beijei
[00:56.63] Um pouco pra diante, vi minha casinha
[00:59.70] E minha mãezinha, de pé no portão
[01:04.57] Ela não me viu, e do trem, na corrida
[01:07.10] Ouvi as latidas do velho Sultão
[01:11.92]
[01:25.47] Um certo senhor, da poltrona vizinha
[01:28.79] Dizia que vinha do Paranazão
[01:31.94] E disse também, num jeito cortês
[01:35.00] É a primeira vez que deixo o sertão
[01:38.51] Pedi seu conselho, e ele me disse
[01:41.59] Seu moço, a velhice é dura demais
[01:46.22] Eu sou bem mais velho e posso aconselhar
[01:49.52] É duro ficar distante dos pais
[01:56.00] Eu nunca esqueci o que o velho falou
[01:59.13] O tempo passou, e pra casa eu voltei
[02:02.46] Quem fica distante jamais se conforma
[02:05.51] Lá na plataforma, meus pais avistei
[02:08.73] Desci comovido, abracei ele e ela
[02:11.83] E a mala amarela, meu filho? Eu não vi
[02:16.75] Meu pai, acredite na fala de um homem
[02:19.92] Pra não passar fome, a mala eu vendi
[02:24.87] Que pena, que pena, era minha lembrança
[02:28.10] Que eu trouxe de herança do seu avô
[02:31.29] Mas deixa pra lá, eu vou me esquecer
[02:34.36] A herança é você, e você já voltou
[02:38.68]
[00:16.73] O fosco clarinho rasgava o varjão
[00:19.74] Era o trem noturno que vinha apontando
[00:23.07] E logo parando na velha estação
[00:26.40] Meu corpo tremia, meus olhos molhados
[00:29.58] O meu pai do lado, e a mala no chão
[00:34.31] Beijei o seu rosto e disse na hora
[00:37.60] O mundo lá fora me espera, paizão
[00:43.96] Entrei no vagão, corri pra janela
[00:47.05] A mala amarela do velho catei
[00:50.09] O trem deu partida, soqueou bruscamente
[00:53.69] E ali novamente sua mão eu beijei
[00:56.63] Um pouco pra diante, vi minha casinha
[00:59.70] E minha mãezinha, de pé no portão
[01:04.57] Ela não me viu, e do trem, na corrida
[01:07.10] Ouvi as latidas do velho Sultão
[01:11.92]
[01:25.47] Um certo senhor, da poltrona vizinha
[01:28.79] Dizia que vinha do Paranazão
[01:31.94] E disse também, num jeito cortês
[01:35.00] É a primeira vez que deixo o sertão
[01:38.51] Pedi seu conselho, e ele me disse
[01:41.59] Seu moço, a velhice é dura demais
[01:46.22] Eu sou bem mais velho e posso aconselhar
[01:49.52] É duro ficar distante dos pais
[01:56.00] Eu nunca esqueci o que o velho falou
[01:59.13] O tempo passou, e pra casa eu voltei
[02:02.46] Quem fica distante jamais se conforma
[02:05.51] Lá na plataforma, meus pais avistei
[02:08.73] Desci comovido, abracei ele e ela
[02:11.83] E a mala amarela, meu filho? Eu não vi
[02:16.75] Meu pai, acredite na fala de um homem
[02:19.92] Pra não passar fome, a mala eu vendi
[02:24.87] Que pena, que pena, era minha lembrança
[02:28.10] Que eu trouxe de herança do seu avô
[02:31.29] Mas deixa pra lá, eu vou me esquecer
[02:34.36] A herança é você, e você já voltou
[02:38.68]