Pro Que Vier
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📜 Lyrics
Ganho no ar a maldade, no olhar a malícia.
Nasci aqui, onde quem é o corre, corre da polícia.
Os bico mata quem vacila. Pressiona quem oscila.
Entre ser ou não ser. Querendo ser tem uma fila
De neguinho. Iludido por grana, conceito,
Querendo respeito, pensando que o único jeito é ser bandido.
Dividido entre a fome e a honestidade.
Sujeito homem. Antes do tempo. Menor de idade.
Põe a bombeta e vai pro corre bater de frente.
Não muito diferente. Minha gente mata e morre, infelizmente.
Pro sistema, a insônia do boyzinho.
Cheio de revolta, é só olhar em volta vai ver que é assim.
No olhar, na cara de mal dos neguinho.
Pesadelo do sistema é real, irmãozinho.
Lobo mal. Canela seca, tudo cortada de arame.
Pulando as cerca das Marias na quebrada.
Madrugada fria. Frio na barriga quando os vermes via.
Fé no instinto e no escapulário da Virgem Maria.
E o diário dizia irmão...
É sanguinário o olhar do vigia.
E essa luz que vos aquecia, se apagou.
Seu sonho se distancia. Não devia, mas abandonou.
Junto à esperança morta no olhar da senhora.
Lágrimas de sangue. Morre um da gangue, minha alma chora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora
E deixaram nós aqui, sem saber.
E agora, amanhã o que vai ser?
Sem saída, pra essa vida. Que sem viver, é esquecida,
Felicidade escondida, cade?
A inocência é passado, não tá nem nas crianças mais.
O ar é pesado. Guerra santa, onde, sem paz?
Coração roubado. Ser humilhado, nunca mais.
Engraçado pra TV, todas as mortes são iguais.
Todos são rivais. Diferentes ideais.
Cada um na sua é só não se aproximar demais.
Um vacilo, e jaz. Vários irmãos que nunca mais.
A cada passo, saudade. Muito deixei pra trás.
Muito de mim morreu. Não. Teve que morrer.
E uma parte desse meu eu, não me deixa esquecer.
Do que aprendi com o que vivi, onde passei, quem conheci.
Das vezes que não me ouvi, agi, e nunca me entendi.
E acho que nunca vou entender. O porquê, a razão.
Só escuto o coração dizer que nada foi em vão.
E deixa ele guiar, levar pra onde quiser.
Nem tudo que passou foi bom mas tô aqui pro que vier.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora
Nasci aqui, onde quem é o corre, corre da polícia.
Os bico mata quem vacila. Pressiona quem oscila.
Entre ser ou não ser. Querendo ser tem uma fila
De neguinho. Iludido por grana, conceito,
Querendo respeito, pensando que o único jeito é ser bandido.
Dividido entre a fome e a honestidade.
Sujeito homem. Antes do tempo. Menor de idade.
Põe a bombeta e vai pro corre bater de frente.
Não muito diferente. Minha gente mata e morre, infelizmente.
Pro sistema, a insônia do boyzinho.
Cheio de revolta, é só olhar em volta vai ver que é assim.
No olhar, na cara de mal dos neguinho.
Pesadelo do sistema é real, irmãozinho.
Lobo mal. Canela seca, tudo cortada de arame.
Pulando as cerca das Marias na quebrada.
Madrugada fria. Frio na barriga quando os vermes via.
Fé no instinto e no escapulário da Virgem Maria.
E o diário dizia irmão...
É sanguinário o olhar do vigia.
E essa luz que vos aquecia, se apagou.
Seu sonho se distancia. Não devia, mas abandonou.
Junto à esperança morta no olhar da senhora.
Lágrimas de sangue. Morre um da gangue, minha alma chora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora
E deixaram nós aqui, sem saber.
E agora, amanhã o que vai ser?
Sem saída, pra essa vida. Que sem viver, é esquecida,
Felicidade escondida, cade?
A inocência é passado, não tá nem nas crianças mais.
O ar é pesado. Guerra santa, onde, sem paz?
Coração roubado. Ser humilhado, nunca mais.
Engraçado pra TV, todas as mortes são iguais.
Todos são rivais. Diferentes ideais.
Cada um na sua é só não se aproximar demais.
Um vacilo, e jaz. Vários irmãos que nunca mais.
A cada passo, saudade. Muito deixei pra trás.
Muito de mim morreu. Não. Teve que morrer.
E uma parte desse meu eu, não me deixa esquecer.
Do que aprendi com o que vivi, onde passei, quem conheci.
Das vezes que não me ouvi, agi, e nunca me entendi.
E acho que nunca vou entender. O porquê, a razão.
Só escuto o coração dizer que nada foi em vão.
E deixa ele guiar, levar pra onde quiser.
Nem tudo que passou foi bom mas tô aqui pro que vier.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora.
Leva embora essa dor, Senhor. Leva embora.
Arranca a mancha do pecado, Senhor, revigora.
Pra que o amor renasça como aurora.
Pra que descanse em paz aqueles que foram antes da hora