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Zeca (Carta a José Afonso)

👤 José Mário Branco 🎼 Correspondências ⏱️ 3:52
🎵 1072 characters
⏱️ 3:52 duration
🆔 ID: 13930061

📜 Lyrics

Vieste de menino d'oiro pela mão
Acordar a madrugada
E fez mais, às vezes, uma só canção
Do que muita panfletada

Grandes janelas soubeste abrir
Por onde o ar correu sem te pedir
Que não se cansem de nascer
As fontes onde vais beber

Nunca mais te hás-de calar
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz

Vestiste a capa de caloiro coimbrão
Para ultrapassar o fado
E, em cada Natal, teu fruto temporão
Nunca foi ultrapassado

Na distracção jogas à defesa
Com o humor disfarças a tristeza
Cantas a esp'rança e o amor
Que o povo te ensinou, de cor

Nunca mais te hás-de calar
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz

Nem tudo o que reluz é oiro, pois então
E bem gostaria o facho
De te ver calado e manso pela mão
Com medalhas no penacho

Co'a a tua ronha felina e sã
Vais-lhe atirando as flechas de amanhã
O olho pisco a acender
E a garganta a acontecer

Nunca mais te hás-de calar
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz

Vieste de menino d'oiro pela mão...

⏱️ Synced Lyrics

[00:15.25] Vieste de menino d'oiro pela mão
[00:21.59] Acordar a madrugada
[00:26.22] E fez mais, às vezes, uma só canção
[00:34.39] Do que muita panfletada
[00:38.73] Grandes janelas soubeste abrir
[00:42.78] Por onde o ar correu sem te pedir
[00:48.75] Que não se cansem de nascer
[00:52.23] As fontes onde vais beber
[01:02.27] Nunca mais te hás-de calar
[01:08.27] Ó Zeca, para nós
[01:12.35] Canta sempre sem parar
[01:17.47] Que é seiva e flor a tua voz
[01:29.06] Vestiste a capa de caloiro coimbrão
[01:34.85] Para ultrapassar o fado
[01:39.06] E, em cada Natal, teu fruto temporão
[01:44.42] Nunca foi ultrapassado
[01:48.79] Na distracção jogas à defesa
[01:51.09]
[01:54.03] Com o humor disfarças a tristeza
[01:59.45] Cantas a esp'rança e o amor
[02:01.84] Que o povo te ensinou, de cor
[02:10.68] Nunca mais te hás-de calar
[02:16.24] Ó Zeca, para nós
[02:20.22] Canta sempre sem parar
[02:26.25] Que é seiva e flor a tua voz
[02:34.70] Nem tudo o que reluz é oiro, pois então
[02:40.58] E bem gostaria o facho
[02:45.27] De te ver calado e manso pela mão
[02:49.82] Com medalhas no penacho
[02:54.13] Co'a a tua ronha felina e sã
[02:58.32] Vais-lhe atirando as flechas de amanhã
[03:03.91] O olho pisco a acender
[03:08.09] E a garganta a acontecer
[03:18.51] Nunca mais te hás-de calar
[03:23.13] Ó Zeca, para nós
[03:26.67] Canta sempre sem parar
[03:32.75] Que é seiva e flor a tua voz
[03:42.22] Vieste de menino d'oiro pela mão...
[03:51.90]

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