Ilmenemismuoto
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🆔 ID: 15499254
📜 Lyrics
Eu sou um mero mortal
Um mero ser que apenas pensa ser normal
Cansado de uma vida laboral
Vícios apaziguam-me, sou cliente habitual de um café de bairro onde se juntam uns comparsas
Onde o vinho faz-me vencedor através de taças
Onde o vinho faz-me vencer a dor
Esquecer que sou sonhador
Esquecer... dá-me uma cerveja que isto passa
Cansei-me de perseguir objectivos
Ganhei varizes de esperar sem motivos
Eu até adorava ser alguém
Mas até sou alguém, só não dou valor a quem
Vá lá que nas cartas chegou à minha vez
Já só espero por isto e pelo fim do mês
E o mais engraçado nestas cartas
A minha mão é a minha vida, um duque rodeado de espadas
Vou ficando por cá
sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso e só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
Hoje faz precisamente 2 anos que ela me deixou
Pendurado neste mundo, a Cinderela não voltou
Depois de doze chapadas, tal e qual badaladas
Porque ela perguntou se eu não mudava nada
E ao tomar como ofensa o que era seu por direito
Levantei a mão e apanhei-a mesmo a jeito
E quanto mais gritava, mais odiava o barulho
Mais do que uma vida, estava em causa o meu orgulho
Levou o puto porque fui parvo para ela
Nem sequer teve demoras, foi APAV com ela
É um entrave que me gela por completo o coração
Repleto de emoção debaixo de um tecto com solidão
Mistura duma rotina e tudo por culpa minha
Só minha, intimamente corrói-me esta dura sina
Já, já pensei em planear uma fuga à vida
só que vou adiando com prostitutas e bebida
Vou ficando por cá
Sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso
E só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
O que há mais são casos iguais
Tais factos fazem manchetes e relatos de jornais
Eu observo tudo isto na minha vizinhança
Onde o café marca o compasso e a city dança
Ao ritmo da cerveja que se arrasta pela goela
Que provoca atitudes de meter a faca na goela
E se isso não cala a cadela, ele afasta-se da janela
E fica à espera da polícia para trancar numa cela
Disfruto da cafeína que ao menos a bem me acalma
Enquanto olho à minha volta e vejo um homem sem alma
Sabe-se que está vazio pelo brilho do olhar
Olhar que vai fluindo devagar perdido a divagar
Penso para mim, "será que vou ser assim?"
Pregado neste café, passar a viver aqui?
nah, tento ser forte, nada me atira na maré
da rotina que é vivida numa vida de café
Vou ficando por cá
Sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso
E só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
...
Um mero ser que apenas pensa ser normal
Cansado de uma vida laboral
Vícios apaziguam-me, sou cliente habitual de um café de bairro onde se juntam uns comparsas
Onde o vinho faz-me vencedor através de taças
Onde o vinho faz-me vencer a dor
Esquecer que sou sonhador
Esquecer... dá-me uma cerveja que isto passa
Cansei-me de perseguir objectivos
Ganhei varizes de esperar sem motivos
Eu até adorava ser alguém
Mas até sou alguém, só não dou valor a quem
Vá lá que nas cartas chegou à minha vez
Já só espero por isto e pelo fim do mês
E o mais engraçado nestas cartas
A minha mão é a minha vida, um duque rodeado de espadas
Vou ficando por cá
sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso e só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
Hoje faz precisamente 2 anos que ela me deixou
Pendurado neste mundo, a Cinderela não voltou
Depois de doze chapadas, tal e qual badaladas
Porque ela perguntou se eu não mudava nada
E ao tomar como ofensa o que era seu por direito
Levantei a mão e apanhei-a mesmo a jeito
E quanto mais gritava, mais odiava o barulho
Mais do que uma vida, estava em causa o meu orgulho
Levou o puto porque fui parvo para ela
Nem sequer teve demoras, foi APAV com ela
É um entrave que me gela por completo o coração
Repleto de emoção debaixo de um tecto com solidão
Mistura duma rotina e tudo por culpa minha
Só minha, intimamente corrói-me esta dura sina
Já, já pensei em planear uma fuga à vida
só que vou adiando com prostitutas e bebida
Vou ficando por cá
Sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso
E só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
O que há mais são casos iguais
Tais factos fazem manchetes e relatos de jornais
Eu observo tudo isto na minha vizinhança
Onde o café marca o compasso e a city dança
Ao ritmo da cerveja que se arrasta pela goela
Que provoca atitudes de meter a faca na goela
E se isso não cala a cadela, ele afasta-se da janela
E fica à espera da polícia para trancar numa cela
Disfruto da cafeína que ao menos a bem me acalma
Enquanto olho à minha volta e vejo um homem sem alma
Sabe-se que está vazio pelo brilho do olhar
Olhar que vai fluindo devagar perdido a divagar
Penso para mim, "será que vou ser assim?"
Pregado neste café, passar a viver aqui?
nah, tento ser forte, nada me atira na maré
da rotina que é vivida numa vida de café
Vou ficando por cá
Sentado com o café na mão a ver o fumo voar
O jornal está aberto, o cigarro está aceso
E só vejo o tempo passar
Mudança já não quero
Esperança já não tenho
Sou a apatia de viver a apagar sonhos num cinzeiro
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