Home 🎬 Bollywood 🎵 Pakistani 🎤 English Pop

A morte do touro Mão de Pau

👤 Antônio Nóbrega 🎼 Lunário perpétuo ⏱️ 7:50
🎵 2026 characters
⏱️ 7:50 duration
🆔 ID: 17460470

📜 Lyrics

Corre a Serra Joana Gomes
Galope desesperado
Um touro se defendendo
Homens querendo humilhá-lo
Um touro com sua vida
Os homens em seus cavalos

Cortava o gume das pedras
Um bramido angustiado
Se quebrava nas caatingas
Um galope surdo e pardo

E os cascos pretos soavam
Nas pedras de fogo alado
Enquanto o clarim da morte
Ao vento seco e queimado
Na poeira avermelhada
Envolvia os velhos cardos

Rasgavam a serra bruta
Aboios mal arquejados
E nas trilhas já cobertas
Pelo pó quente e dourado
Um gemido de desgraça
Um gemido angustiado

Adeus, Lagoa dos Velhos
Adeus, Vazante do Gado
Adeus, Serra Joana Gomes
E Cacimba do Salgado
O touro só tem a vida
Os homens têm seus cavalos

O galopar recrescia
Brilhavam ferrões farpados
E algemas de baraúna
Para o touro preparados
Seu Sabino tinha dito
Ele há de vir amarrado

Miguel e Antônio Rodrigues
De guarda-peito e encourados
Na frente do grupo vinham
Montados em seus cavalos
De pernas finas, ligeiras
Ambos de prata arreados

E, logo à frente, corria
O grande touro marcado
Manquejando sangue limpo
Nos caminhos mal rasgados
Cortadas as bravas ancas
Por ferrões ensanguentados

A serra se despenhava
Nas asas de seus penhascos
E a respiração fogosa
Dos dois fogosos cavalos
Já requeimava, de perto
As ancas do manco macho

Quando ele
Vendo a desonra tentando subjugá-lo
Mancando da mão preada
Subiu num rochedo pardo

Num grito, todos pararam
Pelo horror paralisados
Pois sempre ao rebanho espanta
Que um touro do nosso gado

Às teias da fama-negra
Prefira o gume do fado, ui-ui-ui
E mal seus perseguidores
Esbarravam seus cavalos
Viram o manco selvagem
Saltar do Rochedo Pardo

Ui-ui-ui, diz, meu Deus, ui-ui
Adeus, Lagoa dos Velhos
Adeus, Vazante do Gado
Adeus, Serra Joana Gomes
E Cacimba do Salgado

Assim vai-se o touro manco
Morto, mas não desonrado

Silêncio, a serra calou-se
No poente ensanguentado
Calou-se a voz dos aboios
Cessou o troar dos cascos

E agora, só
No silêncio deste sertão assombrado
O touro sem sua vida
Os homens em seus cavalos

⏱️ Synced Lyrics

[00:00.20] Corre a Serra Joana Gomes
[00:03.82] Galope desesperado
[00:08.49] Um touro se defendendo
[00:11.56] Homens querendo humilhá-lo
[00:15.42] Um touro com sua vida
[00:18.83] Os homens em seus cavalos
[00:22.07]
[00:33.76] Cortava o gume das pedras
[00:36.00] Um bramido angustiado
[00:38.11] Se quebrava nas caatingas
[00:40.04] Um galope surdo e pardo
[00:42.20] E os cascos pretos soavam
[00:44.34] Nas pedras de fogo alado
[00:46.52] Enquanto o clarim da morte
[00:48.57] Ao vento seco e queimado
[00:50.91] Na poeira avermelhada
[00:52.63] Envolvia os velhos cardos
[00:56.28]
[01:07.43] Rasgavam a serra bruta
[01:09.53] Aboios mal arquejados
[01:11.82] E nas trilhas já cobertas
[01:13.74] Pelo pó quente e dourado
[01:16.18] Um gemido de desgraça
[01:17.91] Um gemido angustiado
[01:26.78] Adeus, Lagoa dos Velhos
[01:32.18] Adeus, Vazante do Gado
[01:38.25] Adeus, Serra Joana Gomes
[01:44.34] E Cacimba do Salgado
[01:50.19] O touro só tem a vida
[01:52.64] Os homens têm seus cavalos
[01:57.71]
[02:08.31] O galopar recrescia
[02:10.69] Brilhavam ferrões farpados
[02:12.86] E algemas de baraúna
[02:14.93] Para o touro preparados
[02:20.12] Seu Sabino tinha dito
[02:23.04] Ele há de vir amarrado
[02:26.61]
[02:37.98] Miguel e Antônio Rodrigues
[02:40.14] De guarda-peito e encourados
[02:42.28] Na frente do grupo vinham
[02:44.24] Montados em seus cavalos
[02:46.54] De pernas finas, ligeiras
[02:48.49] Ambos de prata arreados
[02:50.89] E, logo à frente, corria
[02:52.85] O grande touro marcado
[02:54.94] Manquejando sangue limpo
[02:56.81] Nos caminhos mal rasgados
[02:59.23] Cortadas as bravas ancas
[03:01.16] Por ferrões ensanguentados
[03:09.35] A serra se despenhava
[03:11.95] Nas asas de seus penhascos
[03:16.20] E a respiração fogosa
[03:20.26] Dos dois fogosos cavalos
[03:23.50] Já requeimava, de perto
[03:25.19] As ancas do manco macho
[03:29.76] Quando ele
[03:31.98] Vendo a desonra tentando subjugá-lo
[03:37.27] Mancando da mão preada
[03:40.72] Subiu num rochedo pardo
[03:47.52] Num grito, todos pararam
[03:52.27] Pelo horror paralisados
[04:01.36] Pois sempre ao rebanho espanta
[04:05.84] Que um touro do nosso gado
[04:15.56] Às teias da fama-negra
[04:19.81] Prefira o gume do fado, ui-ui-ui
[04:30.16] E mal seus perseguidores
[04:35.08] Esbarravam seus cavalos
[04:44.96] Viram o manco selvagem
[04:49.85] Saltar do Rochedo Pardo
[04:55.53] Ui-ui-ui, diz, meu Deus, ui-ui
[05:02.24] Adeus, Lagoa dos Velhos
[05:08.10] Adeus, Vazante do Gado
[05:14.88] Adeus, Serra Joana Gomes
[05:20.64] E Cacimba do Salgado
[05:27.99] Assim vai-se o touro manco
[05:34.23] Morto, mas não desonrado
[05:40.74]
[06:08.48] Silêncio, a serra calou-se
[06:13.01] No poente ensanguentado
[06:17.56] Calou-se a voz dos aboios
[06:21.25] Cessou o troar dos cascos
[06:25.76] E agora, só
[06:30.32] No silêncio deste sertão assombrado
[06:36.55] O touro sem sua vida
[06:39.43] Os homens em seus cavalos
[06:42.92]

⭐ Rate These Lyrics

Average: 0.0/5 • 0 ratings