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Asa Branca/A Volta Da Asa Branca

👤 Luiz Gonzaga 🎼 Espetáculo Das Seis E Meia ⏱️ 5:59
🎵 1925 characters
⏱️ 5:59 duration
🆔 ID: 17707337

📜 Lyrics

Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei à Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?
Eu perguntei à Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Inté mesmo a asa-branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse: Adeus Rosinha
Guarda contigo, meu coração

Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão

Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na prantação
Eu te asseguro não chore não, viu
Que eu vortarei viu, meu coração

E o cabôco voltou mermo
Quando ele soube que tava truvejando no sertão
Ah-ha! Que tava relampiano, ele disse: Vômbora!

Já juntei uns vintenzinho
Vou prantar minha rocinha
Ah-ha! Rosa tá me esperando
Cabôca sertaneja não faia no trato

Ah-ha! Oxi, ave Maria, num quero nem pensar
Cum tamanho da roça que eu vô butar, num vai fartar
Feijão lá em casa, arroz, batata, mio
Num vai fartar amor, nem mininu

E pra encurtar a viagem, ele cantou
Cantou a volta da asa-branca!

Já faz três noites que pro norte relampeia
A asa-branca ouvindo o ronco trovejando
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora vou cuidar da prantação

A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva pra esse sertão sofredor
Sertão das muié séria, dos homes trabaiador

Rios correndo, as cachoeira tão zoando
Terra moiada, mato verde, que riqueza
E a asa-branca, tarde canta, que beleza
Ah-ha é um povo alegre, mais alegre a natureza

Sentindo a chuva, me arrescordo de Rosinha
A linda fror do meu sertão pernambucano
E se a safra não atrapaiá os meus prano
O que que hái, padre vigário, vou casar no fim do ano

E se a safra não atrapaiá meus pranos
Que que hái, Frei Damião
Vou casar na sua missão
Que é mais barato!

⏱️ Synced Lyrics

[00:42.56] Quando olhei a terra ardendo
[00:47.05] Qual fogueira de São João
[00:47.46] Eu perguntei à Deus do céu, ai
[00:54.92] Por que tamanha judiação?
[00:58.29] Eu perguntei à Deus do céu, ai
[00:58.93] Por que tamanha judiação?
[01:04.05] Que braseiro, que fornalha
[01:15.04] Nem um pé de prantação
[01:16.18] Por falta d'água perdi meu gado
[01:19.43] Morreu de sede meu alazão
[01:24.02] Inté mesmo a asa-branca
[01:27.54] Bateu asas do sertão
[01:28.20] Entonce eu disse: Adeus Rosinha
[01:29.68] Guarda contigo, meu coração
[01:29.97] Hoje longe, muitas léguas
[01:41.02] Numa triste solidão
[01:59.03] Espero a chuva cair de novo
[02:01.42] Pra mim voltar pro meu sertão
[02:12.31] Quando o verde dos teus olhos
[02:29.89] Se espalhar na prantação
[02:34.01] Eu te asseguro não chore não, viu
[02:37.13] Que eu vortarei viu, meu coração
[02:44.17] E o cabôco voltou mermo
[02:44.25] Quando ele soube que tava truvejando no sertão
[02:49.02] Ah-ha! Que tava relampiano, ele disse: Vômbora!
[02:52.82] Já juntei uns vintenzinho
[02:56.58] Vou prantar minha rocinha
[02:57.09] Ah-ha! Rosa tá me esperando
[02:57.80] Cabôca sertaneja não faia no trato
[03:03.43] Ah-ha! Oxi, ave Maria, num quero nem pensar
[03:10.96] Cum tamanho da roça que eu vô butar, num vai fartar
[03:12.06] Feijão lá em casa, arroz, batata, mio
[03:15.59] Num vai fartar amor, nem mininu
[03:21.52] E pra encurtar a viagem, ele cantou
[03:29.98] Cantou a volta da asa-branca!
[03:30.98] Já faz três noites que pro norte relampeia
[03:48.16] A asa-branca ouvindo o ronco trovejando
[03:50.73] Já bateu asas e voltou pro meu sertão
[03:58.13] Ai, ai eu vou me embora vou cuidar da prantação
[04:02.39]
[04:16.44] A seca fez eu desertar da minha terra
[04:20.87] Mas felizmente Deus agora se alembrou
[04:25.25] De mandar chuva pra esse sertão sofredor
[04:30.49] Sertão das muié séria, dos homes trabaiador
[04:33.66]
[04:47.38] Rios correndo, as cachoeira tão zoando
[04:52.93] Terra moiada, mato verde, que riqueza
[04:54.66] E a asa-branca, tarde canta, que beleza
[04:58.51] Ah-ha é um povo alegre, mais alegre a natureza
[05:05.10]
[05:18.57] Sentindo a chuva, me arrescordo de Rosinha
[05:25.18] A linda fror do meu sertão pernambucano
[05:27.71] E se a safra não atrapaiá os meus prano
[05:29.97] O que que hái, padre vigário, vou casar no fim do ano
[05:36.30] E se a safra não atrapaiá meus pranos
[05:40.55] Que que hái, Frei Damião
[05:45.34] Vou casar na sua missão
[05:48.95] Que é mais barato!
[05:50.42]

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