Ninguém Merece
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📜 Lyrics
Não te dei o direito de intervir nos meus espaços, meus
compassos, meus abraços, não tente seguir meus passos, tudo o que
eu faço não se refere a alguém, o tamanho do meu shorts não é
convite pra ninguém,/ minha roupa não influencia na sua mente
doentia, de achar que toda mina que não é beata é vadia, e que se
mostra e se prostra pra sua serventia, só que quem se gosta não
adere a essa filosofia//
Me explica me apresenta os dados de casos sérios, dos índices de
estupro no oriente médio, aonde o corpo é vetado pelo patriarcado
imposto, violentadas em composto, isso sem mostrar o rosto./
Como pelo oposto, no brasil tropical, que horror, no metrô, ser
agarrada é normal, como posso conviver com esse tipo de agressão,
solução: machismo zero e estuprador no caixão//
Ninguém merece
Essa agressão íntima
Ninguém merece
Ser mais uma vítima
Ninguém merece
Sua falta de respeito
Sua falta de amor ao próximo
E o seu preconceito
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Então não vem impor
Os seus conceitos
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
A cada 15 segundos, uma violência inevitável, estatística
planejada, forjada, maquiada e aceitável, a mulher que é
estuprada, abusada, julgada é vulnerável. Execrada, condenada,
censurada e descartável/
Lamentável, sem impunidade ou mudança, a maioria são abusadas
enquanto ainda são crianças, pelo pai, pelo padrasto, pelo tio,
pelo cunhado, pelo padrinho, pelo primo, irmão ou agregado//
Não tem proteção do estado, nem auxílio psicológico, nem
contracepcional apaga o martírio fisiológico, o trauma foi
gravado no relógio biológico, de cada vítima legítima que hoje
acumula ódio/
É lógico, ninguém merece o estupro, ninguém merece as agressões
prévias ao seu sepulcro, nem o luto pelo lucro de quem justifica o
que fez, mas não vai assumir o filho do agressor na gravidez//
Ninguém merece
Essa agressão íntima
Ninguém merece
Ser mais uma vítima
Ninguém merece
Sua falta de respeito
Sua falta de amor ao próximo
E o seu preconceito
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Então não vem impor
Os seus conceitos
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Ninguém merece ter seu templo violado
Sua fé saqueada e seu sonho roubado
Flash que teimam em voltar trazendo pensamentos
Eu só querendo esquecer, cada momento
Porta do quarto fechava, meu mundo caia
Quando abria fazia sentir que a culpa era minha
O mundo nas costas, auto estima abalada
A lembrança machuca como uma faca afiada
Cortou-se os laços e eu pulei de fase na marra
Sumiu, de vez em quando aparecia forçando a barra
Eu tenho raiva de quem me vê e fala que sou sua cara
Mal sabia que meu sonho é ver ela deformada
Sem respeito, sem pensão, sem mínimo interesse.
Confesse, tanto faz pra vc se a gente sobrevivesse
Já se passaram 25 anos e o jogo finalmente inverteu
E cê quer mesmo me cobrar do que nunca me deu?
Não quero seu sobrenome, me recuso de aceitar
E eu não te odeio, você só não faz mais falta
Eu preenchi, todo espaço no ato de me amar
Respeitar e me preocupar só com quem vai somar
Eu sei quem são, poucos mais bons
E eu conto nos dedos quem eles são
Eu sou cria da quebra, dos barraco, das rua de terra
E não de um vacilão que me queria como serva
Eu quero a cabeça dos jack em bandeja de ouro
Com boca cheia de formiga sem choro
De sobremesa me sobra um esquecimento duradouro
E faz muito tempo q nem me lembro do seu rosto
A moral tá no lixo e o dedo apontando o outro
E sua vergonha é tanta que nunca olhava no meu olho
Família tradicional brasileira, machista e patriarcal
E não somos vitimista seguimos sendo vítima na cena atual
Pré definição, apontam SEM POSTURA minha conduta
Uma mina sozinha na rua, de roupa curta?
É tudo puta, pra jack isso é desculpa
So pra violar meu corpo e botar em mim a culpa
compassos, meus abraços, não tente seguir meus passos, tudo o que
eu faço não se refere a alguém, o tamanho do meu shorts não é
convite pra ninguém,/ minha roupa não influencia na sua mente
doentia, de achar que toda mina que não é beata é vadia, e que se
mostra e se prostra pra sua serventia, só que quem se gosta não
adere a essa filosofia//
Me explica me apresenta os dados de casos sérios, dos índices de
estupro no oriente médio, aonde o corpo é vetado pelo patriarcado
imposto, violentadas em composto, isso sem mostrar o rosto./
Como pelo oposto, no brasil tropical, que horror, no metrô, ser
agarrada é normal, como posso conviver com esse tipo de agressão,
solução: machismo zero e estuprador no caixão//
Ninguém merece
Essa agressão íntima
Ninguém merece
Ser mais uma vítima
Ninguém merece
Sua falta de respeito
Sua falta de amor ao próximo
E o seu preconceito
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Então não vem impor
Os seus conceitos
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
A cada 15 segundos, uma violência inevitável, estatística
planejada, forjada, maquiada e aceitável, a mulher que é
estuprada, abusada, julgada é vulnerável. Execrada, condenada,
censurada e descartável/
Lamentável, sem impunidade ou mudança, a maioria são abusadas
enquanto ainda são crianças, pelo pai, pelo padrasto, pelo tio,
pelo cunhado, pelo padrinho, pelo primo, irmão ou agregado//
Não tem proteção do estado, nem auxílio psicológico, nem
contracepcional apaga o martírio fisiológico, o trauma foi
gravado no relógio biológico, de cada vítima legítima que hoje
acumula ódio/
É lógico, ninguém merece o estupro, ninguém merece as agressões
prévias ao seu sepulcro, nem o luto pelo lucro de quem justifica o
que fez, mas não vai assumir o filho do agressor na gravidez//
Ninguém merece
Essa agressão íntima
Ninguém merece
Ser mais uma vítima
Ninguém merece
Sua falta de respeito
Sua falta de amor ao próximo
E o seu preconceito
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Então não vem impor
Os seus conceitos
Ninguém merece
Eu não mereço,
você não me conhece
Ninguém merece ter seu templo violado
Sua fé saqueada e seu sonho roubado
Flash que teimam em voltar trazendo pensamentos
Eu só querendo esquecer, cada momento
Porta do quarto fechava, meu mundo caia
Quando abria fazia sentir que a culpa era minha
O mundo nas costas, auto estima abalada
A lembrança machuca como uma faca afiada
Cortou-se os laços e eu pulei de fase na marra
Sumiu, de vez em quando aparecia forçando a barra
Eu tenho raiva de quem me vê e fala que sou sua cara
Mal sabia que meu sonho é ver ela deformada
Sem respeito, sem pensão, sem mínimo interesse.
Confesse, tanto faz pra vc se a gente sobrevivesse
Já se passaram 25 anos e o jogo finalmente inverteu
E cê quer mesmo me cobrar do que nunca me deu?
Não quero seu sobrenome, me recuso de aceitar
E eu não te odeio, você só não faz mais falta
Eu preenchi, todo espaço no ato de me amar
Respeitar e me preocupar só com quem vai somar
Eu sei quem são, poucos mais bons
E eu conto nos dedos quem eles são
Eu sou cria da quebra, dos barraco, das rua de terra
E não de um vacilão que me queria como serva
Eu quero a cabeça dos jack em bandeja de ouro
Com boca cheia de formiga sem choro
De sobremesa me sobra um esquecimento duradouro
E faz muito tempo q nem me lembro do seu rosto
A moral tá no lixo e o dedo apontando o outro
E sua vergonha é tanta que nunca olhava no meu olho
Família tradicional brasileira, machista e patriarcal
E não somos vitimista seguimos sendo vítima na cena atual
Pré definição, apontam SEM POSTURA minha conduta
Uma mina sozinha na rua, de roupa curta?
É tudo puta, pra jack isso é desculpa
So pra violar meu corpo e botar em mim a culpa