Fado Tropical
🎵 1632 characters
⏱️ 4:11 duration
🆔 ID: 21349551
📜 Lyrics
Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
⏱️ Synced Lyrics
[00:15.05] Oh, musa do meu fado
[00:18.79] Oh, minha mãe gentil
[00:22.13] Te deixo consternado
[00:25.07] No primeiro abril
[00:29.26] Mas não sê tão ingrata
[00:32.56] Não esquece quem te amou
[00:36.23] E em tua densa mata
[00:39.05] Se perdeu e se encontrou
[00:43.64] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[00:51.50] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[00:58.56] "Sabe, no fundo eu sou um sentimental
[01:02.97] Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)
[01:11.51] Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
[01:17.28] Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
[01:39.75] Com avencas na caatinga
[01:43.31] Alecrins no canavial
[01:46.53] Licores na moringa
[01:49.31] Um vinho tropical
[01:54.17] E a linda mulata
[01:57.49] Com rendas do alentejo
[02:00.99] De quem numa bravata
[02:03.09] Arrebata um beijo
[02:07.92] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[02:15.73] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[02:21.38] "Meu coração tem um sereno jeito
[02:24.35] E as minhas mãos o golpe duro e presto
[02:27.94] De tal maneira que, depois de feito
[02:31.30] Desencontrado, eu mesmo me contesto
[02:33.69] Se trago as mãos distantes do meu peito
[02:36.72] É que há distância entre intenção e gesto
[02:39.78] E se o meu coração nas mãos estreito
[02:43.16] Me assombra a súbita impressão de incesto
[02:46.72] Quando me encontro no calor da luta
[02:49.51] Ostento a aguda empunhadora à proa
[02:51.22] Mas meu peito se desabotoa
[02:54.69] E se a sentença se anuncia bruta
[02:57.17] Mais que depressa a mão cega executa
[03:00.65] Pois que senão o coração perdoa"
[03:03.64] Guitarras e sanfonas
[03:06.61] Jasmins, coqueiros, fontes
[03:10.05] Sardinhas, mandioca
[03:13.00] Num suave azulejo
[03:17.48] E o rio Amazonas
[03:20.76] Que corre trás-os-montes
[03:24.28] E numa pororoca
[03:27.34] Deságua no Tejo
[03:31.08] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[03:38.52] Ainda vai tornar-se um império colonial
[03:44.85] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[03:52.26] Ainda vai tornar-se um império colonial
[03:56.11]
[00:18.79] Oh, minha mãe gentil
[00:22.13] Te deixo consternado
[00:25.07] No primeiro abril
[00:29.26] Mas não sê tão ingrata
[00:32.56] Não esquece quem te amou
[00:36.23] E em tua densa mata
[00:39.05] Se perdeu e se encontrou
[00:43.64] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[00:51.50] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[00:58.56] "Sabe, no fundo eu sou um sentimental
[01:02.97] Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro)
[01:11.51] Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
[01:17.28] Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
[01:39.75] Com avencas na caatinga
[01:43.31] Alecrins no canavial
[01:46.53] Licores na moringa
[01:49.31] Um vinho tropical
[01:54.17] E a linda mulata
[01:57.49] Com rendas do alentejo
[02:00.99] De quem numa bravata
[02:03.09] Arrebata um beijo
[02:07.92] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[02:15.73] Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[02:21.38] "Meu coração tem um sereno jeito
[02:24.35] E as minhas mãos o golpe duro e presto
[02:27.94] De tal maneira que, depois de feito
[02:31.30] Desencontrado, eu mesmo me contesto
[02:33.69] Se trago as mãos distantes do meu peito
[02:36.72] É que há distância entre intenção e gesto
[02:39.78] E se o meu coração nas mãos estreito
[02:43.16] Me assombra a súbita impressão de incesto
[02:46.72] Quando me encontro no calor da luta
[02:49.51] Ostento a aguda empunhadora à proa
[02:51.22] Mas meu peito se desabotoa
[02:54.69] E se a sentença se anuncia bruta
[02:57.17] Mais que depressa a mão cega executa
[03:00.65] Pois que senão o coração perdoa"
[03:03.64] Guitarras e sanfonas
[03:06.61] Jasmins, coqueiros, fontes
[03:10.05] Sardinhas, mandioca
[03:13.00] Num suave azulejo
[03:17.48] E o rio Amazonas
[03:20.76] Que corre trás-os-montes
[03:24.28] E numa pororoca
[03:27.34] Deságua no Tejo
[03:31.08] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[03:38.52] Ainda vai tornar-se um império colonial
[03:44.85] Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
[03:52.26] Ainda vai tornar-se um império colonial
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