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Lisboa que amanhece

👤 Sérgio Godinho, Caetano Veloso 🎼 O Irmão Do Meio ⏱️ 5:05
🎵 1683 characters
⏱️ 5:05 duration
🆔 ID: 22208324

📜 Lyrics

Cansados vão os corpos para casa
Dos ritmos imitados doutra dança
A noite finge ser ainda uma criança de olhos na lua
Com a sua cegueira da razão e do desejo

A noite é cega e as sombras de Lisboa
São da cidade branca a escura face
Lisboa é mãe solteira
Amou como se fosse a mais indefesa
Princesa que as trevas algum dia coroaram

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo por sobre o Tejo

E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

O Tejo que reflecte o dia à solta
À noite é prisioneiro dos olhares
Ao Cais dos Miradoiros
Vão chegando dos bares os navegantes
Amantes das teias que o amor e o fumo tecem

E o Necas que julgou que era cantora
Que as dádivas da noite são eternas
Mal chega a madrugada
Tem que rapar as pernas para que o dia
Não traia dietriches que não foram nem Marlénes

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo por sobre o Tejo

E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

Em sonhos é sabido não se morre
Aliás, essa é a única vantagem
De após o vão trabalho
O povo ir de viagem no sono fundo
Fecundo em glórias e terrores e aventuras

E ai de quem acorde estremunhado
Espreitando pela fresta a ver se é dia
Ai essas ansiedades
De tão sentenças friamente ao ouvido
Ruído que a noite ao seu costume transfigura

Não sei se dura sempre esse teu beijo
Ou apenas o que resta desta noite
O vento enfim parou
Já mal o vejo, por sobre o Tejo

E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
Na Lisboa que amanhece

Na Lisboa que amanhece
Na Lisboa que amanhece

⏱️ Synced Lyrics

[00:20.40] Cansados vão os corpos para casa
[00:25.41] Dos ritmos imitados doutra dança
[00:30.54] A noite finge ser ainda uma criança de olhos na lua
[00:38.21] Com a sua cegueira da razão e do desejo
[00:45.44] A noite é cega e as sombras de Lisboa
[00:50.32] São da cidade branca a escura face
[00:55.17] Lisboa é mãe solteira
[00:58.31] Amou como se fosse a mais indefesa
[01:02.53] Princesa que as trevas algum dia coroaram
[01:10.52] Não sei se dura sempre esse teu beijo
[01:15.13] Ou apenas o que resta desta noite
[01:19.61] O vento enfim parou
[01:22.54] Já mal o vejo por sobre o Tejo
[01:27.78] E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
[01:35.10] Na Lisboa que amanhece
[01:41.58] O Tejo que reflecte o dia à solta
[01:46.48] À noite é prisioneiro dos olhares
[01:51.65] Ao Cais dos Miradoiros
[01:54.54] Vão chegando dos bares os navegantes
[01:58.89] Amantes das teias que o amor e o fumo tecem
[02:09.04] E o Necas que julgou que era cantora
[02:13.81] Que as dádivas da noite são eternas
[02:19.39] Mal chega a madrugada
[02:22.15] Tem que rapar as pernas para que o dia
[02:26.42] Não traia dietriches que não foram nem Marlénes
[02:34.13] Não sei se dura sempre esse teu beijo
[02:39.15] Ou apenas o que resta desta noite
[02:43.48] O vento enfim parou
[02:46.34] Já mal o vejo por sobre o Tejo
[02:51.38] E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
[02:59.04] Na Lisboa que amanhece
[03:03.76]
[03:25.44] Em sonhos é sabido não se morre
[03:30.19] Aliás, essa é a única vantagem
[03:35.39] De após o vão trabalho
[03:38.25] O povo ir de viagem no sono fundo
[03:42.74] Fecundo em glórias e terrores e aventuras
[03:50.91] E ai de quem acorde estremunhado
[03:55.43] Espreitando pela fresta a ver se é dia
[04:00.26] Ai essas ansiedades
[04:03.35] De tão sentenças friamente ao ouvido
[04:07.55] Ruído que a noite ao seu costume transfigura
[04:15.20] Não sei se dura sempre esse teu beijo
[04:20.26] Ou apenas o que resta desta noite
[04:24.70] O vento enfim parou
[04:27.19] Já mal o vejo, por sobre o Tejo
[04:32.56] E já tudo pode ser, tudo aquilo que parece
[04:40.28] Na Lisboa que amanhece
[04:45.37] Na Lisboa que amanhece
[04:50.42] Na Lisboa que amanhece
[04:55.42]

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