CASERIANDO
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📜 Lyrics
A noite turva era um breu,
A lua estava em férias no infinito.
Somente sobre os tentos de um catre vazio
Dava corda no relógio um grilito.
Uma coruja chia, espantando os cavalos,
A cachorrada uiva, quebrando o silêncio.
Uma pulga chega pedindo pousada,
Acampada nos pelegos do Terêncio.
(Sou caseiro, casereando, casereiro,
Nos ranchos, nas fazendas e onde ande.
Sou feliz por ter nascido aqui no Sul
E fazer parte deste querido Rio Grande.)
Me reviro, perco o sono e vou pensando
Em tesouros, causos de assombração.
Um galo canta. Se dormiu, não sei se ouviu
O pingo baio relinchando no galpão.
Vou tirar leite. A vaca estranha e senta as patas.
Galinha e porco reclamando seu quinhão.
Pego o sogueiro e dou um jeito na recolhida,
Nem tive tempo de tomar meu chimarrão.
Conto nos dedos quantos dias ainda faltam
Pra sair do compromisso e da rotina,
Comer comida feita por mão de mulher
E ir pro povo me encontrar com alguma china.
Tomar um trago, parceiro do índio vago,
Dar uma bailada nas bailantas da costeira,
Contar ao patrão que aqui tá tudo bem —
Se for preciso, eu casereio a vida inteira.
A lua estava em férias no infinito.
Somente sobre os tentos de um catre vazio
Dava corda no relógio um grilito.
Uma coruja chia, espantando os cavalos,
A cachorrada uiva, quebrando o silêncio.
Uma pulga chega pedindo pousada,
Acampada nos pelegos do Terêncio.
(Sou caseiro, casereando, casereiro,
Nos ranchos, nas fazendas e onde ande.
Sou feliz por ter nascido aqui no Sul
E fazer parte deste querido Rio Grande.)
Me reviro, perco o sono e vou pensando
Em tesouros, causos de assombração.
Um galo canta. Se dormiu, não sei se ouviu
O pingo baio relinchando no galpão.
Vou tirar leite. A vaca estranha e senta as patas.
Galinha e porco reclamando seu quinhão.
Pego o sogueiro e dou um jeito na recolhida,
Nem tive tempo de tomar meu chimarrão.
Conto nos dedos quantos dias ainda faltam
Pra sair do compromisso e da rotina,
Comer comida feita por mão de mulher
E ir pro povo me encontrar com alguma china.
Tomar um trago, parceiro do índio vago,
Dar uma bailada nas bailantas da costeira,
Contar ao patrão que aqui tá tudo bem —
Se for preciso, eu casereio a vida inteira.