Nêga Jurema
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⏱️ 1:53 duration
🆔 ID: 2782065
📜 Lyrics
Nêga Jurema veio descendo a ladeira
Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
E a mulecada avisou a rua inteira
Vem correndo que a feira já está pra começar
Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar
Dizia a Nêga quando vieram os soldados
Se dizendo avisados e começaram a atirar
Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
Ou pros filhos do Caniço que viessem ajudar
Foi no pipoco do trovão
Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar
Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade
Cresceu em todo lugar
Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura
No engenho de rapadura nasceu mato de fumá
E foi com a santa Malícia Que driblou-se a polícia
E fez a guerra acabar
Fumê, fumá
Não é flor de intestino é um matinho nordestino
Que a senhora vai queimar
Faz um bem pra diarreia para o véio e para a véia
Faz o morto suspirar
Faz um bem para as artrites, febre ou conjuntivite
Faz qualquer mal se curar
Cumê, cagá, vivê, fumá
São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar
Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
E a mulecada avisou a rua inteira
Vem correndo que a feira já está pra começar
Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar
Dizia a Nêga quando vieram os soldados
Se dizendo avisados e começaram a atirar
Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
Ou pros filhos do Caniço que viessem ajudar
Foi no pipoco do trovão
Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar
Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade
Cresceu em todo lugar
Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura
No engenho de rapadura nasceu mato de fumá
E foi com a santa Malícia Que driblou-se a polícia
E fez a guerra acabar
Fumê, fumá
Não é flor de intestino é um matinho nordestino
Que a senhora vai queimar
Faz um bem pra diarreia para o véio e para a véia
Faz o morto suspirar
Faz um bem para as artrites, febre ou conjuntivite
Faz qualquer mal se curar
Cumê, cagá, vivê, fumá
São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar
⏱️ Synced Lyrics
[00:38.77] Nêga Jurema veio descendo a ladeira
[00:40.19] Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
[00:42.42] E a mulecada avisou a rua inteira
[00:44.00] Vem correndo que a feira já está pra começar
[00:45.83] Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
[00:47.54] Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar
[00:49.34] Dizia a Nêga quando vieram os soldados
[00:51.16] Se dizendo avisados e começaram a atirar
[00:55.95] Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
[00:57.16] Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
[00:59.11] Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
[01:01.00] Ou pros filhos do Caniço que viessem ajudar
[01:04.14] Foi no pipoco do trovão
[01:05.85] Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar
[01:10.11] Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade
[01:12.23] Cresceu em todo lugar
[01:15.28] Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura
[01:17.18] No engenho de rapadura nasceu mato de fumá
[01:20.77] E foi com a santa Malícia Que driblou-se a polícia
[01:22.79] E fez a guerra acabar
[01:24.02] Fumê, fumá
[01:25.00] Não é flor de intestino é um matinho nordestino
[01:26.44] Que a senhora vai queimar
[01:29.18] Faz um bem pra diarreia para o véio e para a véia
[01:31.08] Faz o morto suspirar
[01:34.11] Faz um bem para as artrites, febre ou conjuntivite
[01:35.76] Faz qualquer mal se curar
[01:38.99] Cumê, cagá, vivê, fumá
[01:40.77] São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar
[00:40.19] Trazendo na sua sacola um saco de Maria Tonteira
[00:42.42] E a mulecada avisou a rua inteira
[00:44.00] Vem correndo que a feira já está pra começar
[00:45.83] Mas olha as nuvens esse tempo não ajuda
[00:47.54] Pelo menos as minhas mudas eu já sei que vão brotar
[00:49.34] Dizia a Nêga quando vieram os soldados
[00:51.16] Se dizendo avisados e começaram a atirar
[00:55.95] Pois foi Antônio, filho de José Pereira,
[00:57.16] Que no meio da bagaceira olhou pro céu e a rezar
[00:59.11] Pediu pra Santo Antônio, São Pedro ou Padim Cícero
[01:01.00] Ou pros filhos do Caniço que viessem ajudar
[01:04.14] Foi no pipoco do trovão
[01:05.85] Que se armou a confusão e ninguém pôde acreditar
[01:10.11] Que aquilo fosse verdade, foi por toda a cidade
[01:12.23] Cresceu em todo lugar
[01:15.28] Na igreja das alturas, barzinho, prefeitura
[01:17.18] No engenho de rapadura nasceu mato de fumá
[01:20.77] E foi com a santa Malícia Que driblou-se a polícia
[01:22.79] E fez a guerra acabar
[01:24.02] Fumê, fumá
[01:25.00] Não é flor de intestino é um matinho nordestino
[01:26.44] Que a senhora vai queimar
[01:29.18] Faz um bem pra diarreia para o véio e para a véia
[01:31.08] Faz o morto suspirar
[01:34.11] Faz um bem para as artrites, febre ou conjuntivite
[01:35.76] Faz qualquer mal se curar
[01:38.99] Cumê, cagá, vivê, fumá
[01:40.77] São as leis da natureza e ninguém vai poder mudar