Terra Roxa
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⏱️ 3:37 duration
🆔 ID: 29910485
📜 Lyrics
Um granfino num carro de luxo
Parou em frente de um restaurante
Faz favor de trocar mil cruzeiros
Afobado ele disse para o negociante
Me desculpe que eu não tenho troco
Mas aí tem freguês importante
O granfino foi de mesa em mesa
E por uma delas passou por diante
Por ver um preto que estava almoçando
Num traje esquisito, num tipo de andante
Sei dizer que o tal mil cruzeiro
Ali era dinheiro pra aqueles viajante, ai, ai
Negociante falou pro granfino
Esse preto eu já vi tem trocado
O granfino sorriu com desprezo
O senhor não tá vendo que é um pobre coitado?
Com a roupa toda amarrotada
E um jeito de muito acanhado
Se esse cara for alguém na vida
Então eu serei presidente do estado
Desse mato aí não sai coelho
E para o senhor fico muito obrigado
Perguntar se este preto tem troco
É deixar o caboclo muito envergonhado, ai, ai
Nisso o preto que ouviu a conversa
Chamou o moço com modo educado
Arrancou da guaiaca um pacote
Com mais de umas cem cor de abóbora embolado
Uma a uma jogou sobre a mesa
Me desculpe não lhe ter trocado
O granfino sorriu amarelo
Na certa o senhor deve ser deputado
Pela cor vermelha dessas notas
Parece dinheiro que estava enterrado
Disso o preto, não regale o olho
É apenas o rastolho do que eu tenho empatado, ai, ai
Essas notas vermelha de terra
É de terra pura massapé
Foi aonde eu plantei há sete anos
Duzentos e oitenta mil pés de café
Essa terra que a água não lava
Que sustenta o Brasil de pé
Vancê' tando montado nos cobre
Nunca falta amigo e algumas mulher
É com elas que nós importamos
Os tais Cadilac, Ford e Chevrolet
Pra depois os mocinhos granfinos
Andar se exibindo que nem coronel, ai, ai
O granfino pediu mil desculpas
Rematou meio desenchavido
Gostaria de arriscar a sorte
Onde está esse imenso tesouro escondido?
Isso é fácil, respondeu o preto
Se na enxada tu for sacudido
Terra lá é a peso de ouro
E o seu futuro estará garantido
Essa terra é abençoada por Deus
Não é propaganda, lá não fui nascido
É no Estado do Paraná
Aonde que está meu ranchinho querido, ai, ai
Parou em frente de um restaurante
Faz favor de trocar mil cruzeiros
Afobado ele disse para o negociante
Me desculpe que eu não tenho troco
Mas aí tem freguês importante
O granfino foi de mesa em mesa
E por uma delas passou por diante
Por ver um preto que estava almoçando
Num traje esquisito, num tipo de andante
Sei dizer que o tal mil cruzeiro
Ali era dinheiro pra aqueles viajante, ai, ai
Negociante falou pro granfino
Esse preto eu já vi tem trocado
O granfino sorriu com desprezo
O senhor não tá vendo que é um pobre coitado?
Com a roupa toda amarrotada
E um jeito de muito acanhado
Se esse cara for alguém na vida
Então eu serei presidente do estado
Desse mato aí não sai coelho
E para o senhor fico muito obrigado
Perguntar se este preto tem troco
É deixar o caboclo muito envergonhado, ai, ai
Nisso o preto que ouviu a conversa
Chamou o moço com modo educado
Arrancou da guaiaca um pacote
Com mais de umas cem cor de abóbora embolado
Uma a uma jogou sobre a mesa
Me desculpe não lhe ter trocado
O granfino sorriu amarelo
Na certa o senhor deve ser deputado
Pela cor vermelha dessas notas
Parece dinheiro que estava enterrado
Disso o preto, não regale o olho
É apenas o rastolho do que eu tenho empatado, ai, ai
Essas notas vermelha de terra
É de terra pura massapé
Foi aonde eu plantei há sete anos
Duzentos e oitenta mil pés de café
Essa terra que a água não lava
Que sustenta o Brasil de pé
Vancê' tando montado nos cobre
Nunca falta amigo e algumas mulher
É com elas que nós importamos
Os tais Cadilac, Ford e Chevrolet
Pra depois os mocinhos granfinos
Andar se exibindo que nem coronel, ai, ai
O granfino pediu mil desculpas
Rematou meio desenchavido
Gostaria de arriscar a sorte
Onde está esse imenso tesouro escondido?
Isso é fácil, respondeu o preto
Se na enxada tu for sacudido
Terra lá é a peso de ouro
E o seu futuro estará garantido
Essa terra é abençoada por Deus
Não é propaganda, lá não fui nascido
É no Estado do Paraná
Aonde que está meu ranchinho querido, ai, ai
⏱️ Synced Lyrics
[00:05.55] Um granfino num carro de luxo
[00:08.75] Parou em frente de um restaurante
[00:12.15] Faz favor de trocar mil cruzeiros
[00:14.28] Afobado ele disse para o negociante
[00:17.62] Me desculpe que eu não tenho troco
[00:20.62] Mas aí tem freguês importante
[00:23.63] O granfino foi de mesa em mesa
[00:26.08] E por uma delas passou por diante
[00:29.33] Por ver um preto que estava almoçando
[00:31.70] Num traje esquisito, num tipo de andante
[00:35.23] Sei dizer que o tal mil cruzeiro
[00:37.54] Ali era dinheiro pra aqueles viajante, ai, ai
[00:46.48] Negociante falou pro granfino
[00:49.87] Esse preto eu já vi tem trocado
[00:53.25] O granfino sorriu com desprezo
[00:55.59] O senhor não tá vendo que é um pobre coitado?
[00:59.33] Com a roupa toda amarrotada
[01:02.27] E um jeito de muito acanhado
[01:05.06] Se esse cara for alguém na vida
[01:07.65] Então eu serei presidente do estado
[01:11.03] Desse mato aí não sai coelho
[01:13.25] E para o senhor fico muito obrigado
[01:16.94] Perguntar se este preto tem troco
[01:19.10] É deixar o caboclo muito envergonhado, ai, ai
[01:28.16] Nisso o preto que ouviu a conversa
[01:31.67] Chamou o moço com modo educado
[01:35.01] Arrancou da guaiaca um pacote
[01:37.58] Com mais de umas cem cor de abóbora embolado
[01:41.15] Uma a uma jogou sobre a mesa
[01:43.81] Me desculpe não lhe ter trocado
[01:47.13] O granfino sorriu amarelo
[01:49.51] Na certa o senhor deve ser deputado
[01:52.87] Pela cor vermelha dessas notas
[01:55.29] Parece dinheiro que estava enterrado
[01:58.79] Disso o preto, não regale o olho
[02:00.89] É apenas o rastolho do que eu tenho empatado, ai, ai
[02:10.32] Essas notas vermelha de terra
[02:13.73] É de terra pura massapé
[02:16.99] Foi aonde eu plantei há sete anos
[02:19.55] Duzentos e oitenta mil pés de café
[02:22.84] Essa terra que a água não lava
[02:26.00] Que sustenta o Brasil de pé
[02:28.99] Vancê' tando montado nos cobre
[02:31.32] Nunca falta amigo e algumas mulher
[02:34.49] É com elas que nós importamos
[02:36.95] Os tais Cadilac, Ford e Chevrolet
[02:40.43] Pra depois os mocinhos granfinos
[02:43.11] Andar se exibindo que nem coronel, ai, ai
[02:51.82] O granfino pediu mil desculpas
[02:55.19] Rematou meio desenchavido
[02:58.57] Gostaria de arriscar a sorte
[03:00.75] Onde está esse imenso tesouro escondido?
[03:04.44] Isso é fácil, respondeu o preto
[03:07.21] Se na enxada tu for sacudido
[03:10.45] Terra lá é a peso de ouro
[03:12.60] E o seu futuro estará garantido
[03:15.98] Essa terra é abençoada por Deus
[03:18.56] Não é propaganda, lá não fui nascido
[03:21.98] É no Estado do Paraná
[03:24.94] Aonde que está meu ranchinho querido, ai, ai
[03:33.08]
[00:08.75] Parou em frente de um restaurante
[00:12.15] Faz favor de trocar mil cruzeiros
[00:14.28] Afobado ele disse para o negociante
[00:17.62] Me desculpe que eu não tenho troco
[00:20.62] Mas aí tem freguês importante
[00:23.63] O granfino foi de mesa em mesa
[00:26.08] E por uma delas passou por diante
[00:29.33] Por ver um preto que estava almoçando
[00:31.70] Num traje esquisito, num tipo de andante
[00:35.23] Sei dizer que o tal mil cruzeiro
[00:37.54] Ali era dinheiro pra aqueles viajante, ai, ai
[00:46.48] Negociante falou pro granfino
[00:49.87] Esse preto eu já vi tem trocado
[00:53.25] O granfino sorriu com desprezo
[00:55.59] O senhor não tá vendo que é um pobre coitado?
[00:59.33] Com a roupa toda amarrotada
[01:02.27] E um jeito de muito acanhado
[01:05.06] Se esse cara for alguém na vida
[01:07.65] Então eu serei presidente do estado
[01:11.03] Desse mato aí não sai coelho
[01:13.25] E para o senhor fico muito obrigado
[01:16.94] Perguntar se este preto tem troco
[01:19.10] É deixar o caboclo muito envergonhado, ai, ai
[01:28.16] Nisso o preto que ouviu a conversa
[01:31.67] Chamou o moço com modo educado
[01:35.01] Arrancou da guaiaca um pacote
[01:37.58] Com mais de umas cem cor de abóbora embolado
[01:41.15] Uma a uma jogou sobre a mesa
[01:43.81] Me desculpe não lhe ter trocado
[01:47.13] O granfino sorriu amarelo
[01:49.51] Na certa o senhor deve ser deputado
[01:52.87] Pela cor vermelha dessas notas
[01:55.29] Parece dinheiro que estava enterrado
[01:58.79] Disso o preto, não regale o olho
[02:00.89] É apenas o rastolho do que eu tenho empatado, ai, ai
[02:10.32] Essas notas vermelha de terra
[02:13.73] É de terra pura massapé
[02:16.99] Foi aonde eu plantei há sete anos
[02:19.55] Duzentos e oitenta mil pés de café
[02:22.84] Essa terra que a água não lava
[02:26.00] Que sustenta o Brasil de pé
[02:28.99] Vancê' tando montado nos cobre
[02:31.32] Nunca falta amigo e algumas mulher
[02:34.49] É com elas que nós importamos
[02:36.95] Os tais Cadilac, Ford e Chevrolet
[02:40.43] Pra depois os mocinhos granfinos
[02:43.11] Andar se exibindo que nem coronel, ai, ai
[02:51.82] O granfino pediu mil desculpas
[02:55.19] Rematou meio desenchavido
[02:58.57] Gostaria de arriscar a sorte
[03:00.75] Onde está esse imenso tesouro escondido?
[03:04.44] Isso é fácil, respondeu o preto
[03:07.21] Se na enxada tu for sacudido
[03:10.45] Terra lá é a peso de ouro
[03:12.60] E o seu futuro estará garantido
[03:15.98] Essa terra é abençoada por Deus
[03:18.56] Não é propaganda, lá não fui nascido
[03:21.98] É no Estado do Paraná
[03:24.94] Aonde que está meu ranchinho querido, ai, ai
[03:33.08]