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Vai Passar

👤 Chico Buarque 🎼 Pure Brazil II - Feijoada ⏱️ 6:12
🎵 3002 characters
⏱️ 6:12 duration
🆔 ID: 30151946

📜 Lyrics

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações

Dormia
A nossa pátria-mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais

E um dia afinal
Tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval

O carnaval, o carnaval (Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do Boulevard

Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai que vida boa, ô lerê
Ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar

Ai que vida boa, ô lerê
Ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

No tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações

Dormia
A nossa pátria-mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais

E um dia afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval

O carnaval, o carnaval (Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do Boulevard

Meus Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai que vida boa, ô lêrê
Ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar

Ai que vida boa, ô lêrê
Ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

No tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações

Dormia
A nossa pátria-mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais

E um dia afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval

O carnaval, o carnaval (Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do Boulevard

Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

⏱️ Synced Lyrics

[00:15.33] Vai passar
[00:17.27] Nessa avenida um samba popular
[00:22.46] Cada paralelepípedo da velha cidade
[00:25.55] Essa noite vai se arrepiar
[00:29.83] Ao lembrar
[00:32.35] Que aqui passaram sambas imortais
[00:35.55] Que aqui sangraram pelos nossos pés
[00:39.10] Que aqui sambaram nossos ancestrais
[00:44.76] Num tempo
[00:46.77] Página infeliz da nossa história
[00:50.11] Passagem desbotada na memória
[00:53.98] Das nossas novas gerações
[00:57.15] Dormia
[00:59.21] A nossa pátria-mãe tão distraída
[01:02.93] Sem perceber que era subtraída
[01:06.72] Em tenebrosas transações
[01:10.07] Seus filhos
[01:12.39] Erravam cegos pelo continente
[01:15.89] Levavam pedras feito penitentes
[01:19.49] Erguendo estranhas catedrais
[01:22.72] E um dia afinal
[01:25.23] Tinham o direito a uma alegria fugaz
[01:28.68] Uma ofegante epidemia
[01:32.35] Que se chamava carnaval
[01:34.24] O carnaval, o carnaval (Vai passar)
[01:38.00] Palmas pra ala dos barões famintos
[01:41.49] O bloco dos napoleões retintos
[01:45.32] E os pigmeus do Boulevard
[01:48.38] Meu Deus, vem olhar
[01:51.15] Vem ver de perto uma cidade a cantar
[01:54.62] A evolução da liberdade
[01:58.21] Até o dia clarear
[02:01.12] Ai que vida boa, ô lerê
[02:02.89] Ai que vida boa, ô lará
[02:04.77] O estandarte do sanatório geral vai passar
[02:08.25] Ai que vida boa, ô lerê
[02:10.04] Ai que vida boa, ô lará
[02:11.81] O estandarte do sanatório geral
[02:14.25] Vai passar
[02:15.61] Vai passar
[02:17.99] Nessa avenida um samba popular
[02:23.36] Cada paralelepípedo da velha cidade
[02:26.38] Essa noite vai se arrepiar
[02:31.54] Ao lembrar
[02:32.88] Que aqui passaram sambas imortais
[02:36.22] Que aqui sangraram pelos nossos pés
[02:40.05] Que aqui sambaram nossos ancestrais
[02:45.76] No tempo
[02:47.31] Página infeliz da nossa história
[02:50.95] Passagem desbotada na memória
[02:54.75] Das nossas novas gerações
[02:58.03] Dormia
[03:00.28] A nossa pátria-mãe tão distraída
[03:03.74] Sem perceber que era subtraída
[03:07.59] Em tenebrosas transações
[03:10.62] Seus filhos
[03:12.94] Erravam cegos pelo continente
[03:16.68] Levavam pedras feito penitentes
[03:20.45] Erguendo estranhas catedrais
[03:23.43] E um dia afinal
[03:25.63] Tinham direito a uma alegria fugaz
[03:29.68] Uma ofegante epidemia
[03:32.95] Que se chamava carnaval
[03:34.85] O carnaval, o carnaval (Vai passar)
[03:38.67] Palmas pra ala dos barões famintos
[03:42.12] O bloco dos napoleões retintos
[03:45.41] E os pigmeus do Boulevard
[03:48.91] Meus Deus, vem olhar
[03:51.34] Vem ver de perto uma cidade a cantar
[03:55.76] A evolução da liberdade
[03:59.42] Até o dia clarear
[04:01.32] Ai que vida boa, ô lêrê
[04:03.23] Ai que vida boa, ô lará
[04:05.11] O estandarte do sanatório geral vai passar
[04:08.67] Ai que vida boa, ô lêrê
[04:10.12] Ai que vida boa, ô lará
[04:12.73] O estandarte do sanatório geral
[04:14.63] Vai passar
[04:15.98] Vai passar
[04:18.15] Nessa avenida um samba popular
[04:23.39] Cada paralelepípedo da velha cidade
[04:27.55] Essa noite vai se arrepiar
[04:29.29] Ao lembrar
[04:32.77] Que aqui passaram sambas imortais
[04:36.38] Que aqui sangraram pelos nossos pés
[04:40.08] Que aqui sambaram nossos ancestrais
[04:45.00] No tempo
[04:47.23] Página infeliz da nossa história
[04:51.17] Passagem desbotada na memória
[04:54.86] Das nossas novas gerações
[04:57.97] Dormia
[05:00.02] A nossa pátria-mãe tão distraída
[05:03.64] Sem perceber que era subtraída
[05:07.12] Em tenebrosas transações
[05:10.97] Seus filhos
[05:12.81] Erravam cegos pelo continente
[05:16.05] Levavam pedras feito penitentes
[05:19.98] Erguendo estranhas catedrais
[05:23.53] E um dia afinal
[05:25.39] Tinham direito a uma alegria fugaz
[05:29.05] Uma ofegante epidemia
[05:32.66] Que se chamava carnaval
[05:34.61] O carnaval, o carnaval (Vai passar)
[05:38.18] Palmas pra ala dos barões famintos
[05:41.97] O bloco dos napoleões retintos
[05:45.89] E os pigmeus do Boulevard
[05:48.51] Meu Deus, vem olhar
[05:51.00] Vem ver de perto uma cidade a cantar
[05:54.92] A evolução da liberdade
[05:58.49] Até o dia clarear
[06:01.86]

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