03 Fado do Campo Grande
🎵 1351 characters
⏱️ 5:11 duration
🆔 ID: 30261764
📜 Lyrics
A minha velha casa,
por mais que eu sofra e ande,
é sempre um golpe de asa,
varrendo um Campo Grande.
Aqui no meu pais,
por mais que a minha ausência doa,
é que eu sei que a raiz de mim
está em Lisboa.
A minha velha casa
resiste no meu corpo,
e arde como brasa
dum corpo nunca morto.
À minha velha casa
eu regresso à procura
das origens da ternura,
onde o meu ser perdura.
Amiga amante, amor distante.
Lisboa é perto, e não bastante.
Amor calado, amor avante,
que faz do tempo apenas um instante.
Amor dorido, amor magoado
e que me doí no fado.
Amor magoado, amor sentido,
mas jamais cansado.
Amor vivido é o amor amado.
Um braço é a tristeza,
o outro é a saudade,
e as minhas mãos abertas
são chão da liberdade.
A casa a que eu pertenço,
viagem para à minha infância,
é o espaço em que eu venço
e o tempo da distância.
E volto à minha casa,
porque a esperança resiste
a tudo quanto arrasa
um homem que for triste.
Lisboa não se cala,
e quando fala
é minha chama,
meu castelo, minha Alfama,
minha pátria, minha cama.
Amiga amante, amor distante.
Lisboa é perto, e não bastante.
Amor calado, amor avante,
que faz do tempo apenas um instante.
Amor dorido, amor magoado
e que me doí no fado.
Amor magoado, amor sentido,
mas jamais cansado.
Amor vivido é o amor amado.
Ai, Lisboa, como eu quero,
é por ti que eu desespero.
por mais que eu sofra e ande,
é sempre um golpe de asa,
varrendo um Campo Grande.
Aqui no meu pais,
por mais que a minha ausência doa,
é que eu sei que a raiz de mim
está em Lisboa.
A minha velha casa
resiste no meu corpo,
e arde como brasa
dum corpo nunca morto.
À minha velha casa
eu regresso à procura
das origens da ternura,
onde o meu ser perdura.
Amiga amante, amor distante.
Lisboa é perto, e não bastante.
Amor calado, amor avante,
que faz do tempo apenas um instante.
Amor dorido, amor magoado
e que me doí no fado.
Amor magoado, amor sentido,
mas jamais cansado.
Amor vivido é o amor amado.
Um braço é a tristeza,
o outro é a saudade,
e as minhas mãos abertas
são chão da liberdade.
A casa a que eu pertenço,
viagem para à minha infância,
é o espaço em que eu venço
e o tempo da distância.
E volto à minha casa,
porque a esperança resiste
a tudo quanto arrasa
um homem que for triste.
Lisboa não se cala,
e quando fala
é minha chama,
meu castelo, minha Alfama,
minha pátria, minha cama.
Amiga amante, amor distante.
Lisboa é perto, e não bastante.
Amor calado, amor avante,
que faz do tempo apenas um instante.
Amor dorido, amor magoado
e que me doí no fado.
Amor magoado, amor sentido,
mas jamais cansado.
Amor vivido é o amor amado.
Ai, Lisboa, como eu quero,
é por ti que eu desespero.
⏱️ Synced Lyrics
[00:37.80] A minha velha casa,
[00:40.17] Por mais que eu sofra e ande,
[00:44.97] é sempre um golpe de asa,
[00:48.54] Varrendo um Campo Grande.
[00:53.94] Aqui no meu pais,
[00:56.44] Por mais que a minha ausência doa,
[01:01.33] é que eu sei que a raiz de mim
[01:05.58] Está em Lisboa.
[01:11.49] A minha velha casa
[01:14.40] Resiste no meu corpo,
[01:18.55] E arde como brasa
[01:21.91] Dum corpo nunca morto.
[01:27.67] À minha velha casa
[01:29.97] Eu regresso à procura
[01:35.28] Das origens da ternura,
[01:38.98] Onde o meu ser perdura.
[01:45.73] Amiga amante, amor distante.
[01:48.40] Lisboa é perto, e não bastante.
[01:51.34] Amor calado, amor avante,
[01:53.71] Que faz do tempo apenas um instante.
[01:57.13] Amor dorido, amor magoado
[01:59.93] E que me doí no fado.
[02:04.95] Amor magoado, amor sentido,
[02:09.35] Mas jamais cansado.
[02:11.31] Amor vivido é o amor amado.
[02:50.76] Um braço é a tristeza,
[02:54.89] O outro é a saudade,
[02:58.86] E as minhas mãos abertas
[03:02.29] São chão da liberdade.
[03:07.38] A casa a que eu pertenço,
[03:10.55] Viagem para à minha infância,
[03:14.98] é o espaço em que eu venço
[03:19.94] E o tempo da distância.
[03:25.03] E volto à minha casa,
[03:28.62] Porque a esperança resiste
[03:32.49] A tudo quanto arrasa
[03:35.47] Um homem que for triste.
[03:40.95] Lisboa não se cala,
[03:43.86] E quando fala
[03:45.86] é minha chama,
[03:48.15] Meu castelo, minha Alfama,
[03:52.60] Minha pátria, minha cama.
[03:58.76] Amiga amante, amor distante.
[04:01.71] Lisboa é perto, e não bastante.
[04:04.77] Amor calado, amor avante,
[04:07.14] Que faz do tempo apenas um instante.
[04:10.19] Amor dorido, amor magoado
[04:12.91] E que me doí no fado.
[04:18.15] Amor magoado, amor sentido,
[04:22.63] Mas jamais cansado.
[04:24.21] Amor vivido é o amor amado.
[04:56.06] Ai, Lisboa, como eu quero,
[04:59.46] é por ti que eu desespero.
[05:05.26]
[00:40.17] Por mais que eu sofra e ande,
[00:44.97] é sempre um golpe de asa,
[00:48.54] Varrendo um Campo Grande.
[00:53.94] Aqui no meu pais,
[00:56.44] Por mais que a minha ausência doa,
[01:01.33] é que eu sei que a raiz de mim
[01:05.58] Está em Lisboa.
[01:11.49] A minha velha casa
[01:14.40] Resiste no meu corpo,
[01:18.55] E arde como brasa
[01:21.91] Dum corpo nunca morto.
[01:27.67] À minha velha casa
[01:29.97] Eu regresso à procura
[01:35.28] Das origens da ternura,
[01:38.98] Onde o meu ser perdura.
[01:45.73] Amiga amante, amor distante.
[01:48.40] Lisboa é perto, e não bastante.
[01:51.34] Amor calado, amor avante,
[01:53.71] Que faz do tempo apenas um instante.
[01:57.13] Amor dorido, amor magoado
[01:59.93] E que me doí no fado.
[02:04.95] Amor magoado, amor sentido,
[02:09.35] Mas jamais cansado.
[02:11.31] Amor vivido é o amor amado.
[02:50.76] Um braço é a tristeza,
[02:54.89] O outro é a saudade,
[02:58.86] E as minhas mãos abertas
[03:02.29] São chão da liberdade.
[03:07.38] A casa a que eu pertenço,
[03:10.55] Viagem para à minha infância,
[03:14.98] é o espaço em que eu venço
[03:19.94] E o tempo da distância.
[03:25.03] E volto à minha casa,
[03:28.62] Porque a esperança resiste
[03:32.49] A tudo quanto arrasa
[03:35.47] Um homem que for triste.
[03:40.95] Lisboa não se cala,
[03:43.86] E quando fala
[03:45.86] é minha chama,
[03:48.15] Meu castelo, minha Alfama,
[03:52.60] Minha pátria, minha cama.
[03:58.76] Amiga amante, amor distante.
[04:01.71] Lisboa é perto, e não bastante.
[04:04.77] Amor calado, amor avante,
[04:07.14] Que faz do tempo apenas um instante.
[04:10.19] Amor dorido, amor magoado
[04:12.91] E que me doí no fado.
[04:18.15] Amor magoado, amor sentido,
[04:22.63] Mas jamais cansado.
[04:24.21] Amor vivido é o amor amado.
[04:56.06] Ai, Lisboa, como eu quero,
[04:59.46] é por ti que eu desespero.
[05:05.26]