Sebastiana Pisa Nesse Café
🎵 1735 characters
⏱️ 3:20 duration
🆔 ID: 32559012
📜 Lyrics
Era tempo de colheita
Preto que tirava o grão
Pra botar no seu terreiro
No tempo da escravidão
Pra moer tem que bater
E o branco que bate mais
Moeu a pele do preto
Pra dizer que sabe mais
Sebastiana era sinhá
Sinhá do açúcar e café
Sempre foi desvenerada
Pelo o fato de ser mulher
Mas a luta que ela tinha
Era pra defender o manto
Pra dizer que o café
É pro preto e é pro branco
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Primeira máquina de café
Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
Primeira máquina de café
Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Breves veio a falência dentro dos canaviais
Deixou terra de herança pro preto do cafezais
Herança que vem de boca pra nação explorada
Mas tudo que faz de boca pro preto não vale nada
A história era bonita, mas a memória não falha
Do senhor era promessa o estado não tem palavra
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
O café e o açúcar sempre foi o que valia
Um preto e outro branco eles não se destinguia
Mas veio colonizar
A consciência vazia
O sangue que era igual, mas a cor que se dividia
Sebastiana néra sinhá
Nem do açúcar e do café
Falou muito no silêncio
Acreditou mesmo sem fé
Que a história ia mudar
Porque estava de pé
Surgiram Sebastianas pisando nesse café
Morre Dona Sebastiana
Mas não morre a raíz que ela plantou
Filha de terra esquecida, neta de mãe escravizada
Teve o sonho interditado pela a pátria amada
E armada
Na ilha que viu seu parto a justiça ficou de olhos fechados
Até logo
Pisa nesse café
Eu não fui a primeira e não vou ser a última
Até logo meu filho
Preto que tirava o grão
Pra botar no seu terreiro
No tempo da escravidão
Pra moer tem que bater
E o branco que bate mais
Moeu a pele do preto
Pra dizer que sabe mais
Sebastiana era sinhá
Sinhá do açúcar e café
Sempre foi desvenerada
Pelo o fato de ser mulher
Mas a luta que ela tinha
Era pra defender o manto
Pra dizer que o café
É pro preto e é pro branco
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Primeira máquina de café
Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
Primeira máquina de café
Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Breves veio a falência dentro dos canaviais
Deixou terra de herança pro preto do cafezais
Herança que vem de boca pra nação explorada
Mas tudo que faz de boca pro preto não vale nada
A história era bonita, mas a memória não falha
Do senhor era promessa o estado não tem palavra
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
Sebastiana pisa nesse café
O café e o açúcar sempre foi o que valia
Um preto e outro branco eles não se destinguia
Mas veio colonizar
A consciência vazia
O sangue que era igual, mas a cor que se dividia
Sebastiana néra sinhá
Nem do açúcar e do café
Falou muito no silêncio
Acreditou mesmo sem fé
Que a história ia mudar
Porque estava de pé
Surgiram Sebastianas pisando nesse café
Morre Dona Sebastiana
Mas não morre a raíz que ela plantou
Filha de terra esquecida, neta de mãe escravizada
Teve o sonho interditado pela a pátria amada
E armada
Na ilha que viu seu parto a justiça ficou de olhos fechados
Até logo
Pisa nesse café
Eu não fui a primeira e não vou ser a última
Até logo meu filho
⏱️ Synced Lyrics
[00:00.25] Era tempo de colheita
[00:03.68] Preto que tirava o grão
[00:07.84] Pra botar no seu terreiro
[00:11.73] No tempo da escravidão
[00:15.83] Pra moer tem que bater
[00:17.88] E o branco que bate mais
[00:19.77] Moeu a pele do preto
[00:21.94] Pra dizer que sabe mais
[00:23.56] Sebastiana era sinhá
[00:25.55] Sinhá do açúcar e café
[00:27.94] Sempre foi desvenerada
[00:29.60] Pelo o fato de ser mulher
[00:32.06] Mas a luta que ela tinha
[00:33.71] Era pra defender o manto
[00:36.17] Pra dizer que o café
[00:38.13] É pro preto e é pro branco
[00:40.78] Sebastiana pisa nesse café
[00:44.61] Sebastiana pisa nesse café
[00:47.94] Primeira máquina de café
[00:52.73] Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
[00:57.81] Primeira máquina de café
[01:00.67] Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
[01:04.56] Sebastiana pisa nesse café
[01:08.65] Sebastiana pisa nesse café
[01:12.81] Breves veio a falência dentro dos canaviais
[01:16.88] Deixou terra de herança pro preto do cafezais
[01:20.72] Herança que vem de boca pra nação explorada
[01:24.99] Mas tudo que faz de boca pro preto não vale nada
[01:28.83] A história era bonita, mas a memória não falha
[01:33.02] Do senhor era promessa o estado não tem palavra
[01:36.58] Sebastiana pisa nesse café
[01:40.60] Sebastiana pisa nesse café
[01:44.81] Sebastiana pisa nesse café
[01:48.61] Sebastiana pisa nesse café
[01:51.92] O café e o açúcar sempre foi o que valia
[01:55.82] Um preto e outro branco eles não se destinguia
[01:59.91] Mas veio colonizar
[02:01.90] A consciência vazia
[02:04.06] O sangue que era igual, mas a cor que se dividia
[02:07.56] Sebastiana néra sinhá
[02:11.64] Nem do açúcar e do café
[02:15.81] Falou muito no silêncio
[02:19.57] Acreditou mesmo sem fé
[02:23.51] Que a história ia mudar
[02:28.02] Porque estava de pé
[02:31.84] Surgiram Sebastianas pisando nesse café
[02:43.04] Morre Dona Sebastiana
[02:45.52] Mas não morre a raíz que ela plantou
[02:48.55] Filha de terra esquecida, neta de mãe escravizada
[02:52.98] Teve o sonho interditado pela a pátria amada
[02:57.53] E armada
[03:00.07] Na ilha que viu seu parto a justiça ficou de olhos fechados
[03:07.85] Até logo
[03:08.80] Pisa nesse café
[03:14.02] Eu não fui a primeira e não vou ser a última
[03:17.16] Até logo meu filho
[03:19.07]
[00:03.68] Preto que tirava o grão
[00:07.84] Pra botar no seu terreiro
[00:11.73] No tempo da escravidão
[00:15.83] Pra moer tem que bater
[00:17.88] E o branco que bate mais
[00:19.77] Moeu a pele do preto
[00:21.94] Pra dizer que sabe mais
[00:23.56] Sebastiana era sinhá
[00:25.55] Sinhá do açúcar e café
[00:27.94] Sempre foi desvenerada
[00:29.60] Pelo o fato de ser mulher
[00:32.06] Mas a luta que ela tinha
[00:33.71] Era pra defender o manto
[00:36.17] Pra dizer que o café
[00:38.13] É pro preto e é pro branco
[00:40.78] Sebastiana pisa nesse café
[00:44.61] Sebastiana pisa nesse café
[00:47.94] Primeira máquina de café
[00:52.73] Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
[00:57.81] Primeira máquina de café
[01:00.67] Foi o negro escravizado na fazendo de sinhô
[01:04.56] Sebastiana pisa nesse café
[01:08.65] Sebastiana pisa nesse café
[01:12.81] Breves veio a falência dentro dos canaviais
[01:16.88] Deixou terra de herança pro preto do cafezais
[01:20.72] Herança que vem de boca pra nação explorada
[01:24.99] Mas tudo que faz de boca pro preto não vale nada
[01:28.83] A história era bonita, mas a memória não falha
[01:33.02] Do senhor era promessa o estado não tem palavra
[01:36.58] Sebastiana pisa nesse café
[01:40.60] Sebastiana pisa nesse café
[01:44.81] Sebastiana pisa nesse café
[01:48.61] Sebastiana pisa nesse café
[01:51.92] O café e o açúcar sempre foi o que valia
[01:55.82] Um preto e outro branco eles não se destinguia
[01:59.91] Mas veio colonizar
[02:01.90] A consciência vazia
[02:04.06] O sangue que era igual, mas a cor que se dividia
[02:07.56] Sebastiana néra sinhá
[02:11.64] Nem do açúcar e do café
[02:15.81] Falou muito no silêncio
[02:19.57] Acreditou mesmo sem fé
[02:23.51] Que a história ia mudar
[02:28.02] Porque estava de pé
[02:31.84] Surgiram Sebastianas pisando nesse café
[02:43.04] Morre Dona Sebastiana
[02:45.52] Mas não morre a raíz que ela plantou
[02:48.55] Filha de terra esquecida, neta de mãe escravizada
[02:52.98] Teve o sonho interditado pela a pátria amada
[02:57.53] E armada
[03:00.07] Na ilha que viu seu parto a justiça ficou de olhos fechados
[03:07.85] Até logo
[03:08.80] Pisa nesse café
[03:14.02] Eu não fui a primeira e não vou ser a última
[03:17.16] Até logo meu filho
[03:19.07]