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Olhares Sem Destino

👤 Zé Ramalho 🎼 Opus Visionário ⏱️ 3:34
🎵 1291 characters
⏱️ 3:34 duration
🆔 ID: 6241960

📜 Lyrics

Observo olhares sem destino
Perfurando ovários estrelares
Entretanto vacilam se buscares
Tua régua de olho cristalino
No cabelo só passa o pente fino
Na retina só vejo se olhar
No gameta desprendo meu colar
Na costela da perna de um adão
Nos olhares das penas de um pavão
Hipnóticos ao enfeitiçar
A revolta de toda a natureza
Mediante a matança de seus bichos
Através dos grudentos carrapichos
Toda praga que vem é com certeza
O silêncio que paira na pobreza
É capaz desse mundo acordar
Para um louco que vive a meditar
No dragão que matou a mocidade
Um herói que morreu pela metade
Se viveu não tem forças pra contar
Mas a vida me leva pela noite
Até o vento se cala a cotovia
Uma ponte até o outro dia
Um cangaço que pede um açoite
Que ninguém me convide que pernoite
Nos confins das crateras poluídas
Tenho várias couraças destemidas
E brasões de metais incandescentes
Tenho rio, riachos e correntes
Tenho chamas e são embevecidas

A revolta de toda a natureza
Mediante a matança de seus bichos
Através dos grudentos carrapichos
Toda praga que vem é com certeza
O silêncio que paira na pobreza
É capaz desse mundo acordar
Para um louco que vive a meditar
No dragão que matou a mocidade
Um herói que morreu pela metade
Se viveu não tem forças pra contar

⏱️ Synced Lyrics

[00:32.50] Observo olhares sem destino
[00:34.58] Perfurando ovários estrelares
[00:36.97] Entretanto vacilam se buscares
[00:39.18] Tua régua de olho cristalino
[00:41.64] No cabelo só passa o pente fino
[00:43.78] Na retina só vejo se olhar
[00:45.92] No gameta desprendo meu colar
[00:48.45] Na costela da perna de um adão
[00:50.86] Nos olhares das penas de um pavão
[00:53.21] Hipnóticos ao enfeitiçar
[01:07.56] A revolta de toda a natureza
[01:09.55] Mediante a matança de seus bichos
[01:12.03] Através dos grudentos carrapichos
[01:14.28] Toda praga que vem é com certeza
[01:16.64] O silêncio que paira na pobreza
[01:18.89] É capaz desse mundo acordar
[01:21.22] Para um louco que vive a meditar
[01:23.54] No dragão que matou a mocidade
[01:25.98] Um herói que morreu pela metade
[01:28.25] Se viveu não tem forças pra contar
[01:42.83] Mas a vida me leva pela noite
[01:44.73] Até o vento se cala a cotovia
[01:47.08] Uma ponte até o outro dia
[01:49.35] Um cangaço que pede um açoite
[01:51.85] Que ninguém me convide que pernoite
[01:54.07] Nos confins das crateras poluídas
[01:56.32] Tenho várias couraças destemidas
[01:58.71] E brasões de metais incandescentes
[02:01.01] Tenho rio, riachos e correntes
[02:03.44] Tenho chamas e são embevecidas
[02:40.47] A revolta de toda a natureza
[02:42.22] Mediante a matança de seus bichos
[02:44.52] Através dos grudentos carrapichos
[02:46.83] Toda praga que vem é com certeza
[02:49.31] O silêncio que paira na pobreza
[02:51.47] É capaz desse mundo acordar
[02:53.82] Para um louco que vive a meditar
[02:56.13] No dragão que matou a mocidade
[02:58.53] Um herói que morreu pela metade
[03:00.88] Se viveu não tem forças pra contar
[03:32.05]

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