Quatro Quadras Soltas
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⏱️ 4:02 duration
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📜 Lyrics
Eu vi quatro quadras soltas
À solta lá numa herdade
Amarrei-as com uma corda
E carreguei-as para cidade
Cheguei com elas a um largo
E logo ao largo se puseram
Foram ter com a família
E com os amigos que ainda o eram
Viram fados, viram viras
Viram canções de revolta
E encontraram bons amigos
Em mais que uma quadra solta
Uma viu um livro chamado
"Este livro que vos deixo"
E reviu velhas amizades
Eram quadras do Aleixo
E vai cantar sim Adriano
Oio-ai, há já menos quem se encolha
Oio-ai, muita gente fala e canta
Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
Que nos tapava a garganta
Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
Que nos tapava a garganta
Ora bem, tinha marcado
Encontro com as quadras soltas
Pois sim, fiquei pendurado
Como um tolo ali às voltas
Chegou uma e disse: Andei
A cumprimentar parentes
E eu aqui a enxotar moscas
Vocês são mesmo indecentes
Respondeu-me: Ó patrãozinho
Desculpe lá essa seca
Estive a beber um copito
Com uma quadra do Zeca
Io, próprio Zeca Afonso que vai cantar aqui
Oio-ai, disse-me um dia um careca
Oio-ai, quando uma cobra tem sede
Oio-ai, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede
Oio-a, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede
Das restantes quadras soltas
Não tinha sequer notícia
Dirigi-me a uma esquadra
E descrevi-as a um polícia
Respondeu-me: Com efeito
Nós temos aqui retida
Uma quadra sem papéis
Que encontramos na má vida
Diz que é uma quadra oral
Sem identificação
Que uma quadra popular
Não precisa de cartão
Se diz que pertence ao povo
O povo que venha cá
Que eu quero ver a licença
O registo e o alvará:
O se foste, canta essa
Oio-ai, quando se embebeda o pobre
Oio-ai, dizem, olha o borrachão
Oio-ai, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
Acham graça ao figurão
Oio-a, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
Acham graça ao figurão
Fui com a quadra popular
À procura da restante
Quando o polícia de longe
Disse: venha aqui um instante
Temos aqui uma outra
Não sei se você conhece
Desrespeita autoridades
E diz o que lhe apetece
Tem uma rima forçada
E palavras estrangeiras
E semeia a confusão
Entre as outras prisioneiras
Se for sua, leve-a já
Que é pior que erva daninha
Olhe bem para ela: É sua?
Olhei bem para ela: É minha!
Oio-ai, nós queremos é justiça
Oio-ai, e dinheiro para o bife
Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
Em que é tudo do xerife
Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
Em que é tudo do xerife
À solta lá numa herdade
Amarrei-as com uma corda
E carreguei-as para cidade
Cheguei com elas a um largo
E logo ao largo se puseram
Foram ter com a família
E com os amigos que ainda o eram
Viram fados, viram viras
Viram canções de revolta
E encontraram bons amigos
Em mais que uma quadra solta
Uma viu um livro chamado
"Este livro que vos deixo"
E reviu velhas amizades
Eram quadras do Aleixo
E vai cantar sim Adriano
Oio-ai, há já menos quem se encolha
Oio-ai, muita gente fala e canta
Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
Que nos tapava a garganta
Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
Que nos tapava a garganta
Ora bem, tinha marcado
Encontro com as quadras soltas
Pois sim, fiquei pendurado
Como um tolo ali às voltas
Chegou uma e disse: Andei
A cumprimentar parentes
E eu aqui a enxotar moscas
Vocês são mesmo indecentes
Respondeu-me: Ó patrãozinho
Desculpe lá essa seca
Estive a beber um copito
Com uma quadra do Zeca
Io, próprio Zeca Afonso que vai cantar aqui
Oio-ai, disse-me um dia um careca
Oio-ai, quando uma cobra tem sede
Oio-ai, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede
Oio-a, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
Encosta-a bem à parede
Das restantes quadras soltas
Não tinha sequer notícia
Dirigi-me a uma esquadra
E descrevi-as a um polícia
Respondeu-me: Com efeito
Nós temos aqui retida
Uma quadra sem papéis
Que encontramos na má vida
Diz que é uma quadra oral
Sem identificação
Que uma quadra popular
Não precisa de cartão
Se diz que pertence ao povo
O povo que venha cá
Que eu quero ver a licença
O registo e o alvará:
O se foste, canta essa
Oio-ai, quando se embebeda o pobre
Oio-ai, dizem, olha o borrachão
Oio-ai, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
Acham graça ao figurão
Oio-a, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
Acham graça ao figurão
Fui com a quadra popular
À procura da restante
Quando o polícia de longe
Disse: venha aqui um instante
Temos aqui uma outra
Não sei se você conhece
Desrespeita autoridades
E diz o que lhe apetece
Tem uma rima forçada
E palavras estrangeiras
E semeia a confusão
Entre as outras prisioneiras
Se for sua, leve-a já
Que é pior que erva daninha
Olhe bem para ela: É sua?
Olhei bem para ela: É minha!
Oio-ai, nós queremos é justiça
Oio-ai, e dinheiro para o bife
Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
Em que é tudo do xerife
Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
Em que é tudo do xerife
⏱️ Synced Lyrics
[00:06.19] Eu vi quatro quadras soltas
[00:07.89] À solta lá numa herdade
[00:09.80] Amarrei-as com uma corda
[00:11.01] E carreguei-as para cidade
[00:15.76] Cheguei com elas a um largo
[00:17.34] E logo ao largo se puseram
[00:19.16] Foram ter com a família
[00:20.63] E com os amigos que ainda o eram
[00:25.65] Viram fados, viram viras
[00:27.25] Viram canções de revolta
[00:28.58] E encontraram bons amigos
[00:30.27] Em mais que uma quadra solta
[00:35.06] Uma viu um livro chamado
[00:36.58] "Este livro que vos deixo"
[00:38.16] E reviu velhas amizades
[00:40.42] Eram quadras do Aleixo
[00:43.11] E vai cantar sim Adriano
[00:44.95] Oio-ai, há já menos quem se encolha
[00:48.14] Oio-ai, muita gente fala e canta
[00:50.88] Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
[00:55.35] Que nos tapava a garganta
[00:57.70] Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
[01:01.83] Que nos tapava a garganta
[01:06.38] Ora bem, tinha marcado
[01:08.03] Encontro com as quadras soltas
[01:09.68] Pois sim, fiquei pendurado
[01:11.06] Como um tolo ali às voltas
[01:15.63] Chegou uma e disse: Andei
[01:17.58] A cumprimentar parentes
[01:19.08] E eu aqui a enxotar moscas
[01:20.66] Vocês são mesmo indecentes
[01:25.16] Respondeu-me: Ó patrãozinho
[01:27.26] Desculpe lá essa seca
[01:28.86] Estive a beber um copito
[01:31.47] Com uma quadra do Zeca
[01:34.03] Io, próprio Zeca Afonso que vai cantar aqui
[01:37.19] Oio-ai, disse-me um dia um careca
[01:39.94] Oio-ai, quando uma cobra tem sede
[01:43.26] Oio-ai, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
[01:46.15] Encosta-a bem à parede
[01:48.58] Oio-a, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
[01:52.63] Encosta-a bem à parede
[01:57.23] Das restantes quadras soltas
[01:59.04] Não tinha sequer notícia
[02:00.60] Dirigi-me a uma esquadra
[02:03.59] E descrevi-as a um polícia
[02:06.68] Respondeu-me: Com efeito
[02:08.62] Nós temos aqui retida
[02:10.23] Uma quadra sem papéis
[02:11.72] Que encontramos na má vida
[02:16.42] Diz que é uma quadra oral
[02:18.40] Sem identificação
[02:19.72] Que uma quadra popular
[02:21.23] Não precisa de cartão
[02:25.97] Se diz que pertence ao povo
[02:27.86] O povo que venha cá
[02:29.43] Que eu quero ver a licença
[02:31.62] O registo e o alvará:
[02:34.29] O se foste, canta essa
[02:36.29] Oio-ai, quando se embebeda o pobre
[02:38.70] Oio-ai, dizem, olha o borrachão
[02:42.14] Oio-ai, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
[02:46.46] Acham graça ao figurão
[02:48.47] Oio-a, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
[02:52.10] Acham graça ao figurão
[02:57.42] Fui com a quadra popular
[02:59.48] À procura da restante
[03:00.89] Quando o polícia de longe
[03:02.57] Disse: venha aqui um instante
[03:07.23] Temos aqui uma outra
[03:09.13] Não sei se você conhece
[03:10.85] Desrespeita autoridades
[03:12.38] E diz o que lhe apetece
[03:16.86] Tem uma rima forçada
[03:18.80] E palavras estrangeiras
[03:20.29] E semeia a confusão
[03:21.94] Entre as outras prisioneiras
[03:25.77] Se for sua, leve-a já
[03:27.50] Que é pior que erva daninha
[03:29.37] Olhe bem para ela: É sua?
[03:31.88] Olhei bem para ela: É minha!
[03:37.82] Oio-ai, nós queremos é justiça
[03:40.78] Oio-ai, e dinheiro para o bife
[03:43.90] Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
[03:48.35] Em que é tudo do xerife
[03:50.54] Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
[03:54.85] Em que é tudo do xerife
[03:55.58]
[00:07.89] À solta lá numa herdade
[00:09.80] Amarrei-as com uma corda
[00:11.01] E carreguei-as para cidade
[00:15.76] Cheguei com elas a um largo
[00:17.34] E logo ao largo se puseram
[00:19.16] Foram ter com a família
[00:20.63] E com os amigos que ainda o eram
[00:25.65] Viram fados, viram viras
[00:27.25] Viram canções de revolta
[00:28.58] E encontraram bons amigos
[00:30.27] Em mais que uma quadra solta
[00:35.06] Uma viu um livro chamado
[00:36.58] "Este livro que vos deixo"
[00:38.16] E reviu velhas amizades
[00:40.42] Eram quadras do Aleixo
[00:43.11] E vai cantar sim Adriano
[00:44.95] Oio-ai, há já menos quem se encolha
[00:48.14] Oio-ai, muita gente fala e canta
[00:50.88] Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
[00:55.35] Que nos tapava a garganta
[00:57.70] Oio-ai, já se vai soltando a rolha, já se vai soltando a rolha
[01:01.83] Que nos tapava a garganta
[01:06.38] Ora bem, tinha marcado
[01:08.03] Encontro com as quadras soltas
[01:09.68] Pois sim, fiquei pendurado
[01:11.06] Como um tolo ali às voltas
[01:15.63] Chegou uma e disse: Andei
[01:17.58] A cumprimentar parentes
[01:19.08] E eu aqui a enxotar moscas
[01:20.66] Vocês são mesmo indecentes
[01:25.16] Respondeu-me: Ó patrãozinho
[01:27.26] Desculpe lá essa seca
[01:28.86] Estive a beber um copito
[01:31.47] Com uma quadra do Zeca
[01:34.03] Io, próprio Zeca Afonso que vai cantar aqui
[01:37.19] Oio-ai, disse-me um dia um careca
[01:39.94] Oio-ai, quando uma cobra tem sede
[01:43.26] Oio-ai, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
[01:46.15] Encosta-a bem à parede
[01:48.58] Oio-a, corta-lhe logo a cabeça, corta-lhe logo a cabeça
[01:52.63] Encosta-a bem à parede
[01:57.23] Das restantes quadras soltas
[01:59.04] Não tinha sequer notícia
[02:00.60] Dirigi-me a uma esquadra
[02:03.59] E descrevi-as a um polícia
[02:06.68] Respondeu-me: Com efeito
[02:08.62] Nós temos aqui retida
[02:10.23] Uma quadra sem papéis
[02:11.72] Que encontramos na má vida
[02:16.42] Diz que é uma quadra oral
[02:18.40] Sem identificação
[02:19.72] Que uma quadra popular
[02:21.23] Não precisa de cartão
[02:25.97] Se diz que pertence ao povo
[02:27.86] O povo que venha cá
[02:29.43] Que eu quero ver a licença
[02:31.62] O registo e o alvará:
[02:34.29] O se foste, canta essa
[02:36.29] Oio-ai, quando se embebeda o pobre
[02:38.70] Oio-ai, dizem, olha o borrachão
[02:42.14] Oio-ai, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
[02:46.46] Acham graça ao figurão
[02:48.47] Oio-a, quando se emborracha o rico, quando se emborracha o rico
[02:52.10] Acham graça ao figurão
[02:57.42] Fui com a quadra popular
[02:59.48] À procura da restante
[03:00.89] Quando o polícia de longe
[03:02.57] Disse: venha aqui um instante
[03:07.23] Temos aqui uma outra
[03:09.13] Não sei se você conhece
[03:10.85] Desrespeita autoridades
[03:12.38] E diz o que lhe apetece
[03:16.86] Tem uma rima forçada
[03:18.80] E palavras estrangeiras
[03:20.29] E semeia a confusão
[03:21.94] Entre as outras prisioneiras
[03:25.77] Se for sua, leve-a já
[03:27.50] Que é pior que erva daninha
[03:29.37] Olhe bem para ela: É sua?
[03:31.88] Olhei bem para ela: É minha!
[03:37.82] Oio-ai, nós queremos é justiça
[03:40.78] Oio-ai, e dinheiro para o bife
[03:43.90] Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
[03:48.35] Em que é tudo do xerife
[03:50.54] Oio-ai, e não esta coboiada, e não esta coboiada
[03:54.85] Em que é tudo do xerife
[03:55.58]